Quem não reza está numa situação muito desconfortável A+A-Rezar é um ato natural, um capítulo da antropologia, exatamente porque o ser humano tem uma abertura congênita para o transcendente, o divino. Rezar é também um ato de justiça para com nossa alma, pois a oração é expressão do espírito, da alma, do coração. É também um ato de justiça em relação a Deus. “Nele somos, vivemos e existimos” (Atos dos Apóstolos 17, 28).
A oração é antes de tudo terapêutica porque pacifica, unifica, ordena a vida, os pensamentos e os afetos. “Os efeitos da oração em nossa pessoa são mais visíveis que os das glândulas de secreção interna”, diz o prêmio Nobel de Medicina (1922), Dr. Alexis Carrel, ateu convertido.
A arte da oração consiste em que o orante se comunica com Deus, com os outros e com ele mesmo e assim faz grandes descobertas, encontra soluções, recebe iluminações e muita força interior. K Jung e V. Frankl são psicólogos que exaltam a importância e a eficácia da oração, sem a qual, as pessoas não se curam de suas neuroses. Eles sabem muito bem que a pessoa orante entra no nível alfa, frequência profunda do cérebro humano.
Quem não reza está numa situação muito desconfortável e até incômoda, porque irá buscar alívio e sedativo no álcool, nas farras, nas drogas e sempre permanecerá vítima do vazio existencial e da solidão. Sempre justificará seus erros e fugas, tendo necessidade espontânea de ridicularizar quem reza, como se a oração fosse o “catecismo dos fracos e perdedores”. De fato, só os humildes e autênticos rezam.
É preciso orar com fé. Acreditar no poder da oração. Rezar é estar com Deus e com os outros. Normalmente a oração verdadeira e profunda leva à compaixão, ao perdão, à solidariedade. O amor é fruto da oração. Rezar é um ato de amor e o amor é consequência da oração. Os santos e os místicos são sempre pessoas de paz, de fraternidade e de ação em favor dos pobres e pecadores. A oração é amor de amizade com Deus que nos leva ao amor-serviço para com os outros.
A oração é uma “alavanca que move o mundo” (Santa Terezinha). De fato, quantas pessoas são vitoriosas frente a doenças, mágoas, decepções, injúrias. A oração as salvou. Quem reza se salva.
A oração é uma ponte. A pessoa orante é fabricadora de pontes, é pontífice. Abatem-se os muros e constroem-se pontes com a sabedoria da prece. Essa ponte vai da terra ao céu e do coração do orante aos irmãos. A escalada da oração é exigente, requer perseverança. É um combate.
A oração é muralha, é escudo, é proteção, é abrigo, é segurança. Quem reza está imunizado contra muitos males. A oração nos protege das tentações. Sem ela caímos na murmuração e abraçamos a tentação.
A oração é escola . O Mestre interior é o Espírito Santo. Na escola da oração aprendemos a prática do bem, a beleza do perdão, a alegria da convivência, a esperança nas decepções. A oração nos faz discípulos, iluminados, sábios, humanos e verdadeiros. Moisés tinha o rosto iluminado após a oração. Irradiava o fulgor de Deus.
A oração enche o orante de audácia e coragem, de força e tenacidade, de luz e compaixão. Jesus não somente reza, mas, ensina a rezar, principalmente a perseverança na oração. Os primeiros cristãos eram “assíduos na oração” (cf. Atos dos Apóstolos 2, 42). De fato, a oração é inspiração de cada momento, recolhimento do coração, recordação das maravilhas de Deus, é força para a luta cotidiana. Eis a arte da oração.
A oração é uma rendição diante de nossa insuficiência e da paternidade de Deus. A oração é a fala entre filhos(as) e Pai. Portanto, oração é questão de amizade, é encontro de duas consciências, duas intimidades, duas existências. Na oração acontece uma troca de olhares, de confidências, de interioridades. Rezar é um ato de amor, um ato afetivo que inflama o orante de amor a Deus e ao próximo.
POR:Dom Orlando Brandes - Arcebispo de Londrina - PR
Para desenvolver um bom relacionamento -Identifique qual é o seu perfil dominante para viver bem
O ser humano tem como característica básica a necessidade de companhia, de reconhecimento e de afeto em todas as esferas da vida. Nossa forma de ser, de pensar e de agir influencia diretamente os nossos relacionamentos. No curso de nossas experiências diárias, interagimos com uma grande variedade de pessoas com diferentes estilos de personalidade, as quais exercem impacto sobre a forma como agimos e tomamos decisões.
Segundo Dom Hélder: “Passamos a maior parte de nosso tempo procurando consertar situações conflituosas criadas por inabilidade de relacionamento”. Desenvolver um bom nível de relacionamento com todas as pessoas é responsabilidade de cada um de nós.
Mas como fazer isso? O que é necessário para desenvolvermos um bom nível de relacionamento interpessoal? É difícil nos comunicarmos bem com pessoas que não compreendemos. Frequentemente, interpretamos, de forma incorreta, ações ou palavras de alguém, e, muitas vezes, nos sentimos frustrados ao nos relacionar com aquelas, cujas personalidades são opostas à nossa. Uma vez que compreendemos o estilo de personalidade do outro, encontramos a chave para uma comunicação melhor. Quando compreendemos por que alguém fez ou disse algo, é menos provável que reajamos negativamente. Ter consciência das motivações subjacentes do outro pode permitir que resolvamos os conflitos antes mesmo que estes aconteçam.
Os estilos de personalidade são a linguagem do comportamento observável. Quando paramos para observar, durante alguns momentos ou algumas horas, como as pessoas se comportam em determinadas situações, podemos verificá-los [estilos de personalidade] em ação.
Existem várias definições de perfis comportamentais, de diversos estudiosos. Queremos apresentar aqui uma dessas linhas, com a finalidade de nos ajudar a compreender melhor o outro, de forma a desenvolvermos um bom relacionamento interpessoal. O que trazemos aqui compreende quatro dimensões: Dominância, Influência, Segurança e Controle. Destas quatro, cada indivíduo possui uma dominante, revelando as principais características do seu comportamento.
Uma pessoa com alto índice da dimensão “Dominância” é em geral: sempre atrasada, com pressa; impaciente e impulsiva. Tenta dominar ou tomar conta e é direto. Possui um aperto de mão forte e assertivo. Não se afasta de conflitos, podendo até mesmo gostar deles. Possui determinação para atingir resultados mesmo em situações antagônicas. Desafia a si mesma e aos outros. A chave para ela é o desafio. Com ela é preciso ser direto, franco e objetivo. É preciso deixá-la descobrir as coisas por si mesma. Com ela deve-se discutir fatos e não sentimentos.
Uma pessoa com alto índice da dimensão “Influência” é em geral: Entusiasmada e amigável; positiva e verbal. Gosta de contar histórias e anedotas. É frequentemente desatenta aos detalhes, por isso, pode parecer superficial e impulsiva. Possui um aperto de mão muito amigável. Sorri com os olhos, apresenta muito movimento corporal. Possui estilo aberto e relaxado. Possui capacidade de influenciar os demais a agirem positiva e favoravelmente, é uma pessoa que gera entusiasmo. Irradia otimismo. Com ela é necessário ser antes de qualquer coisa bom amigo e democrático. Com alguém assim é preciso falar sobre ideias e opiniões, criar relacionamentos, reconhecer suas ideias.
Uma pessoa com alto índice da dimensão “Segurança” é em geral: Metódica e organizada. Preocupada com a segurança. Tende a apresentar um ritmo lento e reações mais demoradas. Normalmente é uma boa ouvinte. Possui um aperto de mão amigável, firme, porém, não ostensivo. É geralmente muito cortês. Apresenta contato visual sincero, caloroso e amigável. É persistente. É preciso ter tempo para conhecê-la como pessoa; é preciso usar um ritmo pausado; fazer perguntas, ouvi-la e mostrar-se interessado nela.
Uma pessoa com alto índice da dimensão “Controle” é em geral: Preparada para sua visita, sem pressa, organizada e pontual. É sistemática e disciplinada em termos de tempo. Tende a não compartilhar seus sentimentos, muito polida e diplomática. Tende a evitar o contato visual, por isso, pode parecer “fria” e pouco expressiva. Tem um questionamento preciso, lógico e detalhado. Concentra-se sempre nos detalhes. Com ela é preciso ser sistemático e organizado.
Se você deseja compreender mais detalhadamente como funcionam esses perfis, você pode ler o livro: “Líder do Futuro – A transformação em Líder Coach”, de Arthur Diniz.
O importante é que você, em primeiro lugar, identifique o seu perfil dominante, para depois disso, observar qual o perfil das pessoas com as quais você se relaciona. Esperamos ajudá-lo a compreender melhor o comportamento do outro facilitando o seu relacionamento interpessoal com todos.
Veja entrevista da autora falando sobre "temperamentos"
cancaonova.com: O que é temperamento? Manuela: Temperamento é uma palavra que vem do latim e significa "equilíbrio". Ele é um dos componentes da personalidade, é algo herdado geneticamente dos pais e que dá o "tempero" da pessoa, a forma de reagir, o humor... Isso tudo está ligado ao temperamento.
cancaonova.com: Quais são os tipos de temperamento? Manuela: Em psicologia, existem várias teorias; a mais utilizada é também a mais antiga, que foi criada por Hipócrates há muitos anos. Alguns conceitos dele foram modificados, mas se percebe que a estrutura é a mesma. Existem quatro temperamentos básicos: sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático. Todas as pessoas vão ter um [temperamento] que é dominante, mas isso não significa que elas tenham um só. Às vezes, ela pode ter dois bem próximos, mas sempre vai haver um que domina a pessoa. Dependendo dos hormônios, pode haver uma variação [desses temperamentos]. Por exemplo: uma mulher que tem um temperamento colérico e melancólico, na hora da TPM [Tensão pré-menstrual] o melancólico pode vir mais à tona.
cancaonova.com: Se cada pessoa tem mais de um temperamento, podemos dizer que existe uma mistura perfeita? Manuela: Não, não existe. De todos os temperamentos nós temos características positivas e pontos que nós precisamos controlar. O temperamento é algo que nos vem geneticamente, então não vamos conseguir mudá-lo. O que podemos fazer é controlá-lo. Um exemplo: o colérico tem o temperamento mais "nervosinho", irrita-se com facilidade e se impõe com muita firmeza sobre as pessoas. Mas ele pode controlar essa irritabilidade, embora nunca vá deixar de ser o que é. O importante é que cada um se perceba, descubra-se como é, para, a partir daí, conhecer suas fraquezas, seus pontos fortes e trabalhar em cima disso para conseguir um controle e ter algo mais positivo no seu temperamento.
cancaonova.com: Como é possível descobrir qual o nosso temperamento? Manuela: Existem vários testes que podem ser feitos. Com eles, você consegue definir seu temperamento. O que é importante, na hora de respondê-los, é pensar como você é na sua essência, qual o seu primeiro impulso de agir. Se, por exemplo, houver [no teste] a pergunta "Você perdoa com facilidade?", pode ser que hoje você consiga perdoar, mas não é o seu natural. Então, você vai responder de acordo com isso.
Áudio com conteúdo exclusivo sobre os tipos de temperamentos
Por:Manuela Melo psicologia@cancaonova.com Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.
“Porque aos céus se eleva a vossa misericórdia. E até as nuvens a vossa fidelidade” (Salmo 57, 11).
O nosso Deus é um Deus misericordioso. Ele espera que também nós usemos de misericórdia para com cada pessoa. Quando alguém pergunta a Jesus: Quem é o meu próximo? O Senhor responde a essa pergunta com a parábola do Bom Samaritano (cf. Lucas 10, 30-34). Essa parábola não é uma historinha contada por Cristo a respeito do amor. É uma parábola messiânica, pois fala a respeito de Jesus, o Messias, que veio para nos salvar.
Quem é esse homem que caiu nas mãos dos ladrões? Somos nós. É a criatura humana. São os nossos irmãos. E, hoje, mais do que nunca, vivemos essa situação. Os ladrões deste mundo vieram e despojaram o homem, depois de o maltratarem com muitos ferimentos. Foram-se embora e o abandonaram quase morto. Essa é a nossa situação, à beira do caminho, despojados daquilo que tínhamos de mais precioso: a graça de Deus.
Quem teve compaixão daquele homem foi o Bom Samaritano. E quem é esse samaritano? Esse Homem é Jesus, o grande estrangeiro vindo do céu que tem compaixão de nós. Nessa narrativa o samaritano aproximou-se do ferido, atou-lhes as feridas, derramou azeite e vinho e o colocou sobre sua própria montaria, levando-o para uma hospedaria. Da mesma forma, Nosso Senhor Jesus Cristo se debruça sobre todo os homens, derramando em suas enfermidades o Seu Sangue e o Seu Espírito Santo para que sejamos curados.
Cristo está passando pelas estradas deste mundo recolhendo os homens caídos à beira do caminho, colocando-os sobre Sua montaria a fim de levá-los para a “hospedaria”. E qual é essa hospedaria? É a Igreja. É nela que os filhos de Deus, machucados, feridos e semimortos serão curados. É nessa “hospedaria” que o próprio Jesus se debruça sobre a humanidade.
Por essa razão, Deus precisa de você, precisa de intercessores. E ao assumir esse chamado, de homens e mulheres de oração, estamos assumindo o papel do Bom Samaritano.
Quero passar para você uma receita muito simples, mas muito eficaz. É o que nós chamamos de "Terço do Amor", porque, nesta maneira de rezar, nós repetimos infinitas vezes: "Senhor, que eu ame...". E aí já dizemos o nome da pessoa por quem precisamos orar. Os efeitos você mesmo vai experimentar. Essa maneira insistente de rezar transforma, tanto o nosso coração como o da pessoa pela qual estamos intercedendo. Experimente!
"Terço do amor"
No início: Credo Nas contas grandes: 'Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei'. Nas contas pequenas: Senhor, que eu ame... (dizer o nome da pessoa) No final: Salve-Rainha
Compreenda: você não luta contra seu marido que entrou para a bebedeira; nem contra sua mulher que caiu na infidelidade ou contra seu filho que entrou para as drogas. Você não está apenas lutando contra forças humanas; contra as estruturas injustas da sociedade, o desemprego e injustiças sociais. Além de tudo isso estamos lutando contra forças espirituais do mal. São espíritos malignos que querem acabar conosco, levando-nos ao mal.
Um grande segredo é compreendermos também que, na verdade, não somos nós que lutamos contra os espíritos malignos, nem temos forças para enfrentá-los. Seríamos tolos se quiséssemos enfrentá-los com as nossas próprias forças. Quem luta são os anjos do Senhor. Quem os sustenta na batalha, somos nós com nossas orações. Anjos bons lutam por nossa causa, para nos defender. É disso que São Paulo nos fala: ''Há uma luta espiritual nos ares, nesse mundo de trevas''. E como daremos a vitória aos anjos que lutam por nós? A resposta está no mesmo capítulo do livro de Efésios, de acordo com a tradução da Bíblia Ave Maria:
''Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos'' (Efésios 6,18).
Aí esta a solução: ''Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância''. Isso quer dizer que: se você está alegre, ore; se está triste, ore; com dívidas, chateado por causa de seu filho, com o coração quebrado por causa do seu marido, sofrendo por causa do desemprego, machucado por causa de alguém que o ofendeu... ore! Em todas as circunstâncias, ore. ''E perseverai em intensa vigília de súplica por todos".
Não perca tempo! Além de participar da Santa Missa, procure fazer adoração, vigílias e estar sempre na presença de Jesus Eucarístico. Talvez você não esteja mais aguentando os problemas, o seu sofrimento, aqueles que trabalham com você... E se você não está suportando é porque está carente deste Alimento Espiritual. Não dá para curar sem crescer. Nós crescemos pela própria Carne de Cristo. Este Alimento Divino, que nos restaura e fortalece, é gratuito. A Santa Missa, a Comunhão, a Adoração ao Santíssimo, a Palavra de Deus e o Rosário são as "proteínas celestiais" de que precisamos para crescer.
"Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam" (Mateus 11, 12).
Precisamos todos entender que o ressentimento é fruto da raiva não resolvida; da ira, da mágoa guardada dentro de nós, a qual age como veneno para nós mesmos e para quem nos rodeia. A raiva não resolvida se transforma em ressentimento, que – pior ainda – é porta aberta para toda sorte de tentações. Você já entendeu! É preciso resolver a vida! Quero apenas ajudá-lo um pouco alertando-lhe de que nem sempre as palavras são o meio ideal para resolvermos nossas questões em aberto. Lembre-se de que os gestos, quando preparados e planejados, são bálsamo e cura. Quando são planejados e repletos de sincero amor são a saída e o novo caminho para todos nós!
Nem sempre, nós somos capazes de perceber e controlar todos os pensamentos e sentimentos que se passam no nosso interior ao longo do dia. Muitas vezes, nós nos sentimos traídos, abandonados, magoados, tristes e não sabemos como mudar essa situação. Precisamos ficar atentos a esses movimentos interiores: como eles surgem e o que provocam em nós. Um remédio edificante para estarmos atentos ao que se passa dentro de nós é pedir ao Espírito Santo que traga à luz tudo o que está camuflado no nosso interior impedindo-nos de ser livres e felizes. Uma vez conscientes de tudo o que está nos afligindo, peçamos ao Senhor que nos cure e nos liberte; com certeza, a nossa vida tomará um novo rumo. Aproximemo-nos de Nosso Senhor Jesus Cristo com fé, para que Ele nos purifique de todos os nossos pecados e “lepras” de forma a vivermos a verdadeira dignidade de filhos de Deus, como aconteceu com o leproso. Assumamos a Cristo como único Senhor da nossa vida. Hoje, o Senhor nos convida para nos reconciliarmos com Ele e como nossos irmãos por intermédio da confissão e do perdão. Busquemos um sacerdote e confessemos todos os nossos pecados. ”Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar. Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: Eu quero, fica purificado. E imediatamente, a lepra o deixou” (Lucas 5, 12-13). Jesus, eu confio em Vós!
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Sua fé o tem levado à mudança de vida?
Para o cristão, a fé não é simplesmente aderir às fórmulas de um credo, mas ela deve abraçar a própria vida de forma a transformá-la. Uma fé que não incide na vida – segundo as perspectivas de Deus – é inútil, porque não leva à salvação. O verdadeiro Cristianismo baseia-se numa fé operante, que brota do amor para com Deus e para com o próximo. Na nossa vida é preciso que unamos a fé às obras, na qual tudo dependa de nós, do nosso agir e, ao mesmo tempo, de Deus e da Sua graça. Tomemos consciência de que a unidade entre o crer e o agir, como o corpo e a alma no homem, é o único sinal de transformação no mundo. “Estais vendo, pois, que o homem é justificado pelas obras e não simplesmente pela fé. Assim como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé sem as obras é morta” (Tiago 2,24.26). Senhor, dá-nos a graça de sermos autênticos na vivência da nossa fé. Jesus,eu confio em Vós!
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O amigo de todas as horas
Todos nós temos necessidade de ter alguém que se comprometa conosco e que abrace a nossa causa, defendendo-nos, ajudando-nos e cuidando de nós. Temos necessidade de ser amados e acolhidos, principalmente nos momentos de dificuldade. Precisamos tomar consciência de que não estamos sozinhos, porque o próprio Senhor nos prometeu que estará conosco todos os dias da nossa vida. Por isso, nos enviou Seu Espírito Santo! É a Cristo que devemos recorrer sempre, porque Ele sempre nos chama e nos consola: “Vinde a mim vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mateus 11, 28-30). Descansemos em Jesus e deixemo-nos cuidar por Ele. Façamos um ato de entrega de todas as nossas preocupações e inquietações a Ele, porque o Senhor sabe como fazer e como resolver todas as situações. Com confiança, aproximemo-nos de Nosso Senhor Jesus Cristo e oremos incessantemente ao longo deste dia:Jesus, eu confio em Vós!
Evangelho (Mateus 9,1-8) - Quinta-Feira, 2 de Julho de 2009
Naquele tempo, entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. Apresentaram--lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. Palavra da Salvação.
______ Evangelho (João 20,24-29) - Sexta-Feira, 3 de Julho de 2009
Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” - Palavra da Salvação.
Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. (São João 20,23)
O Sacramento da Confissão ou penitência é realmente fonte de cura e libertação dos corpos e das almas. Através dos Sacramentos Jesus continua pela Igreja a ministrar Seu poder salvador aos homens, pois a igreja é o grande sacramento no mundo, sinal da salvação, da cura e da libertação dos homens e mulheres, que através do pecado estão cativos, mas a misericórdia de Deus é eterna e não se deixa vencer em generosidade. O AMOR DE DEUS TE CURA E LIBERTA ATRAVÉS DO PERDAO SACRAMENTAL!
O que diz a Igreja: Catecismo da Igreja Católica: S.6.21.5 Sacramentos de cura
§1420 Pelos sacramentos da iniciação cristã, o homem recebe a vida nova de Cristo. Ora, esta vida nós a trazemos “em vasos de argila” (2Cor 4,7). Agora, ela ainda se encontra “escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). Estamos ainda em “nossa morada terrestre”, sujeitos ao sofrimento, à doença e à morte. Esta nova vida de filhos de Deus pode se tornar debilitada e até perdida pelo pecado. §1421 O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e restituiu-lhe a saúde do corpo, quis que sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramento da Penitência e o sacramento da Unção dos Enfermos. S.6.21.9 Sacramentos que perdoam os pecados:
§977 Nosso Senhor ligou o perdão dos pecados à fé e ao Batismo: “Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo”. (Mc 16,15.16).
§987“Na remissão dos pecados, os presbíteros e os sacramentos são meros instrumentos dos quais nosso Senhor Jesus Cristo, único autor e dispensador de nossa salvação, se apraz em se servir para apagar nossas iniqüidades e dar-nos a graça da justificação”.
Esta semana uma senhora me procurou que há cinco anos ela estava escrava de uma situação em sua vida, pois não tinha coragem de confessar, até tentou, mas quando chegava diante do sacerdote não conseguia, pois tinha vergonha. Quando confessava chorava e dizia: “Estou esperimentando acura e a libertação é algo muito diferente, como se um grande nó estivesse descendo na minha garganta e um peso fosse tirado de minhas costas!”. Se ela soubesse que seria tão bom e grande a libertação ela teria enfrentado isso antes, pois pecado que não é perdoado é pecado que não foi confessado. Eu também tenho um testemunho forte em minha vida. Quando mais jovem era viciado na masturbação, quase todo o dia me masturbava e várias vezes por dia, quando encontrei Jesus através do grupo de jovens descobri também a graça da confissão, quanta cura e libertação, meu diretor espiritual o Padre Jessé Torres promoveu comigo atendendo-me periodicamente, até de noite ele atendia as minhas confissões. Foi uma grande terapia de cura, confissão e aconselhamento. Hoje vigio, mas estou livre da sombra da masturbação e de uma sexualidade e afetividade desequilibrada. Foram gotas de cura interior que eu recebia a cada confissão, sem falar da formação e do Dom da Fortaleza que recebia depois de assumir minhas fraquezas. Naquela época eu já tinha atitudes PHN e não sabia, era uma moção do Espírito Santo que depois Deus colocaria no Coração do Monsenhor Jonas Abib e do Dunga.
Oração: Comece invocando o Espírito Santo e pedindo a graça de um coração contrito, arrependido. Vem Espírito e ilumina minha consciência e prepara o meu coração para fazer uma boa confissão, não quero esquecer nada e muito menos ficar com respeito humano ou com medo de Deus, vergonha dos meus pecados, na confissão Jesus misericordioso está de braços abertos para me acolher como um filho pródigo e perdoar todos os meus pecados, lavar com o Seu sangue e curar minhas feridas. Maria encaminha meus passos para experimentar a cura e a libertação através da confissão. Amém.
Ato de contrição: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós irmãos e irmãs que eu pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões por minha culpa, minha tão grande culpa. Peço a Virgem Maria e a vós irmãos que rogueis por mim a Deus nosso Senhor. Senhor tende piedade de nós!
Achei que conhecia as pessoas! Mudam demais! O que eu faço?
Você não é a única pessoa a passar por isso! É que as pessoas não são como uma foto ou como a imagem que a gente faz delas. As pessoas - sempre - estão mudando, são dinâmicas; estão cada uma num processo diferente e curioso.
Está difícil compreendê-las? Vão umas dicas: resolva amá-las como são, observe-as com misericórdia e passe a examiná-las com amor. Você verá que assim será mais fácil aceitá-las como são, sem que isso requeira de nós tanta apreensão sobre o que acontece com elas.
Meditando desse modo, quando puder, me conte o que mudou em você!
Liberte-se de toda cegueira - Que a voz do Senhor possa fazer arder seu coração
O cego Bartimeu questiona os que tendo olhos não veem, pois, muitos são os que rejeitam a Jesus! Esse cego apresenta-se para nós como modelo de fé firme e viva: “Filho de Davi, tem piedade de mim, tende compaixão!” (Marcos, 10, 47; Lucas 18, 39). Modelo de verdadeiro discípulo que, curado, toma o caminho do seguimento, segue a Cristo. Pois, o milagre resume a experiência de quem muda radicalmente, manifestação de uma disposição autêntica de seguir verdadeiramente ao Senhor.
Ao invocar a Jesus, o cego experimenta a repreensão dos presentes que o querem calado, mas este sabe o que quer, assim como, tem a percepção de que o Mestre e Senhor, o Filho de Davi, passa por ali. É preciso ter essa liberdade diante do Senhor, nenhuma voz, comodidade, repreensão, enfim, nada pode nos calar ou nos impedir de viver esse encontro pessoal com profundidade. Talvez hoje muitas vozes o estejam repreendendo, oprimindo e o forçando a se calar diante de Cristo. Por isso, deixe de lado as vozes que o confundem, que produzem dúvidas, desânimo e derrotismo em seu interior e volte-se para a voz do Senhor.
Que a voz do Senhor, o Bom Pastor, possa fazer arder o seu coração e iluminar sua alma, sua vida, libertando-o de toda cegueira. Que a luz de Cristo brilhe em você. Eu devo estar convencido da necessidade de que tenho de contemplar a vida, de que preciso de Jesus e de que diante d'Ele devo expor minhas mais urgentes necessidades, sem medo d'Aquele que me ama incondicionalmente.
Devo seguir o exemplo de Bartimeu, ou seja, pedir e rezar como esse homem de fé, indo além de todas as barreiras que me são impostas pelas circunstâncias e até por pessoas. A atitude dele nos forma como discípulos, pois, Jesus mandou chamá-lo, e diante dessa graça do chamado, disseram-lhe: “Coragem! Levanta-te, Ele te chama” (Marcos 10, 49). O versículo 50 nos diz que aquele homem, deitando fora a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. Joga a capa para ir livre encontrar-se com o Messias, pois, não precisaria mais estar no caminho a mendigar nem voltaria cego. Vai até Jesus Cristo para se tornar um seguidor e um discípulo d'Ele.
O encontro com o Senhor exige essa atitude de lançar fora tudo aquilo que produz escravidão e que nos faz viver à margem da vida cristã. Faz-nos deixar de lado tudo o que nos paralisa no caminho e nos impede de estar a caminho como seguidores de Jesus. É preciso assumir a dignidade de filho. Não posso viver como um mendigo cego e sem direção, parado no caminho, estático perante a vida. Estar de prontidão é uma necessidade de vida, pois, sem prontidão e insistência diante do importante e fundamental, o Salvador passa por nós e permanecemos na mesma condição. Pois, no comodismo não acontece transformação de vida e muito menos dinamismo na graça do Espírito Santo, que tudo renova.
O discípulo verdadeiro de Cristo não deve estar na cegueira, precisa ver e contemplar o mistério, para que através do seguimento torne-se verdadeiro e profundo anunciador da Pessoa de Jesus. É preciso ser ativo, saber o que quer, pois, o sentido da busca define nossa salvação. Já que tudo aquilo que eu celebro na vida define minha história e determina o que eu sou, sejamos daqueles que sempre escolhem a melhor parte: celebrar a vida e não a morte! Filhos da Ressurreição, servos do Eterno Amor, chamados à Eternidade!
Tenha hoje em sua vida a atitude de Bartimeu, que não se acostumou com a mendicância, já que, parar nos restos, significa justamente deixar de viver e parar no espírito de morte. O Autor da Vida sempre está próximo a nós para transmitir vida em abundância; não se cale nem desista da vida! Grite como Bartimeu: “Filho de Davi, tende piedade, tende compaixão de mim!”. Já que esse grito é de fé e de amor! Amém!
Padre Eliano Luiz Gonçalves, SJS Fraternidade Jesus Salvador
Eu quero convidar você para abrir a Palavra de Deus em: Eclesiastes 3,1-8.
Padre Hamilton
Foto: Robson Siqueira
Os padres da Igreja insistem em nos ensinar que em uma autêntica vida cristã não podemos desconsiderar a nossa relação com o tempo. De fato, estamos em uma época marcada pela aceleração, estamos na era da informática e mal conseguimos meditar direito. Isso pode ser bom por um lado; somos favoráveis a essa evolução, principalmente em se tratando da medicina, que precisa ser cada vez mais acelerada. .: Ouça a mensagem
A vida não é um “flash” no qual não paramos nem para pensar. Não! Existe um tempo para cada coisa. Este mundo marcado pela aceleração precisa nos fazer pensar um pouco: para onde estamos caminhando? Nessa velocidade toda, vamos chegar aonde?
Hoje é importante meditarmos sobre isso: O tempo se tornou o inimigo contra o qual se luta ou um fantasma a que se persegue? Que quer dizer isso? O tempo foge de nós e o perdemos também, porque somos devorados por ele! Aqui está a orientação dos padres da Igreja. Para nós cristãos católicos o tempo é o ambiente no qual está em jogo a nossa fidelidade ao Senhor: ou sabemos vivê-lo bem, organizando-o, sentido-o como aquilo que ele é: um dom de Deus para nós e também um compromisso ou o idolatramos e nos perdemos nele. É no correr do tempo que reconhecemos o hoje de Deus. A vida é tão veloz que se não pararmos para escutar ao Senhor, como vamos ouvi-Lo e crescer na nossa vida espiritual?
O tempo é hoje, é agora, e se não nos damos esse tempo, como é que vamos ouvir o Senhor, como é que a salvação vai entrar na nossa casa? É o aproveitando bem! Nós devemos ser pessoas esclarecidas, não podemos nos comportar como pessoas insensatas que vivem no “pagode do descompromisso” e ficam como um “pau na enchente”, ou seja, não podemos deixar a vida nos levar de qualquer jeito. Precisamos estar atentos ao tempo que Deus nos dá. Precisamos nos organizar ou seremos levados como a água da chuva que passa pelos nossos dedos.
É preciso ordenar o tempo para termos condição de santificá-lo. O dia tem 24 horas; Deus nos dá esse período para vivermos bem. Santificar o tempo significa nos disciplinar. “Sem disciplina não há santidade!” (Dom Gambino). Precisamos entender bem que de Deus não se zomba e que não nos santificaremos se não o [tempo] ordenarmos. Somos pessoas a caminho da vida eterna e o Senhor nos dá o tempo para crescermos em uma espiritualidade consistente. Sem a disciplina do tempo, que é uma verdadeira santificação, não há possibilidade de uma vida espiritual autêntica.
De fato, muitos não perseveram por causa da sua relação alienada com o tempo. Por essa razão, este deve nos levar a um advento fundamental, que é a preparação para a segunda vinda de Jesus; e quem não tem essa relação com o tempo, não espera nada! A cada dia temos os desafios próprios, mas temos também uma meta e a nossa meta é o céu.
As etapas para o entendimento bíblico - Os perigos de uma leitura superficial
“Concedei a vosso servo esta graça: que eu viva guardando vossas palavras” (Salmo 118,17).
Segundo o documento da Comissão Pontifícia Bíblica: A interpretação da Bíblia na Igreja ainda que os estudiosos bíblicos tenham a função de interpretar as Sagradas Escrituras, esse trabalho não compete somente a eles, pois a leitura e a vivência dos textos bíblicos vão além das análises acadêmicas, já que os Livros Sagrados não são apenas um conjunto de livros históricos, mas, a Palavra de Deus.
E essa Palavra se torna atual e responde aos questionamentos e angústias do homem pós-contemporâneo. Por isso, a leitura e o estudo bíblico devem ser feitos por todos, uma vez que proporcionam uma experiência de fé prática e atual. Mas também é preciso tomar certos cuidados e ter critérios na leitura e na interpretação desses textos, para que não haja o risco de uma interpretação desvinculada e sem compromisso com a Tradição e com o Magistério da Igreja, pois ambos garantem um entendimento seguro das Sagradas Escrituras ao longo da história de fé do Povo de Deus.
Para isso, torna-se necessário tratar de algumas questões ligadas à exegese e à hermenêutica bíblicas. Mas não é preciso espanto, pois essas palavras [exegese e hermenêutica] estão mais presentes na prática bíblica do que se possa imaginar. E também não se trata aqui de um estudo científico, pois o uso dessa linguagem é para mostrar as etapas necessárias para um correto entendimento da Bíblia.
Comecemos, então, pela definição desses termos: “Exegese” é uma palavra que vem do grego e significa “explicação ou explanação”. É a arte de expor, de trazer para fora o sentido de um determinado texto. É um conjunto de técnicas e ferramentas utilizadas para entender e descobrir o significado de um texto. “Hermenêutica” já diz respeito à interpretação do que está escrito. É a apropriação que se faz do entendimento do texto para aplicá-lo no dia a dia.
Mas existe no meio do caminho entre a exegese e a hermenêutica um filtro. E que filtro é esse? A Doutrina da Igreja apresentada através do Catecismo da Igreja Católica. Esse procedimento de filtrar o estudo bíblico serve basicamente para duas coisas: não permitir os exageros e também para ampliar a interpretação quando esta é muito limitada. E, em geral, ele amplia muito mais do que reduz as interpretações, uma vez que são apresentadas outras possibilidades de entendimento do texto que talvez não tenham sido contempladas no estudo.
É como o antigo filtro de barro muito usado, especialmente, nas cidades pequenas e nas zonas rurais. Esse utensílio doméstico não é feito para reter a água, mas para purificá-la. Do mesmo modo, o “filtro” da Doutrina da Igreja não retém a nossa leitura bíblica, mas a deixa livre de impurezas que porventura possam ter surgido durante o momento de estudo [da Palavra de Deus]. Além disso, o filtro de barro possui a capacidade de deixar a água sempre fresca e pronta para ser consumida. Igualmente faz o “filtro” da Doutrina atualizando para nossos dias aquilo que lemos e interpretamos nas Sagradas Escrituras e deixando a mensagem bíblica pronta para saborearmos e utilizarmos no cotidiano.
Que se sigam essas três etapas para o entendimento bíblico: estudar com atenção, trazendo à tona o máximo de informações possíveis para um conhecimento mais aprofundado do texto bíblico – passar esse conteúdo pelo “filtro” da Doutrina a fim de purificar e atualizar o conteúdo – e aplicar a Palavra de Deus na própria vida.
Ler superficialmente o texto das Sagradas Escrituras, sem um mínimo de contextualização e sem consultar a Igreja, nos faz correr o risco de uma aplicação equivocada dele, podendo causar danos a nós mesmos e àqueles a quem o transmitimos. Daí a importância desses três momentos: estudo mais cuidadoso (exegese) – filtro da Doutrina (Catecismo) – interpretação e aplicação no dia a dia (hermenêutica).
O Antigo Testamento nos fala da fé de Abraão. Ele estava ansioso, acreditava que Deus lhe daria aquelas terras, mas sabia que não teria filhos, pois Sarai, sua esposa, era estéril. Então ele desabafava com o Senhor, questionando-Lhe o que iria receber de herança se não podia ter filhos (cf. Gênesis 15:2). Deus, porém, diz a ele com toda clareza que o herdeiro dele será um de seus descendentes (cf. Gênesis 15:4). O Senhor o conduz para fora de casa e lhe diz: "Olhe para o céu e conte as estrelas se for capaz. Assim será a sua descendência" (Gênesis 15:5). Abraão teve fé no Senhor e acreditou n’Ele.
Abraão acreditou em Deus, embora todo o restante dissesse o contrário. O Altíssimo justificou a atitude dele pela confiança inteira n’Ele. Abraão ainda pergunta ao Senhor como iria saber se herdaria essa terra (cf. Gênesis 15:8). O Todo-poderoso então pede que ele pegue vários animais, entre eles duas aves. Abraão corta os animais ao meio, coloca-os em fila e, durante todo o dia, espera pelo Senhor.
Você pode achar estranha essa atitude, mas esta era a forma dos homens fazerem uma aliança entre si. O grande trato que faziam era assim: os dois homens que faziam uma aliança passavam pelo meio dos animais, isso queria dizer que estavam fazendo um trato e que aconteceria com eles o mesmo que acontecera com os animais caso um deles quebrasse o trato feito. Isso fazia com que fossem fiéis com os tratos assumidos. Mas, dessa vez, o trato é com Deus, e é Ele quem toma a iniciativa. Assim, Abraão espera pelo Senhor durante todo o dia. Essa espera era mais uma demonstração de que ele teria de esperar muito para ter uma grande geração. Essa espera foi de, pelo menos, 500 anos para que ele tivesse a posse daquela terra.
Quando já estava escurecendo, Abraão teve um sono, o que, na verdade, era a aproximação do Senhor. Esse grande homem de Deus foi tomado de um grande terror, pois a presença do Criador deixou uma sensação diferente em seu interior. Apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo que passaram entre os animais divididos. Ali estava o sinal da aliança de Deus Onipotente, mas também de Abraão que passava no meio dos animais. Ali se fazia a aliança entre Deus e Abraão: "Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o Eufrates" (Gênesis 15,18).
Meus irmãos, para nós, a coisa mais difícil é esperar. Deus é o Todo-Poderoso e cumpre Suas promessas, mas o tempo está nas mãos d'Ele, por isso nós precisamos aprender a esperar. Talvez você esteja esperando grandes graças e milagres, esteja angustiado, desesperado... Mas precisamos aprender a esperar, a aguardar pela hora de Deus. O Senhor sabe qual é a hora.
Nas nossas situações, muitas coisas o Senhor quer resolver para nós, mas isso não depende só d'Ele, mas também das pessoas. Como a situação do seu casamento: não depende só de você, mas também do seu cônjuge. O Pai dá a graça, mas cabe à pessoa aceitá-la ou não, acolhê-la ou não. É por isso que as coisas demoram. A Palavra de hoje nos traz uma grande lição: Deus também fez uma aliança com você e com os seus. O Senhor é fiel, Ele vai cumprir as promessas d’Ele, nós é que precisamos permanecer fiéis e ter a coragem de aprender a esperar.
Peçamos a intercessão de São Pedro e São Paulo apóstolos para que possamos ser fiéis a Deus até o fim.
Respondamos com vivacidade aos desafios sem nos deixar abater
Temos plena certeza de que a cada manhã que desperta o amor do Senhor renova-se por cada um de nós. E esse amor nos dá força e disposição para respondermos com vivacidade, fé e coragem aos desafios propostos pela vida, sem nos deixar abater.
Em nenhum momento estamos sozinhos, porque o Senhor está sempre conosco e à nossa disposição. Da nossa parte é preciso recorrermos a Ele, mesmo quando aos nossos olhos tudo parecer insolúvel. É justamente nesses momentos que precisamos orar crendo e crer orando, porque o Senhor está atento à voz das nossas súplicas.
“O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo” (Salmo 102).
No PodMúsica desta semana a ministra de música e missionária da Comunidade Shalon Suely Façanha fala como manter o equilíbrio na vida pessoal e na missão.
"Conciliar a vida pessoal e a missão é muito desafiador; durante esse tempo de caminhada eu aprendi que o equilíbrio não é o meio, mas é a vontade de Deus.
É muito difícil encontrar o ponto certo da missão e o da minha casa. É uma urgência evangelizar e expressar o amor de Deus através da canção, isso precisa ser feito com muita escuta ao Senhor e aos irmãos, e no meu caso também preciso ver a minha realidade de esposa e de mãe. É escutando essas pessoas que vou encontrar a vontade de Deus traduzida em minha vida.
A cada tempo é preciso encontrar a vontade do Senhor; assim vou conseguir conciliar tudo; e o conciliar significa entrar em unidade e caminhar junto. Isso não é fácil, pois, muitas vezes, é acompanhado de lágrimas, de saudade, mas, na certeza de que estou na vontade de Deus", partilha a consagrada.
Naquele tempo, vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.
Naquele tempo, vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.
Ana era estéril, ou seja, não podia ter filhos. Maltratada por seu marido e continuamente afligida por sua rival, ela já não aguentava mais, porque, naquele tempo, uma mulher estéril era considerada alguém fora da bênção de Deus. Imagine, então, o sentimento de uma pessoa assim, pois ela nem sabia qual era sua culpa por ser alguém para quem Deus “virara as costas”. Mas em vez de ficar “curtindo” o seu sofrimento, ela foi Àquele a quem ela devia ir: ao Senhor. E passou todo um dia no templo derramando a sua alma diante de Deus.
À tarde, o sacerdote Heli, que a viu o dia todo no local sagrado, pensou que ela estivesse bêbada. Enquanto o sacerdote diz: "Até quando estarás bêbada? Vai curar essa bebedeira!" Ana, porém, respondeu: "Não é isso, meu senhor! Sou apenas uma mulher muito infeliz; não bebi vinho nem outra coisa que possa embebedar, mas desafoguei a minha alma na presença do Senhor. Não julgues a tua serva como uma mulher perdida, pois foi pelo excesso da minha dor e da minha aflição que falei até agora". Heli então lhe disse: "Vai em paz, e que o Deus de Israel te conceda o que lhe pediste” (I Samuel 1,14-17).
O que o sacerdote proclamou foi uma palavra de bênção e essa mulher de Deus agarrou-se a ela. Voltando para casa, seu marido aproximou-se dela. Ana concebeu e deu à luz um filho a quem chamou “Samuel”, que significa "eu o pedi a Deus". E esse servo do Senhor é quem vai mudar a situação de Israel! Mas tudo isso só foi possível porque a mãe deste derramou a sua angústia diante d’Aquele a quem ela deveria fazê-lo e passa um dia inteiro em oração até não suportar mais falar.
Você não é o dono do seu sofrimento, mas sim, Nosso Senhor Jesus Cristo! Você não tem o direito de ficar “curtindo” a sua dor, pois isso vai acabar com você! Muitas vezes, queremos buscar a solução em pessoas e lugares errados ou em religiões enganosas. Hoje, o Senhor está nos ensinando a derramar diante d'Ele o nosso desespero. Quando fazemos isso, o Todo-poderoso nos atende e tira de nós todo sentimento de angústia, de aflição, de dúvida e de dor. Ele quer restaurar sua vida hoje. Você não é o senhor do seu problema. Você deve apresentá-lo aos pés d’Aquele que é o Senhor de todas as coisas. Seguramente, Ele lhe dará algo muito bom, melhor do que aquilo que você havia pedido a Ele!
Com toda a perseverança, confiança e fé, leve ao Senhor a sua situação e derrame sua alma diante d'Ele; saiba que Ele não vai deixá-la em vão.
Problemas do namoro - A fase em que cada um vai conhecer o outro
O namoro é uma fase bela da vida, na qual duas almas se encontram com o desejo de realizar o anseio profundo de um dia viverem um para o outro, gerar os filhos e serem felizes. É um anseio que Deus colocou no coração de cada homem e de cada mulher; no entanto, esse tempo bonito pode se transformar em uma etapa triste na vida de muitos que não souberem enfrentar com coragem e sabedoria os seus problemas. Esses problemas não devem desanimar os casais de namorados, pois muitos deles podem ser evitados se antes de começarem a namorar tiverem um bom conhecimento recíproco, obtido por uma boa amizade anterior ao namoro.
Quando escrevi o livro “NAMORO”, tive a sensação de que ele não seria muito lido pelos jovens, porque nele eu falo de um namoro responsável, sem o “ficar”, sem vida sexual, entre outros. Mas eu estava enganado. Foi uma grande surpresa para mim e uma grande alegria constatar, depois de tantos anos, que de todos os livros que já escrevi, este é o mais lido por eles.
Eu e minha esposa recebemos centenas de cartas e e-mails de jovens que nos pedem orientação sobre o namoro e o noivado e seus problemas. Por isso escrevemos o livro “PROBLEMAS NO NAMORO”, uma tentativa de completar o primeiro livro sobre esse assunto [namoro] e trazer um pouco mais de reflexão e orientação sobre os problemas mais comuns que surgem na vida dos namorados.
Analisamos mais de mil cartas e e-mails de jovens nos relatando os seus problemas e nos pedindo orientação; a partir desses depoimentos escrevemos essa obra. Achamos que, respondendo a essas perguntas, poderemos dar uma palavra mais objetiva e direta à juventude.
Preocupa-nos profundamente a falta de maturidade que hoje existe em muitos namoros e noivados; muitos dos quais se transformam apenas em relacionamentos sexuais, gerando muitas vezes uma gravidez, um aborto ou até mesmo um casamento imaturo que acaba durando pouco tempo. E isso vai levando a família ao esfacelamento, os filhos vão ficando sem a presença dos pais e sua formação e educação vão ficando prejudicadas.
Os problemas no namoro naturalmente surgem porque duas pessoas diferentes de repente se encontram e começam uma caminhada juntas. Nem sempre essa caminhada é fácil. São muitos problemas: traição, diferença de religião, relacionamento difícil com os pais, diferença de idade, dúvidas sobre a pessoa do outro. Desentendimentos e brigas no namoro, temperamentos diferentes, dúvidas e inseguranças no namoro; namoros muito longos ou muito curtos; ciúmes; a família do namorado; as diferenças de idades; traumas de namoros terminados; namoro e religião; diferença de religião; namoro de mãe ou pai solteiro; namoro com alguém que já foi casado; namoro pela internet; namoro à distância; namoro e sexo... e muito mais.
Muitas são as perguntas: Com quem namorar? O namorado do meu sonho pode ser o namorado que tenho? Quando namorar? Como namorar? Ficar e namorar? Devo continuar meu namoro? Por que não arrumo namorado? Quando se casar?
Esses são alguns dos problemas que centenas de jovens nos contaram e que pudemos analisar em 14 capítulos do citado livro. Como disse, é normal que surjam problemas durante esse período [namoro]; pois é a fase em que cada um vai conhecer o outro e isso nem sempre é fácil. Desse conhecimento surge a grande decisão de continuar ou não o relacionamento que pode se transformar futuramente em casamento.
Se há impasses intransponíveis, o casal não deve insistir demasiadamente em continuar o namoro e partir para um casamento “a qualquer custo”. Isso pode ser destruidor para a vida de ambos. Os problemas precisam ser enfrentados com lucidez, coragem, honestidade e, sobretudo, com sinceridade.
Os valores essenciais de cada um não podem ser menosprezados; não se pode abdicar deles, especialmente quando se trata de valores morais e religiosos.
Todo casamento é um namoro que deu certo; e isso só acontece quando há uma convergência dos valores essenciais de cada um. Por isso, diante deles, não se pode “tapar o sol com a peneira”; se o obstáculo é intransponível, o relacionamento pode cessar, a amizade ser mantida e cada um partir para uma nova caminhada.
Por outro lado, se as divergências forem secundárias, por problemas que podem ser corrigidos com a presença e o amor, isso deve ser feito e é muito bonito. A grandeza de um namoro se mede especialmente pela capacidade de cada um fazer o outro crescer. Isso já é um treino para a vida a dois no casamento.
Felipe Aquino felipeaquino@cancaonova.com Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br
Somente Deus nos conhece verdadeiramente. Muitas pessoas sofrem, porque passam a vida se comparando com os outros; dessa forma, vivem sempre inquietas, angustiadas e sem paz. O que as leva a agir assim é a falta de conhecimento de si mesmas.
Precisamos arrumar tempo para nos encontrar com nós mesmos e com Deus. Ao longo do dia, mergulhamos no turbilhão da vida, nos muitos ruídos e em tantas situações, que acabamos nos tornando divididos interiormente, a ponto de, muitas vezes, perder a capacidade de nos encontrar interiormente e de tocar em nossa essência.
Cada um traça um perfil diferente nosso – muitas vezes, negativo – e se não soubermos quem realmente somos, correremos o risco de acolher tudo o que é dito a nosso respeito. Só podemos nos conhecer verdadeiramente como somos ao nos encontrarmos com Jesus Cristo.
Você já parou para pensar como você é no Coração de Deus? Como Ele o criou na sua originalidade? Com certeza, a partir desse discernimento você não será mais a mesma pessoa, porque vai descobrir quem de fato você é: alguém dotado de talentos, de beleza, de amor e tantas outras riquezas e dons!
Convido você para se abrir a essa experiência neste dia. Não perca tempo comparando-se com os outros. Abra-se à ação do Espírito Santo de Deus.
Atentos à tentação - Na nossa vida íntima com Deus, somos muito visados pelo diabo
“Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor como um leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé, certos de que iguais sofrimentos atingem também os vossos irmãos pelo mundo afora” (I Pedro 5, 8-9).
Este não é basicamente um passo para nos aproximarmos de Deus, mas é um alerta para não nos distanciarmos d'Ele. O diabo existe, sim, a Palavra revela isso claramente nesse trecho da Carta de São Pedro. Como o próprio nome do maligno diz, ele é o divisor. Ele quer nos dividir na nossa fé entre o crer e o não crer, entre o confiar e o desconfiar. Por isso, São Pedro coloca em sua carta: “Resisti-lhe, firmes na fé, certos de que iguais sofrimentos atingem também os vossos irmãos pelo mundo afora”. Até mesmo para pararmos com a autopiedade e o pessimismo na nossa vida.
O Altíssimo nos deu a graça de sermos chamados filhos d'Ele, por essa razão o maligno, que é o inimigo de Deus, nos quer devorar. Contudo, o demônio não se apresenta como o nosso inimigo; pelo contrário, apresenta-se como o nosso melhor amigo, aquele que nos satisfaz naquele momento. Na verdade, ele não é o nosso inimigo declarado, nós é que o somos, pois não queremos a mentira na nossa vida, sendo ele o pai desse mal.
Somos humanos e caímos muitas vezes, mas, todas as vezes em que isso acontecer, devemos aguentar firmes na fé, pois é no nosso momento de queda, de fraqueza, de tristeza, que a tentação vem e nos pergunta: “Onde está o vosso Deus?” No deserto, Jesus estava com fome e foi tentado pelo diabo: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães”. Nesse momento, Cristo se coloca não como o Filho de Deus, mas como um verdadeiro homem, provando-nos que somos capazes de resistir à tentação quando verdadeiramente confiamos em Deus: “Não se vive só de pão, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus”. (Mateus 4, 1-11)
Na nossa vida íntima com o Senhor, somos muito visados por satanás, pois ele quer nos provar que Deus não existe, que ele é que é o deus, apresentando-nos outros deuses, outras religiões, outras formas de conseguir a felicidade, de termos riquezas materiais, de sermos o centro, de sermos deuses também. Na verdade, ele quer desmoralizar o Senhor, destruindo eu e você, fazendo-se de carneirinho, mas a Palavra diz que o demônio é um leão que ruge querendo devorar-nos.
Quanto mais renunciarmos ao diabo, tanto mais nos aproximaremos de Deus. Não que o Senhor se separe de nós; nós é que, pelo dom da nossa liberdade, nos distanciamos d'Ele. Se você quer cortar toda a aproximação do diabo na sua vida, todas as suas artimanhas dele, reze agora renunciando a ele e a todos os seus espíritos malignos:
Em Nome de Jesus, pelo poder das Cinco Chagas de Jesus, por intercessão de Nossa Senhora, que esmagou a cabeça da serpente, eu renuncio a satanás, autor e pai de todo mal e de toda mentira. Renuncio a todas as suas façanhas na minha vida e a todas as sua falcatruas. Renuncio a todos os espíritos malignos e a toda contaminação que eu possa ter recebido de lugares ou coisas que eu fiz na minha vida. Renuncio a todo tipo de culto que eu possa ter feito a satanás e a seus anjos, consciente ou inconscientemente. (Renove as promessas do seu Batismo rezando o nosso Credo).
Neste dia, eu assumo o Senhorio de Jesus na minha vida, sobretudo o que eu tenho e tudo o que eu sou. No meu passado, na minha história, no meu presente e no meu futuro. Eu sou de Jesus, inteiramente de Jesus.
Deus é meu Pai, Jesus é meu Irmão e Salvador; o Espírito Santo é o meu Companheiro e Santificador; Maria é minha Mãe e Intercessora. Amém.
Pe. Anderson Marçal - Com. Canção Nova http://blog.cancaonova.com/padreanderson
"De fato, é preciso que perseveres para cumprir a vontade de Deus e alcançar o que Ele prometeu" (Hebreus 10, 36).
Ser infiel à esposa, ter casos por aí, prostituir-se, ter amante, parece que hoje é normal e até uma glória para alguns. Muitos homens, para mostrar que são viris, além de ter a esposa, têm seus casos. Por isso, agora, eu falo muito especialmente para os pais: Deus constituiu você para ser o melhor pai do mundo, não melhor do que os outros, mas o melhor pai do mundo para seus filhos, assim como o melhor marido do mundo para a sua mulher. Que você os ame realmente e se entregue por eles! Que você seja o cabeça do seu lar, homem firme, honesto, de palavra, fiel, porque hoje o mundo está nos ensinando lições de infidelidade e de imoralidade!
Meu irmão, se você está vivendo isso, não sabe o estrago que está causando, você está fazendo uma rachadura nos alicerces da sua casa! Saiba que você não é infiel somente à sua esposa, você está sendo infiel a toda a sua família e também aos seus filhos, e a sua casa poderá cair na cabeça de vocês a qualquer hora.
Quem vive na infidelidade precisa cortar esse mal o mais rápido possível e voltar a ser fiel à sua família, e, dessa forma, ser fiel a Deus. Está na hora de retomar e assumir novamente as rédeas da sua casa! Quanto filho se perdendo por aí porque o pai é um fraco, fica andando com os amigos por aí, nos botequins, nas festas, mas não tem as rédeas da família nas mãos. Deus o constituiu cabeça do lar, não deixe tudo para a sua esposa! Graças a Deus, elas têm aguentado tudo sozinhas, mas o papel delas é ser o coração e não ser o cabeça. O cabeça é você, por isso, precisa assumir o seu lugar no lar.
Eu estou pedindo, Senhor, por todas as nossas famílias, pelas mães, pelos filhos, mas especialmente pelos pais. Senhor, hoje, eles estão tomando uma decisão: confirma essa decisão e enche-os com o Espírito Santo, para que eles sejam fiéis, para que possam acreditar e ter fé e para que sejam obedientes à Sua Palavra e amem os seus de verdade. Amém.
Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib
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Deus me "desmontou"... E agora?
Lembre-se de que Deus é incrivelmente inovador. Sua alegria é fazer "novas todas as coisas". Jamais esqueça, porém, que para o nosso bem, muitas vezes, o Senhor ''nos desmonta'' até o alicerce, para que possa começar uma nova obra em nós.
Por isso, se você perceber que isso está acontecendo com você, ou seja, que sua vida está sendo revirada, não tenha medo e aceite: é Deus com seu ''velho hábito'' de fazer ''novas todas as coisas''.
Muitos de nós já compreendemos o valor que as coisas possuem. As tormentas vão nos ensinando que o mar da vida só pode ser atravessado com o essencial na mochila, não é mesmo?
Daí, a felicidade torna-se simplesmente a maneira como a gente é capaz de dar a vida aos outros, fazendo-os felizes, agindo com educação, gentileza, crescendo em sinceridade, aprendendo a ser amigo, simples, altruísta, acolhedor, carinhoso, generoso...
Entendeu? Nada de complicado! Eis a medida da felicidade que a gente vive!
O Espírito Santo concede-nos o dom de irmos em direção à vontade de Deus Pai, quando estamos atentos à Sua Voz e abertos ao Seu chamado. Abraão, ao ser dócil e ouvir a voz de Deus, caminhou para a bênção: ”Naqueles dias, o Senhor disse a Abrão: Sai da tua terra, da tua família e da casa de teu pai, e vai para a terra que eu vou te mostrar. Farei de ti um grande povo e te abençoarei […]. E Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito[...]” (Gênesis 12,1 e 4).
É importante direcionarmos a nossa vida de acordo com o que o Senhor quer para nós; embora isso não seja fácil. Imagine o quanto custou para Abraão e Sara deixarem a família, as raízes e partirem para um lugar totalmente desconhecido; apenas atentos ao que Deus lhes podia revelar.
Para isso, é necessário clamarmos ao Espírito Santo a graça da escuta e da obediência, a fim de aprendermos a distinguir a voz do Altíssimo nos acontecimentos.
Especialmente no tempo em que vivemos, precisamos pedir ao Paráclito a graça de fazermos, em tudo, somente a vontade divina.
Rezemos durante este dia:
Eu submeto minha mente ao domínio da mente de Cristo. Submeto toda a minha carne ao total controle do Espírito Santo. Submeto toda a minha vida aos planos do Pai. Amém!
A esperança não nos deixa desistir e alimenta o coração
Mensagem do padre Hamilton Nascimento no programa "Sorrindo pra Vida" da TV Canção Nova, nesta sexta-feira, dia 26 de junho.
Eu quero convidar você para abrir a Palavra de Deus em: Lucas 7,11-17.
Esta passagem é tão antiga, mas sempre nova. É um acontecimento vivo, porque a Palavra de Deus tem o poder de penetrar no mais íntimo do nosso coração e nos arrancar das sombras da morte.
No Evangelho de hoje, vemos que Jesus era um homem que caminhava, não ficava parado. A vida é movimento, o espírito é movimento e Cristo também o é. Ele caminha para nos dizer que a vida do homem sobre a terra é um caminho que só terminará em Deus. É muito importante ter isso em nossa mente e em nosso coração, pois somos viajantes. E nesse caminhar precisamos fazer uma provisão para que, ao longo da jornada, não desfaleçamos. No entanto, o alimento de que precisamos para trilhar esse caminho chama-se “esperança”. Ela é muito importante para o viajante, pois se ele a perde antes de chegar ao seu destino, desiste da caminhada. O que move o viajante a prosseguir é a confiança de, um dia, alcançar a sua meta.
Não somos um povo que não sabe para onde ir; estamos caminhando para a meta da nossa vida, que é o céu. A esperança é que não nos deixa desistir e alimenta o nosso coração. Ela apoia-se na resistência física, numa vontade firme, por isso, para atingir a meta, precisamos treinar, fazer a experiência de caminhar.
Na segunda parte do Evangelho, percebemos que Deus é vida, pois Ele não se compraz com a morte. Tanto é verdade que Jesus morreu, mas ressuscitou para que tivéssemos vida plena. Por isso, ao perceber a procissão, o Senhor poderia ter passado ao largo ou se afastado, mas não esperou que O chamassem nem se afastou. Jesus tomou a iniciativa. As pessoas que acompanhavam a procissão do jovem talvez nem tenham percebido que o Messias estava ali, pois no sofrimento, nas situações de morte, nós, muitas vezes, não temos a sensibilidade da presença de Deus. A morte tem uma força tal que nos arranca a esperança e a fé. Já que as pessoas não conseguiam perceber a presença d'Ele, Cristo deu o primeiro passo e tomou a iniciativa.
Isso é muito importante na nossa vida, principalmente na hora da dor. Mas o que fazer diante da dor e do sofrimento daqueles que estão ao nosso redor? Tomar a iniciativa! Jesus sentiu-se afetado pelo sofrimento daquela mulher, cujo filho havia morrido, e não pôde deixar de consolá-la, por isso parou a procissão e disse àquela mãe: “Mulher, não chores”.
O milagre que, muitas vezes, deve acontecer em nossa vida e na de nossos irmãos é o exemplo do sentimento e das atitudes que devemos ter diante das desgraças alheias. Já que, muitas vezes, não podemos ressuscitar os mortos, vamos ressuscitar os vivos, aqueles que estão atravessando momentos de tribulação, de perda, de morte. É preciso comover-se, deixar-se afetar, porque se não nos contagiarmos [pela vida do outro], correremos o risco de viver uma vida indiferente e egoísta. Correremos o risco de não fazer o milagre de Deus acontecer em nosso mundo.
Meus irmãos, devemos aprender de Jesus a Lhe pedir um coração bom, capaz de se compadecer, compreender, de levar o verdadeiro bálsamo para aqueles que estão à beira da morte. E o verdadeiro bálsamo é a caridade. “O amor não cansa nem se cansa” (São João da Cruz).
Pense nesta interrogação de hoje: “Sabemos amar e acolher todos aqueles que encontramos ao longo da vida? Nós nos deixamos afetar pelas suas desgraças e pelas suas situações? Ou, nas nossas orações, apresentamos ao Senhor nossas mãos puras e vazias?”
Jesus veio salvar o que estava perdido, o que, aparentemente, já não tinha solução. Ele veio compadecer-se dos que sofrem, atender aos necessitados. O Senhor não passa ao nosso lado sendo indiferente nem fica esperando. Ele toma a iniciativa.
Ser santo: uma necessidade! -Que nossa vida seja expressão do que rezamos
"Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação" (I Tessalonicenses 4,3).
Conta-se que, quando Madre Teresa de Calcutá visitou os Estados Unidos, houve uma disputa entre motoristas que queriam transportá-la de um evento ao outro. O profissional, contemplado com essa missão, depois relatou aos demais o seguinte: "Nunca rezei tanto na vida, era um terço após o outro... Sempre ela sugeria que rezássemos...".
Quando ouvi esse relato, lembrei-me de uma entrevista dada por essa grande figura que marcou o mundo em nosso tempo. Quando lhe perguntaram se ela não se incomodava em ser chamada de “santa” por pessoas do mundo inteiro, ela respondeu: "Ser santo não é um privilégio, é uma necessidade!" Parece que as histórias se completam.
Uma mulher que era dinâmica diante do mundo, também era plena de dinamismo na força do Espírito. N'Ele, com certeza, encontrava forças para prosseguir na missão. Não rezava pedindo milagres, mas era portadora de milagres para tanta gente por meio de uma vida de caridade e oração.
Creio que ser santo consiste em viver esta fé em forma de cruz. Verticalidade e horizontalidade nos compromissos por um mundo melhor, por uma antecipação do Paraíso, ao menos, do que de nós depender. Ser santo indica ser “são”, “ser curado”. À medida que vamos alcançando maturidade na vida, vamos deixando o que não compensa e perseverando no essencial, e isso é processo de cura.
Quando entramos no caminho de Deus, pela vida da comunidade, num encontro contínuo com o Senhor Ressuscitado, seja pela Eucaristia e demais sacramentos, seja pela solidariedade para com os irmãos, vamos alcançando nossa estatura em Cristo (cf. Efésios 4,13). Essa foi e é a experiência de todos os santos.
O Amor de Cristo nos impele e nos impulsiona, como afirma o apóstolo Paulo (cf. II Coríntios 5,14).
Que nossa vida seja expressão do que rezamos! Que nossas preces sejam expressões do que amamos! Que impulsionados pelo amor de Cristo e na força do Espírito, possamos progredir no caminho da verdadeira santidade!
Que, desde já, pela nossa fé católica, vivamos a comunhão dos santos, pois já agora, fazemos parte da família de Deus, dos santos e santas por Ele chamados e amados!
Pe. Rinaldo Roberto de Rezende Cura da Catedral de São José dos Campos
Mortificação: o fôlego espiritual do músico Formação
Para viver a sua consagração, você precisa abolir o fumo, o álcool, a droga. O fumo faz mal para sua voz. O álcool também faz mal para sua voz, mas faz maior dano para a sua pureza e para a sua sexualidade. De aperitivo em aperitivo, de cervejinha em cervejinha, você acaba indo longe e cai. No ministério de música não se deve fumar nem se deve beber.
Mas isso é radicalismo? Você pode perguntar: “Quem mal existe em fumar e em beber?” De quem você está a serviço: da vida ou da morte? O fumo traz vida? Não, o fumo traz morte! Ele acaba com o alimento da sua vida, que é o oxigênio para os seus pulmões. Não condeno os que fumam. Mas quero tirar o fumo da boca dos que fumam. Você pode entregar o seu cigarro para Deus hoje. E nunca mais fumar. É importante que no ministério inteiro todos tomem essa decisão.
Um membro da nossa comunidade é irmão de um rapaz que jogou vôlei e foi da Seleção Paulista. Certa vez, o time estava saindo de viagem, quando o técnico aproximou-se desse rapaz, colocou a mão no bolso da camisa dele, e arrancou o maço de cigarro, jogou no chão, pisou em cima e disse: “Ou você joga fora essa droga e não a põe nunca mais na boca ou você não joga no meu time!”. O técnico tinha razão. Num jogo de vôlei é preciso ter fôlego e por isso não se pode fumar. Da mesma forma, um músico de Deus precisa ter fôlego e fôlego espiritual! “Ou você joga fora essa porcaria, essa droga, ou você não toca nem canta na minha banda. Decida-se!” Com o álcool é a mesma coisa. Quem teve um pai ou mãe alcoólatra sabe o que é isso... E muito músico foi vítima da bebida. Se você não teve esse problema na sua casa, graças a Deus, mas já viu em outras famílias o que é alguém que bebe. A bebida é morte. Satanás usa do álcool para matar pessoas. Matar famílias. Matar vidas. Matar amor.
Você queria ser concebido pela embriaguez do seu pai? Queria ser fruto de um relacionamento em que seu pai, bêbado, teve sua mãe de maneira forçada e brutal? Claro que não! O álcool leva à degradação, à morte, à morte do amor. Por que, em seu ministério de música, você precisa beber? Há tanto suco, refrigerante e tanta água neste mundo de Deus! Você não precisa do álcool!
Por que estou dizendo isso? Porque se outros conjuntos e bandas estão a serviço de satanás, é preciso que você, de um ministério a serviço de Jesus Cristo, se mortifique e faça um jejum voluntário. O nosso ministério de música faz jejum voluntário de cigarro, de álcool e de drogas, para que cada um seja realmente consagrado com força.
Se você não começar a fazer jejum dessas coisas mínimas, como cigarro e álcool, você não resistirá à tentação nenhuma: não viverá como consagrado nem conseguirá se afastar da tentação que atinge de cheio o músico de Deus. Não seja mais ingênuo, comece o seu jejum de álcool. Deixe, a partir de hoje, o cigarro e a bebida. Seja como João Batista! Você músico, que prepara o caminho do Senhor, tem de ser como João Batista. Do contrário, você é um ingênuo.
Você só quer sucesso? O seu sucesso vai derrubar você! Queira Deus que ele [sucesso] não derrube a sua banda, o seu conjunto, o seu ministério de música! Se você vê alguém que entra nessa, tire esse menino ou menina do grupo. Você não pode confiar em alguém que só quer sucesso: ele não aguenta nada.
Aquele treinador de vôlei arrancou o maço de cigarro daquele rapaz, jogou-o no chão, pisou em cima e disse: “Ou você joga fora essa droga e não a põe nunca mais na boca ou você não joga no meu time!”. Jesus tem o direito de fazer a mesma coisa. Você que está à frente do seu ministério de música tem o dever de fazer isso também: seja um treinador severo, como aquele treinador de vôlei.
Monsenhor Jonas Fundador da Comunidade Canção Nova
Tendo Jesus descido do monte, numerosas multidões o seguiam. Eis que um leproso se aproximou e se ajoelhou diante dele, dizendo: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica limpo”. No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra. Então Jesus lhe disse: “Olha, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote, e faze a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho para eles”. - Palavra da Salvação.
Sê curado, foi a resposta de Jesusm ante aquele homem, regeitado por tudo e por todos. Condenado a solidão como fruto dos seus próprios pecados. Como era constume da época tratar todas as pessoas afetadas pela lepra.
O homem, reconhece em Jesus a única solução, a única saida para a sua enfermidade. Se aproxima d’Ele com muita fé, confiança e esperança de que a sua doença será curada, caso o Médico dos médicos quisesse. De joelhos suplica: Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar.
Veja meu irmão, minha irmã. O leproso prefere usar a palavra purificar e não curar. Por quê? A razão é simples. Somente Jesus tem o poder. E o Seu poder não somente cura. Porque quem é curado fisicamente pode vir a contrair no futuro ou a mesma doença ou uma outra. Ao passo que o purificar, vai mais longe. Tem um alcance espiritual. Diz respeito ao nosso relacionamente com Deus. Invoca o perdão de Deus que não por mérito próprio, mas por mandato do próprio Deus os sacerdotes administram nos confissionários.
Segundo a doutrina da nossa mãe igreja católica, os pecados são categorizados em três grupos:
1 - o pecado original, que é transmitido a todos os homens, sem culpa própria, devido à sua unidade de origem, que é Adão e Eva. Eles desobedeceram à Palavra de Deus no início do mundo, originando este pecado, que, felizmente, pode ser actualmente perdoado pelo sacramento do Baptismo. Este pecado faz com que “a natureza humana fique submetida à ignorância, ao sofrimento, ao poder da morte, e inclinada ao pecado.
2 - o pecado mortal, que é cometido “quando, ao mesmo tempo, há matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento. Este pecado destrói a caridade, priva-nos da graça santificante e conduz-nos à morte eterna do Inferno, se dele não nos arrependermos” sinceramente.
3 - o pecado venial, “que difere essencialmente do pecado mortal, comete-se quando se trata de matéria leve, ou mesmo grave, mas sem pleno conhecimento ou sem total consentimento. Não quebra a aliança com Deus, mas enfraquece a caridade; manifesta um afecto desordenado pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e na prática do bem moral; merece penas purificatórias temporais”, nomeadamente no Purgatório.
E o único que tem o poder de perdoar os pecados que tornam o homem impuro e por isso, merecedor do castigo eterno é Jesus. Em outro espaço da Sagrada Escritura Jesus diz aos sumos sacerdotes e anciãos do povo perante a cura do paralítico: para saberdes que o Filho do Homem tem poder de perdoar os pecados, levanta-se e anda.
O pecado nos faz leprosos, nos esola dos amigos de Deus, nos retira a dignidade de filhos e filhas de Deus. Quebra a nossa vida com Deus. Ele nos suja e nos leva à morte. Pois como diz São Paulo, o salário da pecado é a morte.
Todavia, ele não é maior do que o coração aberto de Jesus na cruz pela lança do soldado. Ele não tem mais poder do que os braços abertos de Cristo sempre pronta para nos compreender, e dialogando conosco nos acolher e perdoar todas as nossas faltas. Para Ele, não há pecado algum que não possa ser perdoado. Basta na humildade e simplicidade do coração nos ajoelharmos como este leproso que arguermos a nossa voz: Senhor se queres podes me purificar.
A única palavra que ouviremos d’Ele não é de sençura, não! É pura e simpliesmente esta: Eu quero, fique limpo. Este é o coração manso e humilde, lento na ira e rápido em perdoar os pecados. Ele olha para o coração arrependido e o espírito humilhado. Portanto, páre de sofrer e se maltratar por causa dos grande ou poucos pecados que cometeste. Para Ele, ainda que eles sejam vermelhos como a púrpura ficarão brancos como a neve. Levante a cabeça. Recomece hoje. Procure o sacerdote da sua comunidade. Jesus já te perdou, vai à ele apresente o teu arrependimento e cumpra a penitência que ele te recomendar e serás totalmente purificado.
Trabalhar as emoções feridas - Não adianta querer se martirizar guardando tudo no coração
A dificuldade de relacionamento e a possibilidade da mágoa não estão ligadas ao fato de sermos mais ou menos santos. Santidade é fruto de superação. Aliás, muitos santos só chegaram ao estágio de santidade exatamente porque conseguiram superar seus problemas de convivência. Ao lermos a vida dos grandes santos vemos como souberam amar, perdoar, relegar, passar por cima, voltar atrás... Foram mestres em relacionamento não porque não tiveram problemas, mas porque aprenderam a superá-los e a resolvê-los de modo correto.
Problemas existem, dificuldades de relacionamento são relativamente normais. Não podemos, sob nenhuma hipótese, permitir que essas dificuldades se transformem em ressentimentos.
Existem situações que fogem ao nosso controle e acabam por gerar desentendimentos. Mas isso jamais pode ser obstáculo para que vivamos como irmãos e nos amemos cada vez mais. O segredo é não deixar o sentimento negativo se transformar em ressentimento. A verdade precisa aparecer sempre.
É preciso aprender a expressar nossos sentimentos positivos e também os negativos. Não adianta querer se martirizar guardando tudo no coração. Mas é preciso aprender a fabulosa arte de se expressar, especialmente quando somos provocados por sentimentos estragados. Se já é difícil expressar os sentimentos bons, quanto mais expressar corretamente os sentimentos estragados. É preciso saber como falar e, acima de tudo, falar com o objetivo de fazer crescer, de desejar a cura do outro e não a sua destruição.
Ninguém está imune ao ressentimento. Ninguém consegue superá-lo só com alguns bons conselhos. O ser humano vive e se abastece pelo diálogo. Esse é o modo natural de comunicação. Mas parece que nos esquecemos de algo tão óbvio e evidente, e, diante dos problemas de relacionamento, nos fechamos num silêncio sepulcral. Sem a coragem de dialogar não existe a menor possibilidade de evitar que os problemas mais comuns do dia a dia acabem por se transformar em ressentimento.
Assim como a oração precisa ser sincera, o diálogo também deve obedecer a essa lei fundamental. Sinceridade significa estar desarmado. Não há como um diálogo ser canal de cura se eu for ao encontro do outro com o oração armado e pronto para criticá-lo, brigar com ele, ofendê-lo e culpá-lo. Isso não é diálogo, é provocação.
No diálogo fraterno e honesto não pode existir a intenção de ofender o outro ou de devolver a ofensa recebida. Se existe essa intenção, é melhor deixar para outra hora. Tudo o que falamos na hora da exaltação e da raiva só ajuda a aumentar o problema e a aprofundar a ferida.
O diálogo só é curador quando ocorre num clima de amizade fraterna, com o objetivo de solucionar o problema; é curador se ajuda quem fala e quem escuta. Ou ajuda a curar os dois envolvidos no processo ou não é cura do ressentimento. Por isso, o diálogo curador exige a coragem de ouvir. É preciso se colocar no lugar do outro, tentando enxergar o problema a partir do ponto de vista dele, tentando enxergar o problema a partir do ponto de vista dele, saber como ele está vendo e sentindo a situação.
Não me amas mais! - Amor é muito mais que um sentimento
Quanta angústia e até desespero quando se ouve do outro: “Não gosto mais de você!” O gostar é um sentimento. Nossos sentimentos podem mudar de um minuto a outro. Por exemplo, posso estar muito feliz, porém, se de repente recebo uma notícia ruim, torno-me muito triste. Dessa forma, meu sentimento, que era de alegria, agora é de tristeza. Mudou em segundos.
Se o amor for apenas um sentimento, então, ele é frágil e pode mudar ou acabar de uma hora para outra. Amor é muito mais que um sentimento.
Amar é um ato. Uma atitude em favor do outro.
Em I Coríntios 13, 5 diz: “O amor não busca os seus próprios interesses”. Ama aquele que não procura os seus interesses, mas, os do outro. Amar é uma ação, um movimento em favor e em direção ao outro.
Amar é uma atitude que alguém toma em favor e em direção ao outro, sem nada esperar, cobrar e exigir em troca (assim é o amor de Deus por nós: incondicional e desinteressado). Amar é uma atitude que precisa ser renovada todo dia e a todo instante.
Assim, se alguém não me ama hoje, se não está disposto a me amar hoje, poderá me amar amanhã. Da mesma forma, se eu não amo alguém, hoje, posso amá-lo amanhã. Se não amava os pobres, os moradores de rua, posso começar a amá-los. Assim como, pais que não amavam um filho podem começar a amá-lo.
Se você já não ama alguém, pode voltar a amá-lo no momento em que se decidir por isso. Tampouco existe amor não correspondido. Ele nunca depende do outro, apenas de quem se dispõe a amar.
O sentimento pode mudar como o vento, mas “o amor jamais acabará” (I Coríntios 13,8).
Padre Alir Sanagiotto, scj
Ordenado sacerdote em 19/09/87 e é membro da Congregação dos padres do Sagrado coração de Jesus. Dedica-se de forma preferencial na escuta, aconselhamento e trabalho psico-espiritual com as pessoas. blog: http://blog.cancaonova.com/padrealir
O inimigo tem prazer em nos atacar pelos sentidos. Ele nos pega pela gula do comer, do beber, pelos aromas, por todas as formas de sentir, principalmente, pela sexualidade. Vivemos num ambiente repleto de sensualidade. É como se tivéssemos esquecido o gás aberto em casa. Para dissipá-lo é preciso tomar muito cuidado. Não se pode produzir nenhuma faísca, muito menos riscar um fósforo, senão explode tudo; e a primeira pessoa a ser atingida é você. Infelizmente, hoje, o ar em que vivemos está carregado desse “gás”, porque, estamos cercados por um clima de sensualidade, que nos atinge pelos olhos, ouvidos... O ambiente está formado, nossa natureza reage e o inimigo investe pesado nela.
Na hora em que você “der bobeira” e “riscar o fósforo”, vai explodir e pegar fogo. Nenhum de nós pode facilitar, homem ou mulher, jovem ou idoso. Todos somos vulneráveis. Precisamos mortificar nossos olhos porque pecamos muito por meio deles. O pecado entra pela visão, mas atinge, em cadeia, a fantasia, os sentimentos, a vontade e nossos atos. Ou os combatemos ou eles tomam contam do nosso ser. Padre Raniero Cantalamessa diz que Deus nos deu os olhos para ver, mas nos deu também as pálpebras para fechá-los. Se não for possível fechá-los, pelo menos desvie os olhos.
Quanta sensualidade entra também pelos nossos ouvidos por intermédio das músicas, das piadas, das conversas... Precisamos igualmente “fechar” nossos ouvidos. Ou mortificamos nosso “homem velho”, nossa carne, ou nos arruinamos. Em questão de sexualidade, o segredo é fugir da ocasião. É o que acontece com as bactérias: se há alimento e clima, elas se alastram, multiplicam-se rapidamente e acontece a infecção: a doença. Basta ter alimento e clima. Para que isso não aconteça, você precisa tirar tanto uma, como outra coisa. A única maneira de vencer nossa sexualidade é não alimentá-la com vídeos, filmes, novelas, músicas, revistas, piadas... A mortificação não é tão difícil quanto se pensa.
Pode-se mortificar a gula renunciando ao cafezinho, ao refrigerante, à bebida, aos doces, ao cigarro... “Não te deixes arrastar por teus desejos, e refreia as tuas concupiscências. Se concederes a satisfação de teus desejos, isto fará de ti o escárnio de teus inimigos. Não ponhas tua alegria numa vida de prazer, e não te obrigarás a pagar-lhe os custos” (Eclesiástico 18, 30-31).
Peça auxílio ao Senhor:
Piedade, Senhor! Reconheço que necessito de Tua graça. Muda minha mente, minha disposição. Dá-me força de vontade. Preciso me mortificar: dar morte a esta velha natureza. A criatura humana renovada, enxertada por Ti, vai ressuscitar, crescer, florescer e frutificar. É isso que eu quero, Senhor. O inimigo já me enganou demais! Não posso mais permitir. Hoje me comprometo Contigo. Digo “não” ao pecado! Vou mortificar minha carne, meus olhos, meus ouvidos, meu tato, minha gula, minha fantasia, minha imaginação e meus sentimentos. Vou ocupar meu tempo. Não vou ficar sem fazer nada, no ócio; não vou favorecer o “clima” e dar alimento à minha sensualidade. Quero e me decido a mudar o rumo de minha vida. Dá-me Tua graça. Sei que ela não vai falhar. Declaro que este é o meu querer, para que eu seja vitorioso como o Senhor foi vitorioso nas tentações. Meu Senhor e meu Deus, eu confio em Ti. Amém.
Trecho do livro “Combatentes na provação” de monsenhor Jonas Abib
Santidade ao alcance de todos - A melhor resposta que damos ao amor de Deus
Desde a Antiga Aliança, realizada por intermédio dos Patriarcas, Deus chama o povo à santidade: “Eu sou o Senhor que vos tirou do Egito para ser o vosso Deus. Sereis santos porque Eu sou Santo” (Levítico 11,45).
O desígnio de Deus é claro: uma vez que fomos criados à Sua “imagem e semelhança” (cf. Gênesis 1,26), e Ele é Santo, todos nós temos de ser santos também. Isso é natural, porque fomos feitos para o Senhor; Ele não o deixa por menos.
São Pedro repete essa ordem dada ao povo no deserto, em sua primeira carta: “A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos, em todas as vossas ações, pois está escrito: Sede santos, porque Eu sou santo (Levítico 11, 44)” (I Pedro 1,15-16).
O grande apóstolo exortava os cristãos do seu tempo a romper com o pecado: “Luxúrias, concupiscências, embriaguez, orgias, bebedeiras e criminosas idolatrias” (1 Pedro 4,3), vivendo na caridade, já que esta “cobre a multidão dos pecados” (1 Pedro 4,8).
Da mesma forma, Nosso Senhor Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, chama os discípulos à perfeição do Pai: “Sede perfeitos assim como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mateus 5,48). Cristo se refere à bondade do Pai, que ama não só os bons, mas também os maus e que “faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos” (idem 5,45). E pergunta aos discípulos: “Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis?” (idem, 46).
Para o Senhor, ser perfeito como o Pai celeste o é, é amar também os inimigos, os que não nos amam. “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos perseguem e vos maltratam” (idem, 44). E mais ainda: “Não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra” (idem, 39).
O Sermão da Montanha, relatado nos capítulos 5,6 e 7 de São Mateus, apresenta-nos o verdadeiro código da santidade. É como dizem os teólogos: é a “Constituição do Reino de Deus”. É por isso que na Festa de Todos os Santos a Igreja nos faz ler no Evangelho esse discurso de Jesus.
São Paulo começa quase todas as suas cartas lembrando os cristãos, do seu tempo, de que são “chamados à santidade”. Aos romanos, logo no início, ele se dirige a eles dizendo: “A todos os que estão em Roma, queridos de Deus, chamados a serem santos […]” (Romanos 1,7). Aos coríntios ele repete: “À Igreja de Deus que está em Corinto, aos fiéis santificados em Cristo Jesus chamados à santidade com todos […]” (I Coríntios 1,2). Aos efésios ele também recorda, logo no início, que o Pai nos escolheu em Cristo “antes da criação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis diante de seus olhos” (Efésios 1,5). Aos filipenses ele exorta: “O discernimento das coisas úteis vos torne puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo” (Filipenses 1,10).
Para o grande apóstolo a santidade é a grande vocação do cristão. “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza […]” (I Tessalonicenses 4,3-5). “Purifiquemo-nos de toda a imundície da carne e do espírito realizando a obra de nossa santificação no temor de Deus” (II Coríntios 7,1). “Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor” (Hebreus 12,14).
Santa Teresa de Ávila afirma que: “O demônio faz tudo para nos parecer um orgulho o querer imitar os santos”. A santidade ainda não é um fim, mas o meio de voltarmos a ser “imagem e semelhança” de Deus, conforme saímos de Suas mãos.
A santidade é a melhor resposta que damos ao amor de Deus. É esse amor retribuído que levou os santos a fazerem a vontade de Deus e chegarem à santidade.
O Concílio Vaticano II afirmou que: “Todos os fiéis cristãos são, pois, convidados e obrigados a procurar a santidade e a perfeição do próprio estado” (Lumen Gentium, 41). Essas palavras da Igreja mostram que a santidade não é, como se pensava antes, um caminho para poucos “eleitos” de Deus, privilegiados; mas um caminho para “todos” os cristãos. Esse chamado é uma “vocação universal”.
Todos os batizados, portanto, sem exceção, são chamados à santidade. “Eles são justificados no Senhor Jesus – diz o Concílio – porquanto pelo batismo da fé se tornaram verdadeiramente filhos de Deus e participantes da natureza divina e portanto realmente santos” ( Lumen Gentium, 40).
Vemos então que cada um de nós “recebeu” a santidade no batismo e deve viver de modo a preservá-la e aperfeiçoá-la.
Certa vez, o saudoso Papa João Paulo II disse em Roma, citando Bernanos: “A Igreja não precisa de reformadores, mas de santos”. Em outra ocasião, ele declarou aos catequistas: “Numa palavra, sede santos. A santidade é a força mais poderosa para levar a Cristo os corações dos homens” (L.R. nº 24, 14/06/92, pg 22 [338]).
Para viver a santidade devemos, como disse Santo Afonso de Ligório, “fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz”; isto é, viver os mandamentos e aceitar a vontade do Senhor em tudo.
A Igreja existe para nos levar à santidade e nos oferece muitos meios de santificação: a oração, os sacramentos, os sacramentais, a Palavra de Deus, a fé. Além disso, nos santificamos pelos sofrimentos, pela vivência familiar como pais e filhos cumpridores de nossa missão; pelo trabalho realizado com amor. É no chão do lar, da fábrica, do asfalto, da rua, da luta diária que cada um de nós se santifica fazendo a vontade de Deus.
O mundo hoje precisa de muitos santos, como afirmou João Paulo II aqui no Brasil; santos modernos, de calça jeans, tocando violão e tudo o mais.
fonte: www.cleofas.com.br
Felipe Aquino felipeaquino@cancaonova.com Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br
Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe, porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”. Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel. Palavra da Salvação. _________
Solenidade do Nascimento de João Batista
Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.
São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho.
Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração. Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: "João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre".
O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”). Como nos ensinam as Sagradas Escirturas: "Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo" (Mateus 3,11).
Os Evangelhos nos revelam a inauguração da Missão Salvífica de Jesus a partir do Batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa.
São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse. Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.
O grande santo morreu na santidade e reconhecido do próprio Cristo: "Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista" (Mateus 11,11).
São João Batista, rogai por nós!
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Eu quero o céu!
Para tomarmos posse da nossa ressurreição teremos de nos esforçar muito. Chega uma hora em que precisamos dos outros, e sobretudo, da Igreja. Hoje, temos a mania de querer ser cristãos "livres". Não podemos continuar assim, temos de reconhecer que precisamos da Igreja. E por mais que estejam falando mal dela, é melhor estar nela do que estar fora dela. A Igreja é santa, mas é feita de homens pecadores.
Por pior que sejam os irmãos do seu grupo de oração ou de sua pastoral, muito pior seria sem eles. Essa forma de dizer "Eu sou um cristão sem denominação" é uma tolice! Para isso, Jesus disse a Pedro: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Eu te darei a chaves dos céus, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu e tudo o que ligares na terra será ligado no céu".
Nós precisamos da Igreja, de um grupo de oração, de um ministério, de uma pastoral, pois são as pessoas desses movimentos eclesiais que vão tirando nossas "faixas" a cada dia, para que a plenitude da ressurreição aconteça.
“De fato, é preciso que perseveres para cumprir a vontade de Deus e alcançar o que Ele prometeu” (Hebreus 10, 36).
Não podemos “desligar” de Deus de nossas vidas. A nossa fé é o “fio condutor” que vai entre o nosso coração e o Senhor. Tudo o que nos alimenta vem do Todo-poderoso. Mas se nos distanciamos d'Ele, perdemos essa conexão. O cristão que vive pela fé, deixa-se levar para o que é perfeito. Mas todo aquele que vive da aparência, retrocede para a perdição. Se você está ligado em Deus, você está buscando a perfeição e a santidade. Um cristão que não anda pela fé, volta aos antigos caminhos e desperdiça sua vida. Andar pela fé significa obedecer a Palavra de Deus e viver para Jesus Cristo, buscando a salvação. É buscar o dia inteiro, dia após dia, ano após ano, a vida inteira!
Temos de ter fé, ter meta, querer o céu, mesmo que não compreendamos o sentido das provações e das situações, pois por trás das aparências há Providência Divina. Deus está com você, deixe-O trabalhar em seu interior. Não tenha medo: a graça lhe será dada à medida que dela precisar. Não tema, mesmo que a aspereza do caminho lhe faça perder o fôlego, o essencial é que esse percurso seja uma subida, uma ascensão. Não tema, mesmo quando não perceber mais a doçura da confiança. É melhor morrer da verdade criada por Deus do que viver da mentira que nós mesmos fabricamos.
Para que alcancemos a graça da santidade peçamos a intercessão de São João, cuja festa comemoramos hoje.
Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib
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Refugiemo-nos no Sagrado Coração de Jesus!
Há momentos em que temos a sensação de não ter para onde ir ao nos sentirmos perdidos, cobrados e solicitados por todos. O barulho, a exigência e os problemas ao nosso derredor são grandes, por essa razão, muitas vezes, temos vontade de buscar um refúgio para descansar um pouco e silenciar nosso interior.
Com certeza, o melhor lugar para nos refugiarmos é no Coração de Jesus.
“Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens” (Salmo 30, 20).
Constantemente, peçamos a Jesus que nos abrigue dentro do Seu Sagrado Coração. Seguramente, lá seremos curados, transformados, consolados, renovados e saíremos iluminados para resolver as situações que nos parecem insoluvéis.
Supliquemos ao longo de todo o dia: Jesus, guarda-me dentro do Seu Sagrado Coração.
Essa vai ser uma experiência única. Ensine as pessoas com as quais você convive este santo exercício. Você perceberá que este não será mais um dia na sua vida, mas sim, um dia repleto de graças e bênçãos divinas.
Jesus, eu confio em Vós!
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E quando ninguém me percebe e admira?
Nada mais desafiador, não é mesmo? É que alguns de nós temos, – não equilibrada –, a conhecida e terrível necessidade de ser valorizados, especialmente por pessoas importantes hoje e no passado.
Sem medo, vejo-me também assim! Nestas horas, se eu for ferido novamente, gosto de me lembrar das Palavras de Jesus convidando-me para realizar boas obras 'num lugar escondido', onde só Deus as pode ver. Aí me consolo, desejo ser mais santo e sinto que posso agradar a Deus. É um sentimento muito íntimo, puro, forte e feliz! Desejo o mesmo para você!
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Diante de Jesus, nada continua da mesma maneira - Deus tem uma novidade para você
Nosso Deus é um Deus de paz e esta paz precisa estar dentro de nossos corações. Que a paz de Jesus se estabeleça entre as pessoas, especialmente com as quais não temos tido paz.
O Senhor, que se faz presente no meio de nós, nos conhece. Ninguém vai à presença d'Ele e continua da mesma maneira que chegou.
O Todo-poderoso tem uma novidade para você, ninguém vai à presença d'Ele e sai de mãos vazias. Se você se coloca na presença do Senhor, como quem reconhece sua fragilidade, com certeza não sairá de mãos vazias! Na cruz, Jesus Cristo deu a vida por nós, mas o Senhor não ficou nela, Ele ressuscitou! Quem se encontra com o Ressuscitado ressurge com Ele. Quem se encontra com Cristo, ressuscita com Ele!
Foi um terror para os discípulos ver o Mestre ser suspenso na cruz. Isso lhes abalou a fé e os levou a não O reconhecerem, mesmo Ele estando ao lado deles. Aqueles homens caminharam ao lado do Ressuscitado sem perceber quem Ele realmente era. O coração daqueles homens começa a arder a partir do momento em que a Palavra de Deus penetra em seus corações, pois depois disso começam a ficar sensíveis à graça de Deus.
Hoje, Jesus está caminhando ao seu lado também. O Senhor não abandonou você, Ele tem caminhado ao seu lado dia e noite. Nada do que você está vivendo –, como decepções, desconfianças, traições –, está oculto aos olhos do Senhor.
Jesus jamais recusa um convite de nossa parte. Quando O convidamos para ficar conosco, Ele não nos abandona. Um encontro pessoal com Cristo muda a nossa vida. Se você tem uma experiência pessoal com o Senhor, você percebe que não há mais limites na sua vida com Deus, pois Ele está ao seu lado.
O medo é que nos impede de amar; e quem não ama, não vive. Peça a Jesus que arranque esse sentimento de seu coração. O medo de confiar e de se abandonar em Deus. Aquela pessoa que não abandona seu medo, não consegue ter fé. Por isso, o desafio de hoje é lançar fora todo o temor.
Quer mudar a realidade à sua volta? Então, mude você primeiramente. Se você se tornou diferente pela graça de Deus, tudo mudará ao seu redor.
artigo produzido a partir da pregação em abr/2006
Márcio Mendes marciomendes@cancaonova.com Missionário da Comunidade Canção Nova, formado em teologia, autor dos livros "Quando só Deus é a resposta" e "Vencendo aflições, alcançando milagres".
Idolatria é escolher, adorar e servir um deus falso em lugar do Deus verdadeiro. São Paulo definiu muito bem essa prática: “Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos!” (Romanos 1,25).
Uma das diferenças do Deus verdadeiro do deus falso é que este é “oco”. Por isso, no passado, um dos símbolos dos deuses falsos eram as imagens ocas. Representavam um “deus oco”. Um deus “vazio”, fraco!
Hoje, o grande erro é confundir a idolatria com as imagens. Idolatria é escolher um deus falso. Escolher adorar e servir à criatura em vez do Criador. Essas criaturas são as mais diversas. Não é difícil identificar os deuses falsos de hoje.
Os atuais ídolos, os deuses falsos e “ocos” dos nossos dias são: o Prazer, o Poder e o Ter. Esses são os ídolos, isto é, os “deuses ocos” dos tempos atuais. Por serem ocos não satisfazem nunca os que os buscam. Esta é, por exemplo, uma das razões pelas quais não encontramos nenhum ganancioso que diga: “Tenho dinheiro que chega, estou satisfeito”. Quando o dinheiro se torna um ídolo, um deus oco, ele não preeenche o coração do ser humano.
O mesmo vale para o prazer. Quem faz do prazer um deus, este nunca se satisfaz. Busca-o desenfreadamente e sente-se sempre vazio. Vai à praia, ao jogo de futebol, viaja, come, bebe, mas se sente sempre vazio. Porque está indo atrás de um deus “oco”, de um ídolo.
O mesmo podemos dizer do poder. Quem tem o poder, não para servir, mas para dominar, busca sempre tê-lo mais e nunca está satisfeito. Nesse caso o poder também se transforma num deus falso, oco, um ídolo.
A idolatria é o maior pecado. A árvore da qual brotam os outros nossos pecados. É uma escolha de um deus oco e não um cheio. Por isso, deixa vazios aos que escolhem adorá-la e servi-la.
Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum de seus ossos”. E outra Escritura ainda diz: Olharão para aquele que transpassaram”. Palavra da Salvação.
Campanha contra o Aborto:O que você vai fazer para impedir a descriminalização do aborto no Brasil?
Pessoas tentam liberar o assassinato de crianças ainda no ventre de sua mãe. Marizete Nascimento Coordenadora Nacional do Ministério de Promoção Humana
EXISTEM PESSOAS TENTANDO LIBERAR O ASSASSINATO DE CRIANÇAS AINDA NO VENTRE DE SUA MÃE. O QUE VOCÊ VAI FAZER PARA IMPEDIR ESSE CRIME?
NO TEXTO A SEGUIR, A COORDENADORA NACIONAL DO MINISTÉRIO DE PROMOÇÃO HUMANA, MARIZETE NASCIMENTO, VOLTA A PEDIR QUE A RCC SE MOBILIZE. JÁ COLHEMOS OITOCENTAS MIL ASSINATURAS, MAS FALTAM AINDA DUZENTAS MIL. TODAS AS PESSOAS BATIZADAS NO ESPÍRITO SANTO ESTÃO CONVOCADAS A LUTAR ATIVAMENTE CONTRA A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL.
NÃO PODEMOS PECAR POR OMISSÃO! VEJA O QUE VOCÊ PODE FAZER DE FORMA CONCRETA AO FIM DO TEXTO.
RETOMEMOS NOSSA LUTA PELA VIDA
Estamos paralisados em nossa ação em prol da vida, enquanto a cultura de morte está invadindo o Brasil de maneira avassaladora, convencendo até pessoas bem intencionadas, que se dizem católicas praticantes, com artimanhas enganadoras, levando-as a condenar autoridades eclesiásticas e laicais, ao reportarem ao Direito Canônico para informar a sociedade brasileira das conseqüências espirituais do ABORTO, pois todos que concorrem à sua prática ofendem a Palavra de Deus e a Doutrina da Santa Madre Igreja, não podendo o cidadão-cristão servir à morte e à vida ao mesmo tempo.
Tenhamos cuidado e não nos deixemos ser abocanhados pelos artífices da morte, que têm como galardão o convencimento da sociedade brasileira de que a morte de inocentes não é questão de fé e sim de direito, quando sabemos que precisamos ter coerência entre a fé professada e o testemunho no cotidiano da vida social.
Sendo a vida um direito natural garantido pela Constituição Brasileira, ao destruí-la ou permitir legalmente sua consumação seremos todos nós, cidadãos brasileiros, coniventes com a morte de indefesos inocentes em nosso País.
Por isso, retomemos a nossa coleta de assinaturas para que não tramite mais no Congresso Nacional o Projeto de Lei que libera a prática do aborto, pelo Sistema Único de Saúde – SUS, até o nono mês de gestação e não fiquemos à mercê daqueles que querem implantar, a qualquer custo, a cultura de morte no Brasil por meio de leis iníquas.
Além da coleta de assinaturas nos Grupos de Oração da Renovação Carismática Católica, convocamos todos os carismáticos a retomarem a luta pela vida coletando assinaturas nas missas de suas Paróquias e nos Santuários Diocesanos com maior trânsito de pessoas, para que possamos alcançar 1.000.000 (um milhão) de assinaturas e apresentar ao Congresso Nacional a vontade popular, donde, com certeza, prevalece o direito à vida desde a concepção até a morte natural.
Mostremos a força popular e sua repercussão nas políticas públicas desta Terra de Santa Cruz, nossa Pátria Mãe Gentil, concluindo nossa proposta inicial de apresentar ao Congresso Nacional UM MILHÃO de assinaturas pela VIDA ainda neste ano de 2009.
Clique aqui EIMPRIMA UMA FOLHA DE ABAIXO-ASSINADO, COLETE ASSINATURAS E LEVE AO CONGRESSO NACIONAL DA RCC, EM JULHO NA CANÇÃO NOVA.
IREMOS OFERTAR SUA COLETA AO SENHOR, NAS MISSAS DE NOSSO CONGRESSO, DECLARANDO QUE JESUS É O SENHOR DE TODAS AS CRIANÇAS DO BRASIL
SE VOCÊ NÃO PUDER IR, ENTREGUE A ALGUÉM DE SUA CONFIANÇA QUE VÁ OU ENVIE PARA O ESCRITÓRIO NACIONAL DA RCC:
END.: RUA DOUTOR CASSIANO, 711, CENTRO – PELOTAS (CEP 96015-700). SE VOCÊ TIVER DÚVIDAS LIGUE PARA (53) 3227- 0710.
Me entrego e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, minha pessoa e vida, ações, dores e sofrimentos para que utilize meu corpo somente para honrar, amar e glorificar ao Sagrado Coração. Este é meu propósito definitivo, único, ser todo d’Ele, e fazer tudo por amor a Ele, e ao mesmo tempo renunciar com todo meu coração qualquer coisa que não lhe compraz, além de tomar-te, Ó Sagrado Coração, para que sejas ele o único objeto de meu amor, o guardião de minha vida, meu seguro de salvação, o remédio para minhas fraquezas e inconstância, a solução aos erros de minha vida e meu refúgio seguro à hora da morte.
Seja, Ó Coração de Bondade, meu intercessor ante Deus Pai, e livra-me de sua sabia ira. Ó Coração de amor, ponho toda minha confiança em ti, temo minhas fraquezas e falhas, mas tenho esperança em tua Divindade e Bondade.
Tira de mim tudo o que está mal e tudo o que provoque que não faça tua santa vontade, permite a teu amor puro a que se imprima no mais profundo de meu coração, para que eu não me esqueça nem me separe de ti.
Que eu obtenha de tua amada bondade a graça de Ter meu nome escrito em Teu coração, para depositar em ti toda minha felicidade e glória, viver e morrer em tua bondade. Amém! (Santa Margarida Maria Alacoque)
DEVOÇÃO A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma das expressões mais difundidas da piedade eclesial, tal como refere recentemente o “Directório sobre a Piedade Popular e a Liturgia” da Congregação para o Culto Divino. Os Pontífices romanos têm salientado constantemente o sólido fundamento na Sagrada Escritura desta maravilhosa devoção.
Como conseqüência das aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673, este culto teve um incremento notável e adquiriu a sua feição hoje conhecida. Nenhuma outra comunicação divina, fora as da Sagrada Escritura, receberam tantas aprovações e estímulos da parte do Magistério da Igreja como esta.
Entre os documentos mestres nesta matéria encontramos a encíclica de Pio XII, Haurietis aquas, de 15 de Maio de 1956. Pio XII salienta que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt. 11, 28-30)
Não é por acaso que as aparições a Santa Margarida Maria deram-se num momento crucial em que se pretendia afirmar secularização e que a devoção ao Sagrado Coração apareceu sempre como o mais característico de todos os movimentos que resistiram à descristianização da sociedade moderna.
AS DOZE PROMESSAS 1. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
2. Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
3. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
4. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
5. Serei seu refúgio seguro na vida, e principalmente na hora da morte.
6. Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
7. Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
8. As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.
9. As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
12. A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes". Palavra da Salvação.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará recompensa. 5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade, vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade, vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. Palavra da Salvação.
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O que tem prevalecido: sua vontade ou a de Deus?
Muitas vezes, o Senhor fala, fala, fala... mas fazemos que não ouvimos. A nossa consciência é a voz do Espírito. E a voz do Divino Amigo é sutil, penetrante, regeneradora. Em geral, seguimos a voz das nossas paixões, a voz dos nossos sentimentos para coisas boas e para coisas ruins. A nossa sociedade há muito tempo não pergunta a Deus o que fazer. Mesmo nós, na Igreja, muitas vezes, seguimos os “nossos” projetos, fazendo as coisas de acordo com nossa própria cabeça. Daí toda essa confusão, toda essa escuridão em que se encontra o mundo.
O Senhor quer ter muitos operários, muitos trabalhadores, mas não quer saber de oferecidos. Há muitas pessoas oferecidas, que vão fazendo as coisas por conta própria. Somos escolhidos para possuir o Reino; somos, não por merecimento, os eleitos de Deus. Eis a razão pela qual devemos confiar e "mergulhar de cabeça" em Suas promessas. Se formos fiéis no pouco, o Altíssimo nos confiará muito mais e nos dirá: "Vinde benditos de meu Pai, recebei em herança o Reino que foi preparado para vós desde a fundação do mundo" (Mateus 25,34b).
Não nos desesperemos nem nos agitemos. Confiemos, irmãos! Confiemos nas promessas de Deus! O Deus de Elias é o Deus de Jesus Cristo e o nosso também. Ele não mudou. Confiemos no Todo-poderoso sem reclamar nem questionar. Pelo contrário, abandonemo-nos nas mãos do Senhor na certeza de que Ele poderá fazer muito mais se em vez de ficarmos buscando nossos projetos, guiados por nossas empolgações, tivermos paciência, mansidão e humildade para escutar a voz d'Ele em nossa consciência.
Pessoalmente ou em grupo, todos temos de aprender a humildade. Tirar de dentro de nós até as últimas gotas de autosuficiência, para ficarmos cheios do Espírito Santo. E com isso nos tornarmos operários bons e levarmos o Salvador Jesus e a Sua salvação a todos. Este é o projeto de Deus Pai: sermos cheios do Espírito Santo como Maria.
Rezemos: Esvazia-me, Senhor! Retira de mim toda autosuficiência, o confiar só em mim mesmo, toda presunção, todo o sentimento de que sou o maior, o poderoso, de que eu que realizo, eu que faço, sou o melhor, o mais eficiente, aquele que sempre dá um jeito para tudo e que se não estiver a coisa não caminha. Retira, Senhor, esse sentimento de mim! Eu quero ser realmente humilde. Esvazia-me de mim mesmo!
Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib
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Decida-se pelo amor
"Sem amor, não tenho Deus no meu coração e não posso doá-lo aos outros. Nem sequer o conheço" (Van Thuan).
Quem deflagra o amor dentro de nós somos nós mesmos. Amar é antes de tudo uma decisão. Decida-se pelo amor. A Palavra de ordem para você é: "Não tenha medo de amar".
Muitos não têm a coragem de amar, porque já sofreram muito, sofreram na família, no casamento, foram atingidos por doenças, negócios, filhos, decepções amorosas... Talvez você já tenha sofrido muito e, é claro, não quer sofrer novamente. E por isso deixou de amar para não sofrer.
Independentemente dos acontecimentos, é no amor-doação que está a salvação para você. É no amor-doação que as pessoas com quem você se relaciona serão salvas.
Apesar das decepções, dos problemas familiares, ame. Decida-se pelo amor! E diga aos decepcionados com tudo e com todos que não deixem de amar.
Não são apenas os jovens que precisam despertar para o amor. Há muito adulto e há muita gente casada que precisam redescobrir a graça de AMAR.
Quantas pessoas guardaram decepções. Quantas pessoas curtiram revoltas no coração... Quantas pessoas são vítimas da própria revolta com um pai alcoólatra, irresponsável, ausente, infiel, bruto, autoritário... Quantas pessoas decepcionadas com a família e com isso já não são capazes de amar.
Mas amar é vida. Não amar é morte. É preciso reaprender a amar. Problemas existem e agravam o coração, mas não é por isso que você não vai amar. Deus lhe dá a capacidade de amar. A capacidade de amar está em você. Mas o decidir-se a amar depende de você. Se você se decide pelo amor, tudo vai mudar em sua vida.
O mundo é de quem ama! Quem ama vive. Quem não ama permanece na morte.
Por isso, é urgente decidir-se pela vida. Decidir-se pelo amor.
(Do livro: "A luta pessoal para resolver os problemas da vida íntima" de monsenhor Jonas Abib).
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A fé revigora nossas forças
Quando caminhamos na presença de Deus, armados com a couraça da fé, passamos pelas provações desta vida e não nos desviamos do essencial nem perdemos a integridade e nossos verdadeiros valores, porque a Divina Misericórdia nos sustenta.
Em tudo devemos dar graças ao Todo-poderoso e perseverar sempre, porque esta vida é passageira e só vai restar o bem que semearmos. Não podemos perder de vista que, pela fé, podemos superar tudo; com esperança no Senhor vencemos todas as dificuldades.
A esperança impressa pelo Senhor em nosso coração nos protege do desânimo e revigora nossas forças. De maneira alguma podemos assumir a postura de alguém que sempre diz: “Não tem jeito! Não dá certo!” Ao contrário, esperamos com uma fé de expectativa no Senhor, porque cremos que nosso Deus é o Deus do impossível! “É o Senhor quem me sustenta e me protege!” (Salmo 3).
Peçamos a Jesus a graça de termos um fé viva e atuante.
Jesus, eu confio em Vós!
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Um Deus mocinho ou bandido? - Quando o sofrimento é do outro, tudo se explica
No meu ministério de atendimento aos sofredores de modo geral, uma coisa tem me intrigado: por que a maioria das pessoas atribui a Deus a “culpa” pela sua situação difícil? Isso seria consequência de uma formação religiosa superficial ao ensinar que, em vários sentidos, Deus é origem de todos os movimentos sobre a face da terra? Seria uma indevida aplicação da terceira lei de Newton com relação à espiritualidade, fazendo-nos pensar que, aí também, todo efeito tem uma causa? Seria essa mentalidade provocada pelo senso comum da narrativa literária ocidental ao afirmar que em toda história tem de haver necessariamente um mocinho e um bandido?
É incrível, mas pessoas piedosas e com grande abertura para o bem e para a paz, quando são assoladas pelo sofrimento, migram para o infrutífero lugar de vítima. Parece que enquanto o sofrimento está no outro, tudo se explica e se consola a poder de reza, tudo se encaixa na ordem do mundo espiritual e fica fácil falar em coisas perigosas como “os desígnios de Deus”; e é automático recorrer à imensa gama de clichês bíblicos que tentam impor a resignação. Mas quando o sofrimento chega pela porta dos fundos, ou seja, quando seu destinatário são essas mesmas pessoas piedosas, então nada daquilo que foi dito para o outro serve para si mesmas, todas as certezas parecem ruir e todo sólido discurso religioso parece dissolver-se no ar.
Muitos cristãos não conseguem assimilar o sofrimento como algo que faz parte da vida, mesmo sendo esse segredo o que há de melhor no Cristianismo. Tão familiarizados com a dor que mana do crucifixo e tão acostumados a reler Jesus alertando que a dor faz parte do nosso caminho – “no mundo, tereis aflições”, “renuncia a ti mesmo, toma a tua cruz”, “bem aventurados os que choram”, entre outros –, nós às vezes sofremos como pagãos, como os que “não têm esperança” (cf. 1Ts 4,13).
Podemos nos colocar frente ao sofrimento pelo menos de duas formas bem distintas. Podemos considerá-lo uma espécie de “boletim de ocorrência” que precisa ser investigado até que se encontre o culpado (e quase sempre já iniciamos a investigação tendo Deus como único suspeito). Ou podemos encará-lo como um mistério; e ninguém ousa interrogar mistérios, porque soa desrespeitoso e inútil. Mistérios nós apenas contemplamos e nos deixamos tomar por eles. Se possível, buscamos encontrar neles alguma beleza ou algum aprendizado, para que não passem por nós em vão. Não há nada mais a fazer. O resto é silêncio, paciência e espera em Deus.
A Escolástica nos ensinou que Deus é sumamente imutável, impassível e feliz: nada pode abalar Seu estado de espírito, nada pode impeli-Lo de coisa alguma. Ensinou-nos também que o Altíssimo é Onipotente e pode absolutamente tudo. E que, se Ele pode tudo e não o faz, é certamente porque não o quer. Logo, o sofrimento de uma pessoa seria claramente vontade divina. Esse é o conhecimento teológico necessário para se formular a imagem de um Criador frio e indiferente. Portanto, é urgente acrescentar a tudo isso o maior atributo do Todo-poderoso: a compaixão. A natureza divina não sofre em si mesma, porque é perfeita e completa. Mas o Senhor sofre, sim, em relação aos outros. Ele sofre por amor a nós. Essa é a face de Deus Pai revelada por Jesus: um Deus que sofre com os que sofrem e chora com os que choram.
Amar não significa impedir, a todo custo, o sofrimento do amado, mas sim, manifestar-lhe companhia e apoio quando surgir o infortúnio inevitável. Se uma mãe estivesse determinada a impedir qualquer sofrimento de se aproximar de seu filho, ela não o deixaria sair do útero, nem cortaria o cordão umbilical, tampouco o deixaria brincar, ir à escola, entre outros. Isso, claro, não seria amor, e sim, absurdo egoísmo, “fagocitose” afetiva. Porque é impossível crescer e ser feliz sem experimentar o sofrimento, consequência natural do confronto de liberdades humanas.
Entender isso no geral é até fácil. Difícil é aplicá-lo concretamente na dor particular, no drama de um momento pontual. Também há desníveis na forma de encarar os diversos tipos de sofrimento: físico, psicológico, moral, acidental, provocado, e assim por diante.
Os problemas podem parecer difíceis se tentarmos resolvê-los sozinhos
A habilidade em saber expressar uma ideia, de maneira clara, elimina qualquer possibilidade de um mal-entendido. Como já foi citado em outros artigos (Comunicação pobre, relacionamentos vazios; A verdade não usa máscaras e O momento para se falar a verdade) quando algo não está progredindo, a melhor saída é o diálogo. Não há como duvidar da eficácia de uma conversa franca para estabelecer um bom nível dentro do relacionamento, necessidade que, além de fortalecer nossos objetivos, facilita a realização do propósito comum.
Na vida conjugal, as coisas que nos fazem investir em mudanças são aquelas que sabemos que vão ao encontro dos anseios de nosso cônjuge. Muitos casais, às vezes, conversam sobre tudo o que diz respeito à casa, aos filhos, entre outras coisas; contudo, falar das necessidades íntimas é que permite mostrar quem realmente somos.
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Se percebermos uma infiltração no alicerce de uma casa e não tomarmos nenhuma providência, em breve, este imóvel estará com suas estruturas comprometidas. Da mesma maneira, no convívio a dois, é preciso falar daquilo que está nos consumindo por dentro. Mas, comentar sobre aquilo que não nos agrada nem sempre é fácil, pois, na necessidade de esclarecer nosso ponto de vista, naturalmente, teremos de confrontar opiniões.
Dentro das exigências do relacionamento está também o compromisso em conhecer e acolher o nosso cônjuge e sua opinião sobre aquilo que achamos provocar seu descontentamento. Nesse diálogo equilibrado teremos a oportunidade de defender ou justificar nossas atitudes e apresentar nossas objeções.
Nossos problemas podem parecer difíceis se tentarmos resolvê-los sozinhos. Há coisas que não mudam de um dia para o outro; tampouco podemos corrigir algo se desconhecemos o que desagrada a outra pessoa.
Todos nossos impasses têm solução e os desgastes emocionais podem ser aliviados quando contamos com a disposição e o comprometimento do nosso cônjuge para eliminar tudo aquilo que traz desequilíbrio no convívio. Entretanto, se uma possível desavença de opinião nos parece um obstáculo, maiores serão os desafios se – por medo ou insegurança – optarmos pelo silêncio.
Todos esses aprendizados e conquistas permitem ao casal se conhecer melhor para, juntos, alcançar seus propósitos. Uma boa conversa pode ser crucial para restabelecer a retomada do bom convívio, pois, a partir dos argumentos apresentados pela pessoa com quem nos relacionamos, novas estratégias poderão ser traçadas em comum acordo para equacionar uma situação delicada. Infelizmente, há pessoas que preferem recuar diante da necessidade de confrontar seus pontos de vista. Tentar se acomodar dentro de uma situação inaceitável poderá ser um engano, induzindo o outro a pensar que tudo está bem.
Particularmente, considero importante não nos conformarmos com aquilo que nos desagrada no relacionamento, pois o nosso cônjuge precisa saber daquilo que trazemos como preocupações, assim como dos desejos e prioridades acalentados em nosso coração.
Muitas vezes, podemos conversar sobre muitas outras coisas, mas não sobre aquelas situações que passam pelos anseios de nossa alma.
Abrir-se ao diálogo é o caminho que levará muitos casais ao sucesso de uma vida conjugal assumida em comum, sem, no entanto, perder o entusiasmo.
Deixar as coisas como estão, para descobrir aonde vão chegar, poderá ter um desfecho contrário ao que havíamos previsto para o tão sonhado convívio a dois.
Lemos no Evangelho de Mateus: “Pois eu vos digo: todo aquele que se encoleriza contra seu irmão, responderá por isso no tribunal; aquele que disser ao seu irmão: 'Imbecil' estará sujeito ao julgamento do Sinédrio; aquele que disser: 'Louco' será passível da geena de fogo” (Mateus 5,22).
O que Jesus nos está dizendo é que quer atingir nosso âmago, nosso coração, porque a palavra “imbecil” que pronunciamos provém de sentimentos de rancor, raiva, agressividade e violência, que estão em nosso interior. É isso que o Senhor quer tirar de nós, porque não fomos feitos para o ódio; somos semelhança de Deus, que é amor.
As palavras “pesadas” acabam se tornando maldição. A palavra tem força, é como a lava de um vulcão: ela sai quente, atinge e queima; e é tóxica. É como se fosse um ácido que, caindo sobre nós, queimasse nossa carne. Cristo não quer isso!
Quanto mais deixarmos que dessa fonte jorrem coisas ruins, tanto mais esses sentimentos irão crescer dentro de nós. Mas, se estancarmos a fonte ruim e deixarmos vir à tona coisas boas – delicadeza, bondade, mansidão, paciência, bênção, graça – , essas virtudes crescerão em nós e farão nosso coração semelhante ao de Jesus.
Podemos ter nosso coração transformado, um coração novo. Olhamos apenas o exterior, pois somos muito materialistas. Pensamos que o mal sempre vence porque ele mostra força. O “bem”, ao contrário, é simples, humilde. Ele não se ostenta, mas é eficaz. Vejamos o Evangelho de São Mateus: “Portanto, quando fores apresentar a tua oferenda ao altar, se ali te lembrares de que teu irmão tem algo contra ti, deixa a tua oferenda ali, diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, vem apresentar a tua oferenda” (Mateus 5,23-24).
Um judeu, naquela época, nunca interrompia o sacrifício. Mas Jesus nos diz que, para nos reconciliarmos com o irmão que tem algo contra nós, podemos até mesmo interromper o sacrifício. O Senhor nos diz, com isso, que a reconciliação com nosso irmão é maior que tudo, porque sabe o mal que nos causa não conceder perdão, guardar ressentimento, mágoa, romper com alguém, nutrir decepção dentro de nós. Mesmo que não demonstremos, se esses sentimentos existem em nosso interior, eles fazem um grande estrago. Os maus sentimentos tiram nossa sintonia com Deus. Se não estamos no amor, nosso coração não consegue sintonizar com Deus. Dessa forma, o fluxo de vida não chega até nós. Por essa razão, o Senhor manda retirar de nosso coração todos os sentimentos ruins.
Nosso Senhor Jesus Cristo foi muito claro ao dizer aos judeus que eles poderiam até mesmo interromper um sacrifício para se reconciliar com um irmão. Ele sabe que depende de nós para que Seu amor vença. Basta um “sim” de nossa parte ao perdão e à reconciliação para que a paz volte a reinar em nossa vida.
Trecho do livro “Combatentes na provação” de monsenhor Jonas Abib
É comum ouvir: 'Não aguento mais ficar sem sexo, sem bebidas...'Sim, isso é uma pergunta, contudo, nessa circunstância, terei a ousadia de conjugá-la como uma afirmação: “Sim, amamos muito o pecado...”. Todavia, do título inicial quero conservar o interrogativo: Por quê?
Essa afirmação se fundamenta no ofício de observar, na arte de contemplar corações em um constante “debater-se” diante das razões e significados que compõem sua própria existência.
Ao observar alguém que abre mão de um vício/pecado, procurando desvencilhar-se dele através da renúncia, percebe-se – não raras vezes – um profundo sofrimento, e até mesmo revolta em virtude da ausência do pecado. É como se tal coração julgasse estar prestando um favor imenso a Deus por estar abrindo mão daquilo que mais ama.
Mas por que se ama tanto os próprios pecados e vícios? Por que se inventam tantas desculpas para justificá-los? E por que sofremos e nos debatemos tanto por sua ausência?
Há quem brigue fazendo de tudo para defender o seu próprio pecado, para convencer a todos que ele é algo normal, e que é, até mesmo, uma “virtude”.
Não se costuma ouvir pessoas dizendo: “Eu não aguento mais ficar sem adorar a Jesus na Eucaristia. Já estou ficando louco! Preciso adorá-Lo agora!”. Mas, infelizmente, é comum ouvir muitos entoando: “Não aguento mais ficar sem sexo, sem bebidas, drogas, prostituição, nem sem pensar e falar bobagens... Estou ficando louco sem isso!”.
É lastimável, mas, na maioria das vezes, Deus fica tão pequeno dentro de nós diante da força e expressão que possui o pecado, que dá até – metaforicamente falando – para ter dó d'Ele, pois, Ele acaba ficando sempre em segundo plano diante de nosso amor ao pecado.
"Se faz de tudo para possuir o que se ama!”. Diante de tal enunciado desvela-se a imprecisão de muitos corações que professam um amor profundo a Deus, mas, não são capazes de “mover uma palha” para estar com Ele e saber um pouco mais como funciona o Seu belo coração. Se “ama” tanto a Deus que não se é capaz de deixar de assistir a um jogo de futebol para ir à Santa Missa... Contudo, para estar com o pecado parece que a disposição é sempre nova e real.
Perguntemo-nos: Pelo que meu coração tem lutado? O que ele tem verdadeiramente buscado e desejado? E mais: o que ele tem amado? É preciso ser realmente sincero consigo para responder a essas perguntas e para perceber onde, de fato, tem se ancorado o próprio coração.
O caos – ausência de ordem – estabelece-se quando o príncípio que move o coração deixa de ser Aquele que o criou. Assim, os próprios valores desvalorizam-se e o homem fica de “ponta cabeça” valorizando o circunstancial – aquilo que passa – e esquecendo-se do eterno – lugar onde reside a verdadeira realização.
Exerçamos com sensibilidade essa observação e descubramos sinceramente em que paragens têm peregrinado o nosso coração, para assim poder, com inteireza e responsabilidade, direcioná-lo ao Seu verdadeiro bem.
Por:Adriano Zandoná - Seminarista e missionário da Comunidade Canção Nova.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!’ Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos. Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. Palavra da Salvação.
Celebrar a solenidade do Corpo de Cristo é, acima de tudo, experimentar uma nova graça que é dada ao se unir a Jesus na Eucaristia. O ato de Comungar faz-nos dispor inteiramente para sermos todos de Deus, e isto é possível porque nos unimos ao corpo, sangue, alma e divindade de Cristo. Eis a mais esplêndida experiência de amor e felicidade que o homem pode vivenciar! Na Eucaristia, não só antecipamos o céu em nossas vidas, mas também nos unimos com o céu quando nos deixamos configurar com uma nova vida em Cristo: “Não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.”
Nas palavras do Santo Padre na homilia do ano passado (2008), na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, nos indica a profundidade do sentido que é dado nesta solenidade: “A própria celebração que estamos a realizar no-lo diz, no desenvolvimento dos gestos fundamentais: antes de tudo reunimo-nos em volta do altar do Senhor, para estar na sua presença; em segundo lugar faremos a procissão, isto é, o caminhar com o Senhor; e por fim, o ajoelharmo-nos diante do Senhor, a adoração, que já inicia na Missa e acompanha toda a procissão, mas tem o seu ápice no momento final da bênção eucarística, quando todos nos prostraremos diante d'Aquele que se inclinou até nós e deu a vida por nós.”
“A Igreja faz a Eucaristia, mas também a Eucaristia faz a Igreja” (Henri de Lubac). Como é possível compreender isso? A Igreja e a Eucaristia parecem se confundir diante dessa união íntima. Ora, a verdadeira natureza da Igreja não se manifesta nas estruturas hierárquicas e nem no dogmatismo teológico, mas na própria celebração da Eucaristia. A Eucaristia realiza a unidade da Igreja. “O Corpus Christi recorda-nos antes de tudo isto: que ser cristãos significa reunir-se de todas as partes para estar na presença do único Senhor e tornar-se n'Ele um só” (BENTO XVI).
Por isso, podemos dizer que na Solenidade do Corpo e do Sangue de Cristo celebramos a mais plena união do Esposo com a Esposa, pois é na Comunhão Eucarística que Jesus une-se de forma plena com a Igreja, ou seja, com cada fiel que professa e vive a fé do Corpo de Cristo. Por isso, desta união, o próprio Cristo nos indica o caminho que devemos percorrer: “A Eucaristia é o Sacramento do Deus que não nos deixa sozinhos no caminho, mas se coloca ao nosso lado e nos indica a direção. Ele mesmo se fez "via" e veio caminhar juntamente conosco, para que a nossa liberdade tenha também o critério para discernir o caminho justo e percorrê-lo” (BENTO XVI).
Em um profundo entendimento acerca da concepção da Eucaristia, Santo Inácio de Antioquia nos ensina que: “Cuidai de participardes de uma só Eucaristia, porque há uma só carne de nosso Senhor Jesus Cristo e um só cálice para a união com seu sangue, um só altar, como um só bispo com os presbíteros e os diáconos, meus companheiros de serviço”. Enfim, a unidade da Igreja é manifestada em sua realidade específica e objetiva quando os fiéis se reúnem em torno do Bispo “no mesmo lugar”, para receberem a comunhão do único pão e do único cálice.
Algumas considerações cabem ainda sobre o “Corpo de Cristo”, no qual nos ensina Agostinho que a Eucaristia cria a Igreja: “É o mistério de vós mesmos que é colocado sobre a mesa do Senhor; é o mistério de vós mesmo que recebeis. É ao que sois que respondeis Amém e ao que por vossa resposta aderis. Com efeito, quando ouvis as palavras “Corpo de Cristo”, respondeis Amém. Sede membros do Corpo de Cristo, para que esse amém seja verdadeiro” (Sermão 272). Somos nós, os fiéis, que somos oferecidos e consagrados na Eucaristia: “Vós está lá, na mesa, vós está lá, no cálice” (Sermão 229). Pela comunhão do corpo eclesial: “Se receberdes, sois o que recebestes” (Sermão 227). O Corpo de Cristo, a Igreja, se oferece, portanto, para se tornar o Corpo de Cristo sacrificado, o sacramento: “Eis o sacrifício dos cristãos, esse corpo único, que nós, muitos, formamos em Cristo (Rm 12,5); é o sacrifício que a Igreja celebra no sacramento do altar, tão conhecido dos fiéis; por ele mostra-se à Igreja que, ao oferecê-lo, é também oferecida a Deus” (A Cidade de Deus 10, 6).
Para concluirmos essa breve reflexão acerca do mistério Eclesiológico da Eucaristia, tomemos o Evangelho no qual narra a instituição da Eucaristia: “Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu aos seus discípulos dizendo: “Tomai, isto é o meu corpo.” Em seguida, tomou o cálice, deu graças e apresentou-lho, e todos dele o beberam. E disse-lhes: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. “Em verdade vos digo: já não beberei do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus” (Mc 14, 22-25).
“Adorar o Corpo de Cristo significa crer que ali, naquele pedaço de pão, está realmente Cristo, que dá sentido verdadeiro à vida, ao imenso universo como à menor criatura, a toda a história humana e à existência mais breve. A adoração é a oração que prolonga a celebração e a comunhão eucarística na qual a alma continua a alimentar-se: alimenta-se de amor, de verdade, de paz; alimenta-nos de esperança, porque Aquele diante do qual nos prostramos não nos julga, não nos esmaga, mas liberta-nos e transforma-nos”.
Cristo oferece o seu Corpo e Sangue como penhor da glória futura: eis a antecipação das Bodas do Cordeiro! Que a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo possa em cada um de nós gerar um coração adorador e o ser Igreja, para que a comunhão Eucarística represente de forma viva e eficaz a união esponsal que transborda numa oferta de vida configurada em Cristo.
Por:Márcio André Teixeira Barradas - Consagrado da Comunidade Católica Shalom Assessoria Litúrgico-Sacramental
A história do outro atrapalha o namoro? - Saiba ver no outro, primeiro, o que ele tem de bom
Conhecer a "história" e o "coração" da pessoa que está hoje ao seu lado. Quem ele é? Logo que a criança entra na escola e aprende a ler, já começa a estudar a história do Brasil. É para que ela conheça o país; e conhecendo-o, compreenda-o, ame-o, ajude-o... O mesmo se dá entre as pessoas. Quando você mergulha na história do outro, conhece os seus dramas e os fatos que a determinaram, então você o compreende melhor e tem mais motivações para entendê-lo, tem mais paciência para ouvi-lo, perdoá-lo e ajudá-lo.
Aí está o segredo de um relacionamento profundo e que propicia um conhecimento interior adequado de ambas as partes. E aqui você percebe porque é importante que o relacionamento seja maduro; cada um vai expor ao outro o seu coração, as suas reservas mais secretas. É por isso que o namoro não pode ser uma brincadeira sem qualquer responsabilidade. Você precisa saber guardar as confidências do outro, mesmo amanhã se o namoro terminar. Há coisas que temos de ter a grandeza de levar para o túmulo conosco, sem revelar a ninguém. Quando alguém abre-lhe o coração está depositando toda a confiança em você, e espera não ser traído. Portanto, cuidado com o que você conta a terceiros sobre o seu namoro; nem tudo poderá ser contado aos outros. Você não gostaria que ele revelasse aos outros as suas confidências, então não revele as confidências dele.
Jesus nos manda não fazer aos outros aquilo que não queremos que seja feito conosco. É uma regra de ouro. Quando conhecemos o interior de uma caverna vemos coisas belas, mas, outras assustadoras. Há belos lagos escondidos, com águas cristalinas, e formações calcárias bonitas; mas há também cantos escuros com morcegos e outros bichos. Nem por isso esse local deixa de ser atraente e rico.
Da mesma forma a pessoa que está a seu lado. No seu interior há belas passagens, mas pode haver também recantos escuros. Saiba valorizar o que há de belo no interior da pessoa, antes de se deter nos seus pontos escuros.
Saiba ver no outro, primeiro, o que ele tem de bom, e só depois encare o seu lado difícil. Saiba elogiar e fazer crescer o que há de bom nele e cure com carinho as feridas que precisam ser tratadas. Isso mostra-nos que não há o chamado "amor à primeira vista". O amor não é um ato de um momento, mas se constrói "a cada momento". Não se pode conhecer uma pessoa "à primeira vista", é preciso todo um relacionamento. Só o tempo poderá mostrar se um namoro deve continuar ou terminar, quando cada um puder conhecer o interior do outro, e então, avaliar se há nele as exigências fundamentais que você fixou.
Um indício de que o relacionamento começou bem é a ausência de brigas e desentendimentos, por pequenas coisas sobretudo. Se nessa fase feliz do namoro, quando as preocupações de cada um são poucas, já existem muitas brigas, creio que isso seja umsinal de que a coisa não vai bem.
Não há que se ter escrúpulos para terminar um namoro; basta que haja sinceridade e delicadeza para que o seu término não deixe feridas em cada um. Eis aqui uma questão importante: você não pode criar uma esperança vazia no outro, levá-lo às alturas nos seus sonhos, e depois, de repente, jogar tudo no chão. Isso seria uma covardia!
Não brinque com os sentimentos e com a vida do outro, da mesma forma que você não quer que ele faça assim com a sua. Não alimente no outro esperança falsa. É válido tentar prolongar um pouco aquele namoro difícil, para tentar ainda um discernimento melhor; mas você não deve iludir o outro, nem um dia a mais, se chegou à conclusão de que não é com essa pessoa que você vai poder construir uma vida a dois.
Conhecer a família é imprescindível para você conhecer a história da pessoa, já que esta é fruto dela. Em todas as famílias há valores próprios, denominadores comuns, frutos da cultura familiar e da educação, isso que o povo chama de "berço". Ali você encontrará valores e desvalores; e saiba que o seu namorado vai trazê-los para o relacionamento com você. Isso é certo.
Portanto, para conhecer bem e poder escolher bem, você terá que olhar "de olhos abertos" a realidade familiar do outro que se põe diante de você; não para discriminar, mas para conhecer. É um grave engano pensar que você vai namorar, e quem sabe casar-se com ele ou com ela e não com a sua família; e que, portanto, a família dessa pessoa não importa.
A voz do sangue fala muito forte em todos nós; e, se não soubermos lidar com ela, muitos estragos podem acontecer. Toda família tem uma série de valores e também de problemas. Você terá que avaliar também isso para chegar ao discernimento sobre o seu namoro.
Não se trata de "julgar" a família do outro, e muito menos de menosprezá-la; mas você tem o direito de construir a sua vida e a sua família sobre valores que lhe são caros.
Tudo isso é importante para que o seu casamento, no futuro, não seja "um tiro no escuro". O importante é ter os olhos abertos e não se fazer de cego. O coração não pode cegar o espírito. Não deixe de ouvir a opinião de seus pais. Muitos namoros e casamentos foram mal porque os jovens não quiseram ouvir os pais. Eles são experientes e amam você de verdade. Não se faça de surdo às suas advertências. Eles conhecem os perigos da vida muito melhor do que você.
Padre Pedro de Braga, da República de Tcheca, influenciado por falsas doutrinas, começou a ter dúvidas sobre a presença real de Jesus na Eucaristia. Não era por sua culpa, mas devido às doutrinas que foram tomando conta da cidade. Ele estava sendo influenciado por essa mentalidade, mas como era um bom sacerdote, ele fez o propósito de ir até Roma para buscar a verdadeira fé. Ele fez essa peregrinação para reavivar a fé na Igreja. Embora tendo dúvidas ele celebrava todos os dias, pois tinha fé na Igreja. Certo dia, celebrando, antes de dizer as palavras da consagração, padre Pedro levantou a Hóstia e sentiu escorrer uma coisa quente em suas mãos, era Sangue vindo da Hóstia, era o sinal de Deus para ele. O Sangue foi caindo no altar sobre o corporal até chegar ao mármore e ainda hoje se encontram as marcas de Sangue sobre o local. Ele buscou ajuda, então guardaram a Hóstia toda cheia de Sangue. Uma religiosa havia pedido ao Papa para celebrar a Festa da Eucaristia, e este pediu a Deus um sinal para saber se era Ele que queria essa celebração ou se era algo humano. Quando o Sumo Pontífice ouviu dizer o que havia acontecido, foi ao encontro do milagre, e ao ver a Hóstia cheia de Sangue se ajoelhou e disse: “Corpus Christi”. Pegou a Hóstia e os objetos e os levou para a cidade, tomando todo o fato como sinal do Todo-poderoso. Ele colocou o corporal com Jesus, que estava cheio de Sangue, no hostensório e andou pelas ruas. Com a passagem de Cristo todos enfeitaram suas ruas, e é por isso que até hoje essa festa vem se repetindo, tudo para Cristo Rei. É Jesus Salvador que vem até nós para curar nossas chagas. No Evangelho vemos aquela mulher que tinha um fluxo de sangue crônico, a saúde dela estava deficitária, como essa mulher sofreu e gastou todo o dinheiro sem nada conseguir. Foi difícil para ela chegar até o Senhor, pois ela O considerava santo. Então foi por trás e tocou na barra de Seu manto, e Jesus sentiu que uma força curadora havia saído d’Ele. Talvez você se sinta como essa mulher, impuro, com medo de chegar até o Senhor, mas Ele sabe de tudo, Ele tudo vê. Talvez você se sinta hoje uma pessoa destruída, não por você, mas por alguém, talvez você se sinta como um “cachorrinho”, mas até mesmo um cachorro procura a presença do seu dono. Jesus está lhe dizendo: tenha fé, confiança, mesmo que você esteja se achando indigno você veio e sua fé o salvou. Deus vai reconstruir sua vida. Ponha sua vida inteira aos pés de Nosso Senhor Jesus Cristo! Você se encontrou com o Sangue de Jesus que pode salvá-lo. É Jesus que desce da cruz e o levanta dizendo: “Tenha confiança, meu filho, tua fé te salvou, não caias mais”.
Evangelho (Mateus 5,17-19) Naquele tempo; disse Jesus aos seus discípulos: "Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus". - Palavra da Salvação.
Como lidar com as crises e conflitos - Eles podem trazer grandes oportunidades
As crises e os conflitos fazem parte da existência humana, deparamos com essas situações muitas vezes em nossa vida, como, por exemplo, no período da adolescência, em função das mudanças que acontecem em nosso corpo, as quais na maioria das vezes não entendemos; fato que gera sofrimento. Na verdade, os conflitos existem desde o início da humanidade e fazem parte do processo de evolução humana. Eles são necessários para o desenvolvimento e o crescimento de qualquer sistema familiar, social, político e organizacional. São fonte de ideias novas, podendo criar oportunidades de discussão sobre determinados assuntos, revelando o positivo e permitindo a expressão e a exploração de diferentes pontos de vista, interesses e valores. Com isso entendemos que em alguns momentos, e em determinados níveis, o conflito pode ser considerado necessário para não entrarmos num processo de estagnação. Precisamos entender que essas fases conflituosas, as quais, muitas vezes, nos parecem anormais e intoleráveis, são inseparáveis da existência humana e não configuram algo exclusivamente negativo. Portanto, a nossa primeira atitude é encarar esses momentos difíceis como acontecimentos normais da nossa condição humana e buscar passar por eles da forma mais positiva possível. Para isso, vamos entender melhor o que significa a palavra “crise”. A palavra “crise” se origina da palavra grega “krísis” e significa: manifestação violenta e repentina de ruptura de equilíbrio; também definida como fase difícil, grave, na evolução das coisas, dos fatos, das ideias; é também um estado de dúvidas e incertezas; momento perigoso ou decisivo; ponto de transição entre um período de prosperidade e outro de depressão; tensão, conflito. A Bíblia apresenta a palavra “crisol”, que leva à interpretação da palavra “crise” como purificação. Crisol é definido como um cadinho, um recipiente das máquinas fundidoras, onde se derrete o metal e os materiais diferentes são separados. Além disso, no dicionário também há o significado de servir para evidenciar as boas qualidades do indivíduo. Enquanto que essa palavra em chinês é representada pelo mesmo símbolo que oportunidade. Podemos dizer, então, que esses momentos críticos e conflituosos não são necessariamente negativos; a maneira como lidamos com eles é que pode gerar algumas reações. A questão, portanto, é como lidamos com essas fases adversas. Podemos agir de diversas formas: ignorá-las, abafá-las, resolvê-las ou transformá-las numa oportunidade de crescimento. A maneira como lidamos com nossos afetos e emoções são determinantes na forma como nos relacionamos com os outros e com as crises.
Vamos então para algumas dicas práticas de como lidar com as crises e conflitos: • Precisamos nos conhecer, isto é, entender como lidamos com os nossos afetos e emoções, pois, quanto mais nos conhecemos, tanto mais facilmente podemos trabalhar com as dificuldades de forma positiva e como fonte de crescimento pessoal; • Mesmo que o problema não parta de nós, precisamos começar o trabalho conosco. Procurar um culpado pela situação pode apenas retardar e até mesmo aumentar o problema; • Precisamos analisar a situação para entender o que realmente está acontecendo, para assim buscar alternativas de solução e escolher aquela alternativa que julgarmos mais plausível; • Precisamos aperfeiçoar nossa capacidade de ouvir e falar. Com essa postura, silenciamos nossa voz interna e deixamos crescer a voz do outro, permitindo que esta soe clara dentro de nós. O desejo mais profundo do coração humano é o de ser compreendido: perceber isso é possibilitar um processo eficaz de comunicação, o que é um facilitador para a resolução dos momentos conflituosos; • Quando estamos errados, precisamos reconhecer os nossos erros e até mesmo ter a coragem de buscar ajuda quando necessário.
O que podemos concluir com isso é que as crises não apresentam apenas um sentido pejorativo; ao contrário, elas podem ser grandes oportunidades. Quando uma adversidade acontece é o momento ideal para separarmos o que temos de bom do que temos de ruim, fazendo dela a oportunidade de que os chineses falam e aproveitando para sermos melhores e crescer.
Por:Manuela Melo -psicologia@cancaonova.com Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia
Evangelho (Marcos 12,35-37) Naquele tempo, Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?” E uma grande multidão o escutava com prazer. Palavra da Salvação.
Amar é um contínuo combate entre o egoísmo e o amor, entre as forças da vida e da morte que se digladiam dentro de nós. Somos um campo de combate e não combater já é estar vencido, porque as forças de morte estão sempre ativas em nossos membros. O egoísmo é ardiloso e sorrateiro, está sempre nos armando emboscadas. Estamos em contínua guerrilha covarde e desleal, não podemos mais ser ingênuos, porque as forças de morte que nos atacam se aninham e travam combate em nossos próprios membros.
No Evangelho de São Mateus, vemos os escribas e os fariseus que estavam exigindo de Jesus mais um sinal: “Então, alguns escribas e fariseus tomaram a palavra: 'Mestre, queremos que nos faça ver um sinal'. Ele lhes respondeu: 'Geração má e adúltera que reclama um sinal! Em matéria de sinal, não lhe será dado nenhum, senão o sinal do profeta. Pois assim como Jonas esteve no ventre do monstro marinho três dias e três noites, assim o Filho do Homem estará no seio da terra três dias e três noites'”(Mt 12,38-40). Pediram um sinal; queriam mais um milagre.
Na Bíblia, sinal quer dizer prodígio e milagre. Os prodígios e os milagres provam a presença de Deus, portanto, são sinais de que Ele está naquela situação.
Os fariseus exigiam de Jesus mais um milagre; eles não estavam satisfeitos. Por isso, Jesus lhes deu esta resposta: “Porque essa geração pede um sinal, um prodígio, um milagre, não será dado sinal nenhum”. Jesus afirma que não vai lhes dar nenhum sinal, a não ser o de Jonas. E qual era o sinal de Jonas? O próprio Jesus explica: “Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre daquele monstro marinho, assim também – disse ele –, o Filho do homem estará no seio da terra durante três dias, mas ao terceiro dia Ele ressuscitará” (cf. Mt 12,40).
E quanto a nós? O que nos tira da morte e nos leva para a vida? A Palavra nos diz que é o amor. Isso está claro na carta de São João: “Pois tal é a mensagem que ouvistes desde o princípio, que amemos uns aos outros. Não como Caim que, sendo do maligno, matou seu irmão. Mas por que o matou? Suas obras eram más, ao passo que as de seu irmão eram justas. Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. Quanto a nós, sabemos que fomos transladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é um assassino” (cf. I Jo3,11-14).
A palavra transladar quer dizer passar de um lado para outro. Fomos transladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. O que nos faz passar da morte para a vida é o amor.
São João também nos diz que: “Quem não ama permanece na morte”. Ele também acrescenta que “todo aquele que odeia seu irmão é um assassino”. Mas por quê? Porque fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, que é o amor.
Trecho do livro “Combatentes no amor”, de monsenhor Jonas Abib
Falemos somente o que edifica; do contrário, silenciemo-nos
Vamos, hoje, partilhar e narrar as maravilhas de Deus na nossa vida e no ambiente onde vivemos? Nós precisamos anunciar as boas notícias e a verdadeira Boa Nova. Atualmente, há uma tendência a noticiar, com grande ênfase, as más notícias, as tragédias e as misérias humanas até ficarmos contaminados por esta mentalidade.
Há pessoas que se alegram e se sentem mais animadas com as más notícias do que com as coisas boas. Renunciemos a toda onda de negativismo.
Vamos comunicar alegremente a vida nova e a boa notícia? Fiquemos atentos, policiemo-nos para proclamarmos somente as maravilhas de Deus. Façamos um trato conosco e com as pessoas: se não tivermos nada de bom para falar, algo que edifique os nossos irmãos e a nós mesmos, fiquemos em silêncio.
Peçamos, hoje, ao Arcanjo São Gabriel que nos anuncie, hoje, uma boa notícia e nos ajude a sermos anunciadores e comunicadores da Boa Nova: “Hoje, vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor” (Lc 2,11).
Jesus, ensina-nos a ser anunciadores da boa notícia.
“Todo exército, quando sai para um combate, precisa se preparar antes, ter conhecimento da geografia, do lugar onde será o combate. Além do tipo de armas que o inimigo tem e o número de soldados que possui. Tudo isso com o intuito de vencer a guerra.
No mundo espiritual também é desse jeito, por isso, precisamos conhecer a tática de nosso inimigo para não perdermos a batalha. Jesus, no Evangelho de João, nos revela o que realmente é o objetivo do maligno: "O ladrão vem só para roubar, matar e destruir" (cf. João 10,10). Essa é a tática principal e o grande investimento de nosso inimigo. Temos três pontos a serem analisados:
1) Ele vem roubar – Roubar de Deus aquilo que é d'Ele; roubar os nossos pais, os nossos irmãos, os nossos amigos, as pessoas de nosso grupo, de nossa cidade, as crianças, os jovens, os idosos e, se não nos cuidarmos, até nós mesmos.
2) Ele vem matar – Matar-nos espiritual e fisicamente nos afastando de Deus. São Paulo diz: “O salário do pecado é a morte”. Basta olharmos para as pessoas que se viciam, que são alcoólatras, que estão no tráfico de drogas, no roubo, na corrupção, na prostituição, no ódio, no ressentimento, para ver como todas elas são atacadas pela morte.
3) Ele vem destruir – Quanta briga e separação nas nossas famílias! Quanta divisão nos grupos dentro da Igreja! Quanta corrupção na política e em todos os outros setores da sociedade! Quantos sacerdotes, religiosos e religiosas, pessoas consagradas que têm deixado a sua vida de doação por ataques do maligno!
O que o maligno tem usado para conseguir colocar em prática essa tática são os meios de comunicação, as novelas, os filmes, as músicas, a pornografia. É uma grande conspiração contra os filhos de Deus, “pois o diabo desceu para o meio de vós com grande furor, sabendo que lhe resta pouco tempo” (cf. Apocalipse 12,12).
Somos objetos da luta dele, por essa razão, precisamos estar atentos e cientes de sua tática e não cairmos, para que consigamos resgatar os amados de Deus. "Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé" (I Pedro 5,8-9a).
Com certeza, você conhece alguém que era firme na Igreja, que era de liderança de algum grupo, alguém a quem você admirava e que caiu na sedução do inimigo de Deus e agora está fora da bênção de Deus. Precisamos resgatar essas pessoas, pois o amor do Pai por elas é tremendo, por isso o exército da paz precisa ir até elas, falar e testemunhar o amor de Deus que supera tudo.
Somos combatentes de Deus, erguemo-nos para o combate, é hora de lutar! O Amor sempre vencerá”!
Permaneço na Igreja onde sou bem acolhido - ...ou até não sofrer nenhuma decepção
Hoje em dia, a maioria da população vive na cidade. Cada vez mais aumenta o número dos que deixam os ambientes rurais e cidades pequenas para habitarem nos grandes centros urbanos. É indispensável que este dado seja considerado para que possamos nos dar conta da importância da acolhida em nossas igrejas e comunidades.
A vida no interior No ambiente rural, nas vilas ou pequenas cidades, normalmente, todas as pessoas se conhecem. Podem não saber endereços, mas, com a maior facilidade, sabem indicar ou levar alguém aonde quer que este precise chegar. Estas localidades favorecem que as pessoas tenham muitas coisas em comum, que as aproximam e unem:
- Ali existe uma escola da qual se sabe o nome do diretor, professores e até dos funcionários;
- Ali pode existir um pequeno time de futebol para o qual todos torcem ferrenhamente;
- Existe uma igreja da qual todos se sentem membros e responsáveis;
- O dono da venda conhece, literalmente, todos os seus “fregueses de carteirinha”;
- Quando alguém nasce, celebra-se um casamento ou uma festa na comunidade, todos ficam sabendo ou se sentem envolvidos.
- As pessoas têm amigos a quem recorrer na hora da necessidade.
- Em caso de morte, toda a vila para a fim de se juntar à família enlutada. E assim por diante…
A comunidade existe em toda a sua essência, ou seja, as pessoas têm muitas coisas em comum, conhecem e são conhecidas e acolhidas em qualquer casa e ambiente social.
A vida na cidade grande No ambiente urbano há uma realidade totalmente distinta do ambiente rural:
- Pouquíssimos sabem quem é o diretor da escola, muito menos quem são os professores;
- Os pais dos alunos têm em comum apenas a pessoa que vai apanhar seus filhos na escola, mas poucos se conhecem e muito mal se cumprimentam;
- Não existe um time de futebol do bairro;
- Cada um faz suas compras em um local diferente, e muitas vezes de acordo com o que está em oferta. Ali é atendido por um caixa que no máximo pergunta: “Qual é a forma de pagamento?” Nas grandes cidades nada se adquire sem dinheiro. Nada de cadernetinha!…
E quanto à igreja da cidade? Como é recepcionado um novo e desconhecido membro recém-chegado? É importante atentar para o fato de que, por sermos uma Igreja com muitos membros, podemos correr o risco de conhecer apenas os que participam do mesmo grupo de pastoral ou movimento. Quanto aos demais, quem conhecemos?
Infelizmente, não é raro acontecer de um fiel frequentar uma determinada igreja durante 20 anos e permanecer um anônimo no meio da multidão, por não estar engajado em nenhuma atividade que o torne conhecido. Assim, embora sua participação seja importante, pois está sempre presente nas celebrações, muitas vezes é dizimista, tem filhos na catequese, continua um desconhecido e sua ausência dificilmente será notada!…
Então, o que pode acontecer com o novato que timidamente chegou de fora, que tem dificuldade de relacionamento social ou se sente acanhado quando chega pela primeira vez em nossa comunidade? Habituado a um relacionamento caloroso e interpessoal na sua vila, roça ou cidade pequena, ao chegar à cidade grande e perceber a frieza do ambiente, fatalmente se sentirá deslocado. Então começa a girar de igreja em igreja à procura de uma acolhida melhor e mais calorosa.
Rodando pelas igrejas, num determinado dia, sente-se bem recebido e valorizado. A tendência é que diga: “Finalmente encontrei o que eu tinha no passado ou que sempre sonhei: pessoas com quem posso me relacionar e, junto, louvar e servir a Deus”. A partir desse encontro, permanecerá ali. Passará a ouvir a Palavra e se tornará um membro ativo, ao menos enquanto não sofrer nenhuma decepção.
Este pode ser o caminho não apenas daquele que vem do interior, mas de muitos outros que sentem um vazio ou passam por momentos de crise em sua vida. Por isso procuram uma igreja. Mas também procuram pessoas com quem possam relacionar-se e ouvir palavras que possam dar um rumo em sua vida.
A vida na cidade é muito fria. As pessoas representam “perigo”, “ameaça”, são encaradas como “concorrentes” e não como amigas e companheiras em quem se possa acreditar e confiar. Por isso mesmo, ao encontrar irmãos que as acolham acabam ficando por ali mesmo. Muitas vezes, percebem que estar ali não é o mais correto, que doutrinalmente não é o melhor. Que há muitas coisas contra sua fé original e contra a Igreja a qual pertenciam. Mas, por causa do calor humano, permanecem ali. A acolhida e o calor humano acabam “falando mais alto” que as verdades teológicas e a fé recebida de berço e cultivada durante muitos anos numa Igreja. Eis, então, onde pode surgir nosso ardor missionário enquanto discípulos de Jesus: no acolher. Acolher com calor humano e com uma evangelização que faça com que cada católico tenha um encontro pessoal com Jesus Cristo, como nos foi pedido no Documento de Aparecida.
Nas cidades, o acolhimento passou a ser, para muitos, o primeiro e principal valor e referência. “Vou e permaneço onde sou bem acolhido”, passou a ser a prática para muitos que foram batizados e permaneceram por um período na Igreja Católica. “Afasto-me e não volto mais quando ou onde sou mal acolhido, porque minha expectativa de ser bem recebido não foi correspondida”.
Nas cidades não há mais a escola, o time de futebol, a venda, a igreja e os costumes que uniam essas pessoas aos outros. Nelas tudo é estranho e confuso. Não restaram mais os antigos valores. O que restou mesmo foi a acolhida. “Aqui cheguei. Aqui me encantei. Aqui ficarei. Porque aqui fui bem acolhido. Onde sou acolhido crio raízes”!
Portanto, conto com você: Reforçando o que foi citado no artigo anterior, “a acolhida faz a diferença” muitos deram suas sugestões, espero que você acolha este artigo e dê sugestões práticas de como cada um de nós, membros da Igreja Católica, independente do posto ou grau que ocupamos ou servimos, pode se tornar mais acolhedor.
Se este é o grande e esperado modo de conquistar nossos irmãos, cultivemo-lo!
A partir de ideias e sugestões prometo escrever um terceiro artigo visando aprofundar este assunto tão importante e pertinente.
"Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer”(Jo 15,5). Você já imaginou um ramo separado da videira? Não tem futuro, não tem mais nenhuma esperança, não tem fecundidade e o seu fim não pode ser outro senão secar e ser queimado. Pense a que morte espiritual você está destinado, como cristão, se não permanecer unido a Cristo. É assustador! É a esterilidade completa, mesmo que você trabalhe o dia inteiro ou que se considere útil à humanidade, mesmo que os amigos o elogiem e que os seus bens terrenos aumentem, ou até que faça sacrifícios consideráveis. Tudo isso pode ter um sentido para você aqui na terra, mas não tem nenhum significado para Cristo e para a vida eterna. E é essa a vida que mais importa. "Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer“. De que modo você pode permanecer em Cristo e Cristo permanecer em você? Antes de mais nada é preciso que você acredite em Cristo. Contudo, isso não basta. A sua fé deve influir na realidade concreta de sua vida. Ou seja, você deve viver em conformidade com essa fé, colocando em prática as palavras de Jesus. Então, você não pode menosprezar aqueles meios divinos que Cristo lhe deixou, através dos quais se torna possível estabelecer ou readquirir a unidade eventualmente rompida com Ele. Ainda assim, Cristo não sentirá sua união com ele, se você não se esforçar para estar inserido na sua comunidade eclesial, na sua Igreja local. "Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer“. “Aquele que permanece em mim, como eu nele”. Percebeu como Cristo fala de uma unidade sua com ele, mas também de uma unidade dele com você? Se você está unido a ele, ele está em você, está presente no íntimo do seu coração. E daí nasce um relacionamento e um diálogo de amor mútuo, uma colaboração entre Jesus e você, discípulo dele. E eis a consequência: dar muito fruto, exatamente como um ramo bem unido à videira que produz saborosos cachos de uva. “Muito fruto” significa que você será dotado de uma verdadeira fecundidade apostólica, ou seja, da capacidade de abrir os olhos de muitas pessoas para as palavras incomparáveis e revolucionárias de Cristo, e estará em condições de dar a essas pessoas a força de se nortear por elas. “Muito fruto” significa ainda que você saberá suscitar, ou mesmo desenvolver, obras pequenas ou grandes para atender às mais variadas necessidades do mundo, de acordo com os dons que Deus lhe deu. “Muito fruto” quer dizer “muito” não “pouco”. Em outras palavras, isso significa que você saberá levar à humanidade que o circunda uma corrente de bondade, de comunhão, de amor recíproco. "Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer“. Todavia, “muito fruto” não significa apenas o bem espiritual ou material dos outros, mas também o seu bem pessoal. Também o crescimento interior, também a sua santificação pessoal depende da sua união com Cristo. Santificar-se. Nos tempos em que vivemos, talvez essa expressão lhe parecerá um anacronismo, uma coisa inútil ou uma utopia. Mas não é assim. O tempo presente passa e, com ele, passam também as visões parciais, errôneas, contingentes. Permanece a verdade. Dois mil anos atrás, Paulo, o Apóstolo, dizia claramente que a santificação é vontade de Deus para todos os cristãos. Teresa D'Ávila, doutora da Igreja, está certa de que qualquer pessoa, mesmo um homem do povo, pode chegar à mais alta contemplação. O Concílio Vaticano II disse que todo o povo de Deus é chamado à santidade. Trata-se de opiniões abalizadas. Portanto, procure colher, na sua vida, também o “muito fruto” da santificação, que será possível somente se você estiver unido a Cristo. "Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer.” Você notou que Jesus não lhe pede diretamente o fruto, mas que o considere uma consequência do fato de “permanecer” unido a ele? Pode ser que também você caia no erro em que se encontram muitos cristãos: ativismo, ativismo, obras, obras para o bem dos outros, sem terem o tempo de verificar se estão em tudo e por tudo unidos a Cristo. É um erro. Tem-se a ilusão de produzir frutos, mas não são esses os que Cristo em você, Cristo com você poderia produzir. Para produzir o fruto duradouro, o que tem a marca de Deus, é preciso permanecer unido a Cristo. E, quanto mais você permanecer unido a ele, mais frutos produzirá. Além disso, esse verbo usado por Jesus, “permanecer”, dá a ideia não de momentos em que se produzem frutos, mas de um estado permanente de fecundidade. De fato, se você conhece pessoas que vivem dessa maneira, vê que elas, talvez com um simples sorriso, com uma palavra, com o habitual comportamento cotidiano, com sua atitude diante das diversas situações da vida, tocam os corações, levando-os até mesmo a encontrar Deus. E foi o que aconteceu com os santos. Nós também não devemos desanimar. Também os cristãos comuns podem produzir fruto. Estamos em Portugal. Maria do Socorro entrou na faculdade, após terminar o ensino médio. O ambiente é difícil. Muitos de seus colegas lutam, conforme a própria ideologia, e cada um quer cativar os estudantes que ainda não assumiram nenhuma posição política. Socorro sabe muito bem qual é o seu caminho, embora seja difícil explicá-lo: seguir Jesus e permanecer unida a ele. Algumas vezes, ela sente respeito humano, sobretudo quando entra na igreja. Mas não se desencoraja, porque sabe que deve permanecer unida a Jesus. É tachada de sem posição e sem ideais pelos seus colegas, que não conhecem nada de suas convicções. Aproxima-se o Natal. Socorro percebe que alguns dos colegas não podem ir festejar essa data com os familiares, pois moram muito longe, e então propõe aos demais colegas que ofereçam juntos um presente aos que não podem viajar. Surpreendemente, todos aceitam a proposta. Algum tempo depois acontecem as eleições para representante de curso e, para sua grande surpresa, justamente Socorro é eleita. Mas a surpresa é ainda maior quando lhe dizem: “É lógico que a eleita tenha sido você! É a única que tem uma posição bem definida, que sabe o que quer e o que fazer para realizá-la”. Alguns de seus colegas se interessaram pelo seu ideal e decidem viver da mesma forma. Um bom fruto da perseverança de Maria do Socorro em permanecer unida a Jesus. “Palavra de Vida”, publicação mensal do Movimento dos Focolares.
Texto de: Chiara Lubich, janeiro de 1979. Gráfica de Anna Lollo em colaboração com padre Placido D’Omina (Sicília - Itália)
"Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer“ (Jo 15,5).
Evangelho (Marcos 12,28b-34) Naquele tempo, um mestre da Lei aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”. O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus. Palavra da Salvação.
É o instante, que repercute por toda a vida e eternidade adentro: é o momento máximo da liberdade! Ser livre, é justamente escolher e definir-se entre duas ou mais possibilidades. É o momento, em que os anjos olham com fascinante expectativa para a decisão a ser tomada, ainda mais quando se trata da alternativa entre duas eternidades! Ser livre não é fazer o que quero, mas é fazer o que devo! Guy de Larigaudie, o jovem escoteiro francês, que no seu diário de “aventuras interiores” (Estréia de Alto Mar), escreve uma forte tentação, que venceu, é o exemplo clássico de um ato decididamente livre. Escreve ele: “Devia ser uma mestiça. Tinha uns ombros esplêndidos e a beleza animal das mulatas, de lábios grossos e olhos imensos. Era bela, de uma beleza selvagem. Em verdade só havia uma coisa a fazer. Não o fiz. Tornei a montar o cavalo e parti a galope, sem me virar, chorando de desespero e de raiva. Penso que no dia do Juízo, se não tiver outra coisa a apresentar, poderei oferecer a Deus, como flores, todas essas carícias, que por amor Dele eu não quis conhecer”. Página esplêndida, que retrata um destes momentos ‘perigosos”, que passaram e que passam todos aqueles, que se dispõem a trilhar o caminho da santidade. Páginas humanas, porque faz brotar à tona de nós aquilo que mais nos distancia dos animais brutos, apenas movidos pela maquinaria de seus instintos: a liberdade! O que é ser livre para você? Gl 5,1-13
Naquele tempo, as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. Quando chegaram, disseram a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?” Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”. Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus. Palavra da Salvação.
Tomar decisões fundamentadas - Aprender é uma experiencia que nos acompanha até o fim
Para que uma pessoa se relacione melhor com ela mesma, ela precisa compreender-se e aceitar-se. O melhor caminho para isso é ter um bom conhecimento do seu potencial, das suas capacidades e das suas limitações. No frontispício do Templo de Apolo, em Delphos, já estava escrito: “Conhece-te a ti mesmo”. Essa é a condição básica para qualquer pessoa assumir a sua identidade, aquilo que a singulariza, que a torna única. Quanto mais conhecimentos alguém tiver de si, maior será a sua capacidade de se posicionar corretamente frente aos desafios impostos pela vida. Para se tornar autônoma e traçar seu próprio caminho no mundo, a pessoa necessitará de critérios consistentes para avaliar situações e tomar decisões diante delas. As boas decisões são aquelas que se fundamentam em nossas crenças, valores, pontos de vista e interesses. Como fazer isso, porém, sem se conhecer bem, sem saber onde está e aonde quer chegar? Informações e dados confiáveis são as matérias-primas mais evidentes de todo o processo de tomada de decisão, embora elas jamais sejam inteiramente substitutas da percepção intuitiva e da visão abrangente do todo. Aprender com a experiência acumulada nos planos individual e social foi sempre uma das grandes vias de crescimento do ser humano. Analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações do passado, e disso extrair lições e princípios orientadores sobre como conduzir no presente e no futuro, fez, faz e fará a diferença na vida das pessoas, das organizações, das sociedades, das nações e da própria humanidade. Em qualquer tempo e lugar, saber o que aconteceu outrora é uma fonte de elementos que nos ajudam a decidir sobre o que deve e o que não deve ser feito no presente e no futuro. Quanto mais a pessoa for capaz de conhecer a si mesma, sua circunstância, onde se encontra e a trajetória a ser percorrida para chegar até aqui, tanto maior será a sua capacidade de visualizar aonde pretende ir e de traçar um caminho para chegar lá. Quanto mais uma pessoa conhece aquilo que faz, tanto maior a sua capacidade de fazê-lo cada vez mais e melhor (produtividade e qualidade). A quantidade e a diversidade dos conhecimentos adquiridos por uma pessoa ao longo da vida tornam-na mais polivalente e flexível, aumentando suas possibilidades de se adaptar às mudanças e de aproveitá-las para seu crescimento pessoal e profissional. Compartilhar o que se sabe com outras pessoas e exercer uma influência construtiva sobre suas vidas é o principal caminho de que dispomos para ajudar outros seres humanos a desenvolver o seu potencial. O nome dado a esse caminho é educação. Esta abrange todos os processos formativos que ocorrem nos diversos âmbitos da existência humana: família, trabalho, escola, movimentos sociais, meios de comunicação e atividades culturais. E tende, cada vez mais, a ampliar os seus meios e o seu raio de ação, ocupando um maior espaço na vida das pessoas e das organizações. Para gerar novos conhecimentos, a pessoa apóia-se na sabedoria que já detém, pois lhe serve como matéria-prima nesse processo. Quanto mais uma pessoa aprende, mais aumentam as suas necessidades de aprendizagem e sua capacidade de adquirir novos conhecimentos. Não podemos mais pensar em pessoas formadas. Todos nós estamos em formação ao longo de toda a vida. Aprender, portanto, é uma exigência que nos acompanha do início ao fim de nossa existência. Quanto mais conhecimentos adquirimos, mais aumenta a nossa área de contato com o desconhecido e, assim, cada vez mais ampliam-se as nossas necessidades de aprendizagem. Aprender é crescer. E nenhum tempo é inadequado para isso. Artigo extraído do livro Educação - Antonio Carlos G. Silva
Um sinal de contradição - Hoje, nota-se uma aversão a Cristo e à Igreja Católica
“Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz” (João 18,37). Jesus veio ao mundo para salvá-lo, ensinando a verdade de Deus, que nos liberta e salva; por isso Ele é “sinal de contradição”. Quando os pais O levaram para apresentá-lo no Templo de Jerusalém, o velho Simeão profetizou: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e como um sinal de contradição, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações” (Lucas 2, 34-35). Toda a vida de Cristo foi um constante sinal de contradição. Veio ao mundo como Rei, mas nasceu numa manjedoura pobre, fria e austera. Foi acolhido pelos pobres pastores e logo perseguido pelo rei Herodes. Dono do mundo, teve de deixar a terra natal e foi exilar-se no Egito para fugir da morte. Hoje se nota uma aversão a Cristo e à Igreja Católica porque ela é fiel a Ele e aos ensinamentos do Senhor. Especialmente nas universidades se nota uma repulsa à Igreja Católica e às verdades que ela ensina; e procura-se a todo custo – com muita mentira e maldade – mostrar aos jovens que ela é obscurantista, como se fosse contra a ciência, destacando-se os erros dos filhos da Igreja sem mostrar a beleza de tudo quanto esta fez e faz pelo mundo. Há no Ocidente hoje uma verdadeira cristofobia. O Papa Bento XVI, desde o início do seu pontificado, tem condenado o que chama de “ditadura do relativismo”, corrente que quer proibir as pessoas de serem e pensarem diferente do que se chama hoje de “politicamente correto” (ser a favor do aborto, eutanásia, cultura marxista, casamento de homossexuais, coabitação livre, manipulação de embriões, útero de aluguel, inseminação artificial, sexo livre, camisinha, contracepção, etc.). Dessa forma, vai se formando uma mentalidade, uma cultura social, no sentido de fazer, inclusive os cristãos, acharem “normal” essas imoralidades. Começamos a ver jovens e adultos cristãos acharem que a Igreja está “exagerando em suas exigências” e que é preciso ser mais tolerante… É bom lembrar que Jesus amava o pecador, mas era intolerante com o pecado. “Vai e não peques mais”, exorta-nos o Mestre. Um sinal forte dessa cristofobia é o ataque como nunca se viu antes aos símbolos católicos. Temos visto livros, artigos, peças de teatro e filmes agressivos e blasfematórios contra a Igreja, contra Jesus Cristo e o sagrado. Prega-se o ateísmo como se fosse ciência, e tenta-se reduzir a religião e a teologia a meras crendices de ignorantes. Por outro lado, as seitas orientais e cristãs se espalham no Ocidente como uma mancha de óleo no mar. Mas o pior de tudo é que esse pernicioso relativismo religioso e moral atingiu também a Igreja; contesta-se a palavra do Papa dentro dos seminários e universidades católicas; desobedece-se ostensivamente ao Magistério da Igreja, volta-se contra os seus ensinamentos morais e doutrinários. Segmentos agressivos dentro da Igreja exigem mudar aquilo que há dois mil anos a Igreja vive e não muda, por determinação de Cristo e dos Apóstolos, como o sacerdócio para mulheres. Essa insistência descabida, partindo de dentro da própria Igreja, contra o que ensina a sua sagrada Tradição, perturba a sua caminhada. A Igreja quer apenas ser fiel a seu Senhor.
Renovados pelo Espírito - Conhece-se uma árvore pelos frutos, e não pela casca
“Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele” (Romanos 8,9). Se quero ser de Jesus, preciso ser conduzido pelo Espírito de Jesus, que é o Espírito Santo: Aquele que gerou Jesus no seio de Maria e conduziu toda Sua vida e que o mesmo Jesus nos deu na cruz, segundo São João, quando Sangue e Água saem do Seu coração. Aquele que Ele soprou sobre os discípulos no dia da ressurreição, num domingo de manhã, quando o Espírito caiu em Pentecostes, é esse mesmo Espírito que foi derramado. “Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos, também dará vida a vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós” (Romanos 8,11). Nem quando caímos no pior pecado o Espírito Santo nos abandona. O terrível do pecado é que não foi só na cruz que Jesus se fez pecado por nós. Cada vez que pecamos, levamos o Espírito Santo e Jesus. Uma vez que comungamos, como receptáculos da Trindade, levamos o Espírito Santo, Jesus e o Pai a pecar. Quem se deixa conduzir pelo Espírito produz os frutos do Espírito. Assim, é muito fácil para as pessoas com quem convivemos perceberem se somos ou não batizados no Espírito Santo. É pelos frutos que vemos se uma pessoa é batizada no Espírito Santo. Conhece-se uma árvore pelos frutos, e não pela casca. Então, quais frutos que estamos deixando o Espírito Santo produzir na nossa vida? Aqueles que acolhem o Espírito produzem os frutos do acolhimento, enquanto aqueles que resistem ao Espírito produzem os frutos da resistência. Nosso serviço, nossa vida, realiza-se conforme a renovação do Espírito, e não mais sob a autoridade envelhecida da letra. Renovação não é inovação, não é estar em busca de novidades e nunca estar satisfeito. Renovação é descobrir, a cada dia, esse novo que há em mim, é restaurar. E restaurar é dar novo vigor baseado no modelo original, o de Jesus Cristo e Maria Santíssima. Para restaurar uma obra de arte é preciso conhecer o artista que realizou o trabalho. Jesus e o único ser entre nós que conhece o coração do Pai. Quando deixamos de lado o pecado e buscamos as coisas do alto (Col 3, 8), ocorre um processo de restauração, à imagem daquele que nos criou. Se quisermos ser felizes, também temos que ser cheios dessa graça. (Artigo extraído do livro “Renovados pelo Espírito Santo”) - Pe. Leo - SCJ
Quando devemos rezar? Nós precisamos rezar sempre: quando estamos alegres, quando estamos tristes, trabalhando, brincando, parados, andando, correndo, fazendo compras ou qualquer outra coisa; oremos incessantemente. Talvez você se pergunte: Mas que novidade tem nisso? É por ser algo tão simples que precisamos lembrar sempre, porque corremos o risco de nos esquecer disso e de querer fazer tudo sozinhos; de contar somente com as nossas próprias forças. Jesus quer participar da nossa vida em todos os momentos, dos mais simples aos mais complexos, porque Ele é a nossa verdadeira força. “Porque sem mim nada podeis fazer” (João 15,5c). Quando rezamos, tudo se torna possível e todas as portas se abrem. Mesmo que hoje estejamos numa “fornalha ardente”, lancemos um grito ao Senhor, porque Ele vai enviar um anjo para nos socorrer, como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou seu anjo e fechou a boca dos leões; os leões não me fizeram mal, porque, na presença dEle foi provada a minha inocência” (Daniel 6,22-23ss). Quando andamos sempre com o Senhor, Ele nos livra do mal e nos exalta na presença dos nossos inimigos. Permaneçamos no Senhor em todos os momentos ao longo de todo este dia. Somente n’Ele alcançamos a vitória em nossa vida. Jesus, eu confio em Vós!
Naquele tempo, Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas: “Um homem plantou uma vinha, cercou-a, fez um lagar e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha a alguns agricultores, e viajou para longe. Na época da colheita, ele mandou um empregado aos agricultores para receber a sua parte dos frutos da vinha. Mas os agricultores pegaram no empregado, bateram nele, e o mandaram de volta sem nada. Então o dono da vinha mandou de novo mais um empregado. Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram. Então o dono mandou ainda mais outro, e eles o mataram. Trataram da mesma maneira muitos outros, batendo em uns e matando outros. Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido. Por último, ele mandou o filho até aos agricultores, pensando: ‘Eles respeitarão meu filho’. Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros: ‘Esse é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa. Então agarraram o filho, o mataram, e o jogaram fora da vinha. Que fará o dono da vinha? Ele virá, destruirá os agricultores, e entregará a vinha a outros. Por acaso, não lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores deixaram de lado, tornou-se a pedra mais importante; isso foi feito pelo Senhor e é admirável aos nossos olhos’?” Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus, pois compreenderam que havia contado a parábola para eles. Porém, ficaram com medo da multidão e, por isso, deixaram Jesus e foram-se embora. Palavra da Salvação.
Mesmo que a decisão seja só nossa, podemos ser ajudados. Perdas a ganhos se entrelaçam na arte de viver. A cada dia surgem novas descobertas e sempre deparamos com a oportunidade de nos decidirmos por algo. Tomar uma decisão nunca foi fácil, afinal, decidir implica escolher e escolher uma coisa é inevitavelmente abrir mão de outra.
O fato é que, alguma vez na vida, todos nós tivemos que tomar uma decisão e é preciso como nós diz Santa Madre Teresa de Jesus: Decisão decidida, determinada determinação. E costumo acrescentar Posicionando-se, posicionadamente.
E como é necessário olhar para esta dimensão de nosso posicionamento , para que as nossas convicções não parem diante de nossas conveniências e sim vivamos a verdade do Evangelho.
Fico pensando o que seria de mim se não tivesse tomado cada decisão, e recordo-me, com gratidão, das pessoas que me ajudaram a dar os passos necessários.
Acredito que diante das situações, quase sempre tensas, nas quais precisamos nos decidir por algo, a primeira atitude que devemos tomar é pedir ajuda a quem nos ama; de preferência que essa pessoa não esteja envolvida no caso. Mesmo que a decisão seja só nossa, podemos ser ajudados no sentido de avaliar bem “os dois lados da moeda”. É que quando a situação nos pressiona a nos decidirmos, corremos o sério risco de agirmos guiados por sentimentos, pela razão ou por impulsos.
A pressa também pode ser nossa inimiga nessa hora; então, calma! Esperar um momento, deixar a poeira baixar pode ser muito proveitoso. Dizem que depois de uma noite de sono muita coisa pode mudar.
Mas, atenção! Também não podemos deixar passar a hora da graça e nos acostumarmos à falta de decisão, e ao começar a conviver com o problema adiar o momento de agir. Atitudes assim corroem o coração, ofuscam o brilho da vida, roubam os sonhos e enfraquecem a vontade. É preciso coragem para dar os passos certos na hora certa!
Hoje, talvez seja o dia de uma grande decisão em sua vida! Portanto, não tenha medo de dar os passos que devem ser dados. Partilhe isso com alguém de sua confiança e tenha a coragem de passar pelo processo necessário da mudança. Pode ser mais fácil do que você imagina, mas só o saberá agindo.
Deuteronômio 31,6
Com minha pobre benção Pe. Emílio Carlos Mancini. +
Como um jovem que anseia pela verdade, estive buscando em Deus, por meio da oração nesses últimos dias, qual seria o sentido do sofrimento humano, contra o qual tantas vezes quis lutar e eliminar da minha vida. Dessa vez, porém, fui tomado por uma grande alegria pelo novo olhar que o Senhor me deu sobre esse assunto. Quero compartilhar com vocês, jovens, esse novo olhar. Outro dia fiquei bastante impressionado ao assistir a um documentário na televisão sobre os tradicionais circos chineses, no cuidado de preservar com fidelidade sua cultura milenar, através do ensino fidedigno das técnicas e números que são apresentados nos espetáculos.
Crianças, cujos pais ou elas mesmas decidem seguir a carreira circense, entram em escolas de circo e passam por uma educação rigorosa, acordando cedo, dedicando-se intensamente ao treino, aos exercícios, tudo com muita disciplina e obediência.
O que mais me impressionou, no entanto, não foi ver crianças de 5 anos com essa disciplina toda, mas a imagem (que a televisão mostrou) de uma dessas crianças fazendo um exercício muito doloroso de alongamento da musculatura das pernas. A criança, literalmente, chorava de dor! Dentro de mim, o primeiro grito que ecoou foi: “Crueldade! Que absurdo!”. Logo em seguida, a reportagem mostrou a mesma criança do exercício “absurdo” sendo entrevistada entre muitos sorrisos, risadas e alegria. Ela deu o seu depoimento de que o alongamento doía muito, mas que não se comparava ao tamanho do amor que ela tem pelo circo, portanto, não desistiria dele.
O documentário continuou mostrando, inclusive, que algumas crianças são mandadas de volta para a casa de seus pais (as crianças moram na escola e se submetem a seqüenciais processos de seleção), caso não alcancem o desempenho ou disciplina necessários. Outras, porém, como valentes guerreiros, se decidem por viver o dia-a-dia do circo, mesmo diante daquele notável sofrimento humano, porque gostam realmente da escola, dos professores, dos amigos, da alegria que levam ao público... Nesse lugar, diferente do que nós poderíamos imaginar (pela mentalidade ocidental predominante), o principal objetivo não é o dinheiro nem o sucesso.
A lembrança desse documentário me veio durante a oração juntamente à lembrança da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. A imagem de Jesus Ressuscitado, sorridente e sempre com as marcas das chagas gloriosas evidentes em seu Corpo, foi a que prevaleceu em meu pensamento. Eu utilizava um trecho do livro Tecendo o Fio de Ouro1 como um “pontapé” para a minha oração pessoal. E, foi através dele que o Senhor suscitou a resposta para o meu questionamento sobre o sentido do sofrimento humano. O documentário do qual me referi ganhou também um novo sentido depois dessa leitura. Descobri que, na Paixão e Ressurreição de Cristo e no fato de Ele ser sempre e totalmente Amor, Jesus mesmo deu sentido ao sofrimento de sua Paixão-Morte, bem como a todo o sofrimento humano.
Na Sabedoria do Pai, Jesus morreu e ressuscitou para nos redimir de todo sofrimento (que teve início no pecado original). “REDIMIR”, porém, não significa “eliminar”, como eu mesmo pensava sem consultar o dicionário, mas significa “LIBERTAR”. O sofrimento humano não deixou de existir (isso é evidente na minha e na sua vida!), mas perdeu a autoridade de nos escravizar. Jesus Cristo, em sua Morte e Ressurreição, “elevou o sofrimento à ordem do amor”2. Ele nos LIBERTOU! Por Jesus Cristo e com o auxílio da nossa vontade e inteligência, não somos mais escravos do sofrimento, mas fazemos dele um instrumento para amar. Jesus nos mostra o caminho! “Vencemos o sofrimento lutando contra nós mesmos, e não contra ele! Lutamos contra nós mesmos, e não contra quem nos faz sofrer”3. Não foi isso que Jesus mesmo fez? Lutou, em sua condição humana, contra os anseios da própria carne, que não queria sofrer, mas, por amor, assumiu o peso dos nossos pecados e morreu por nós. Ele também nos diz: “Ninguém me tira a vida, eu a dou livremente” (Jo 10,18). É isso! O sentido do sofrimento está no Amor! Independente da dimensão de nosso sofrimento (injustiça, doença, pobreza, corrupção...), nós podemos sofrer por amor a Deus, ao próximo (nossos familiares, amigos, colegas, jovens de nossa cidade/país/mundo, os pobres, os discriminados, etc.) e a nós mesmos. Jesus Cristo, Nosso Senhor, já fez isso por amor a nós. E, como foi grande o seu sofrimento, conhecido como o pior tipo de morte que se poderia ter naquele tempo! Muitos de nós, jovens do terceiro milênio, não fomos educados para sofrermos por amor, para vencer a nós mesmos, nem para nos expormos por amor a alguém. Fomos educados para vencermos os outros, competirmos, termos prestígio, poder e ser egoísta. Fomos poupados por nossos pais, de todas as formas, do sofrimento, como se ele fosse, por si só, o motivo de toda infelicidade. É preciso descobrir como Teresa de Calcutá, “que para ser amor tem que doer...” E que Cristo já nos redimiu, meu chapa!
Por:Marco Dias - Missionário da Comunidade Católia Shalom
Quando você tentou tudo e ainda assim fracassou...A+A-Um jovem rico procurou o Filho de um carpinteiro, que não vinha da capital judaica, mas sim, da província do norte da Galiléia, que era muito pobre. Esse jovem perguntou a Jesus: “Mestre, o que devo fazer para ter a vida eterna?” O que significa a felicidade, a paz. Centenas de jovens vão todos os meses da Europa para a Índia. E se você perguntar por que eles estão deixando os países deles para uma terra de tantos miseráveis e desconfortos, eles dirão: “Viemos aqui em busca da paz e da felicidade. Diga-nos aonde devemos ir. Queremos ir a uma casa de retiros dos hindus. Diga-nos a que guru devemos procurar”. Era exatamente isso que aquele jovem rico pedia a Jesus. Vocês sabem muito bem a resposta. Vocês acreditam na doutrina católica. O jovem rapaz declarou ao Senhor que desde que se lembrava havia tentado ser bastante religioso, acreditava em toda a doutrina da religião e ainda assim era infeliz. Isso é o que muitas pessoas dizem no dia de hoje: “Eu tentei tudo e ainda não sou feliz. Ainda busco a felicidade no meu coração”. E apesar de todo o esforço daquele jovem para ser bom e religioso, ele ainda era infeliz. Diz a Palavra: “Jesus o amou”. Por quê? Por causa da humildade, por ele ter dito que precisava de Deus na vida dele. Pois ainda não conseguia encontrar a paz em seu coração. Nós encontramos muitas pessoas como esse rapaz rico que dizem: “Padre, apesar de ter uma casa muito bonita, carro, tudo que o mundo pode oferecer, ainda assim sou muito infeliz”. E Cristo disse para aquele jovem rico: “Você tentou tudo e ainda assim fracassou. Mas há apenas uma coisa que você precisa fazer: Venda tudo o que você tem e siga-me”. Ou seja, o Senhor afirmou ao jovem: “Largue isso, porque isso se constitui num obstáculo para uma vida feliz e em paz”. Ou “Há alguma coisa que está tomando o lugar de Deus na sua vida”. o caso daquele rapaz era seu apego às riquezas. Em nosso caso, pode ser um amigo, que é mais importante para nós do que nossa família; pode ser nosso trabalho, que é mais importante para nós do que ficar em casa. Há na vida de cada um de nós alguma coisa que nos está bloqueando de chegar mais perto de Deus. Essa coisa que está tomando o lugar do Altíssimo no centro da nossa vida. Jesus não disse ao jovem que ele tinha uma vida ruim, mas talvez não tinha um bom sistema de valores, visto que criaturas estavam tomando o lugar do Criador na vida dele. É isso que Santo Agostinho dizia: “Oh, Deus, quão maravilhoso Tu és e eu me voltei para criaturas que se tornaram mais importantes do que o Senhor, Deus Todo-poderoso”. Todas as pessoas que vieram até Jesus buscando a felicidade, uma nova vida, Jesus não disse: “Você tem de acreditar nessas doutrinas aqui”. O que Jesus fala? “Siga-me”. O Cristianismo não é só uma questão de obedecer a mandamentos, cumprir uma doutrina, mas seguir uma Pessoa, seguir Jesus Cristo. E acima de tudo: fazer d’Ele o centro da nossa vida. Não há limite para Deus fazer na sua vida, basta reconhecer Jesus como único líder religioso do mundo, o qual afirmou: "Eu sou a única verdade, o único caminho, a única vida". Amém! Por:Padre Rufus Pereira
Naquele tempo, Pedro virou-se e viu atrás de si aquele outro discípulo que Jesus amava, o mesmo que se reclinara sobre o peito de Jesus durante a ceia e lhe perguntara: “Senhor, quem é que te vai entregar?” Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus: “Senhor, o que vai ser deste?” Jesus respondeu: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa isso? Tu, segue-me!” Então, correu entre os discípulos a notícia de que aquele discípulo não morreria. Jesus não disse que ele não morreria, mas apenas: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?” Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos. Palavra da Salvação.
Quando eles acabaram de comer, Jesus perguntou a Simão Pedro: - Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros me amam? - Sim, o senhor sabe que eu o amo, Senhor! - respondeu ele. Então Jesus lhe disse: - Tome conta das minhas ovelhas! E perguntou pela segunda vez: - Simão, filho de João, você me ama? Pedro respondeu: - Sim, o senhor sabe que eu o amo, Senhor! E Jesus lhe disse outra vez: - Tome conta das minhas ovelhas! E perguntou pela terceira vez: - Simão, filho de João, você me ama? Então Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado três vezes: "Você me ama?" E respondeu: - O senhor sabe tudo e sabe que eu o amo, Senhor! E Jesus ordenou: - Tome conta das minhas ovelhas. Quando você era moço, você se aprontava e ia para onde queria. Mas eu afirmo a você que isto é verdade: quando for velho, você estenderá as mãos, alguém vai amarrá-las e o levará para onde você não vai querer ir. Ao dizer isso, Jesus estava dando a entender de que modo Pedro ia morrer e assim fazer com que Deus fosse louvado. Então Jesus disse a Pedro: - Venha comigo!
LEITURA ORANTE Preparo-me para a Leitura rezando ao Espírito: Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me. Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.
1. Leitura (Verdade): O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto do dia: Jo 21,15-19, e observo pessoas, palavras, relações, lugares. Pedro, o discípulo escolhido para liderar a Igreja proclama publicamente seu amor a Jesus. Só um amor a toda prova a Jesus permitiria a Pedro testemunhar e anunciar o Reino que é serviço e amor.
2. Meditação (Caminho): O que o texto diz para mim, hoje? Posso me questionar se amo verdadeiramente o Senhor. Sem outras intenções, como status, reconhecimento, sucesso...
3.Oração (Vida): O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo: Espírito vivificador, a ti consagro o meu coração: aumenta em mim o amor a Jesus, Vida da minha vida. Faze-me sentir filho amado do Pai. Amém.
4.Contemplação (Vida e Missão): Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Como vou vivê-lo na missão? Meu novo olhar é buscar, sempre que possível, "o contato ecumênico que favorece a estima recíproca, convoca à escuta comum da palavra de Deus e chama à conversão aqueles que se declaram discípulos e missionários de Jesus Cristo" (DA 232).
Supera a morte, supera a doença, supera a dor, as indiferenças. Quer sempre o bem, cobranças sequer tem, pois somente doa-se a alguém.
Não tem a quem temer, porque foi criado por divina excelência.
É supremo e quer dar a todos seu devido valor
Havia na terra de Hus, um homem chamado Jó integro reto, que temia a Deus e fugia de mal. Tinha sete filhos e três filhas, possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentos jumentos. Era um homem muito bom que tinha tudo na vida e era o mais considerado entre todos de Oriente.
Deus alegrava-se com Jó por todo o seu temor e sua devoção, mas o inimigo (Satanás) disse a Deus: também, Jó tem tudo na vida, quero ver se ele perde o que tem, se ainda continuará te servindo? E Deus disse: pois bem! Tudo o que ele tem está em teu poder, mas não toque nele. E assim foi inimigo tirou tudo de Jó, seus bens, seu rebanho e até seus filhos; mas Jó continuou bendizendo a Deus. “ nu sai do ventre de minha mãe, nu voltarei.” O Senhor deu, o Senhor tirou. Bendito seja o nome do Senhor.
Deus mais uma vez se alegrou de seu servo Jó, mas o inimigo mais uma vez diz: também nem trisquei nele, então Deus disse: tudo bem, faça o que quiser só não tire a sua vida. O inimigo retirou-se da presença do Senhor e feriu Jó com uma lepra maligna desde a planta dos pés até o alto da cabeça. Sua mulher ainda dizia: Esse é o teu Deus? Amaldiçoa ele! Ele te tirou tudo e agora estas assim prestes a morrer.
Mas Jó continuou bendizendo o Senhor, Jó suportou tudo por amor ao Senhor, e resistiu por que havia um amor incondicional de seu coração pelo Senhor. Depois Jó viveu ainda muitos anos, e o Senhor o abençoou mais do que da primeira vez, duplicando-lhe todos os seus bens dando-lhe mais sete filhos e três filhas. Jó superou tudo por amor a Deus, na saúde, na doença, na alegria e na tristeza. É preciso experimentarmos esse amor.
Prove desse amor porque Deus é amor e o amor de Deus supera tudo.
Nas lutas diárias da vida, lembre-se de que tudo tem um tempo próprio para se realizar. A árvore mais alta do mundo, um dia foi semente. O mar gigantesco é formado por pequenos rios que despejam suas águas em um encontro marcado. E a hora do relógio é formada por segundos que se juntam para formar o minuto. A casa mais bela e rica, um dia foi apenas projeto.
Assim, tudo segue um cronograma e na Lei Divina, nada segue aos pulos ou com privilégios, tudo é pura justiça. Sabendo que o mundo é construído por etapas, que tudo está em seu devido lugar e no devido momento certo, não abandone seus sonhos, não desista de lutar pelo seu crescimento. Refaça seus planos se for preciso , ajuste-o ao momento atual e se agarre com Deus.
Acredite na sua força e tenha certeza: você nunca está sozinho. Em nenhum momento os anjos te abandonaram, talvez você não tenha deixado eles se aproximarem, mas eles sempre estão perto de você.
Não se assuste com as atitudes das pessoas que te cercam, nem sempre elas estão no seu melhor dia, e todos nós temos o direito de estarmos chateados ou até tristes e sem vontade de falar com ninguém. Isso é passageiro, amanhã o sol volta a brilhar.
Portanto, precisamos respeitar cada indivíduo que existe, não crie expectativas com a vida dos outros, você acaba se machucando e fazendo com que as pessoas se sintam responsáveis por atitudes que só você esperava, que você sequer comunicou a pessoa interessada, apenas desejou em seu íntimo.
Tudo Tem Seu Tempo! E o seu tempo de plantar é todos os dias, é a cada minuto, pense bem! Semeie amor, distribua sementes de carinho e em breve você irá ter a maior colheita de felicidade que um ser humano pode ter. Nada supera o Amor.
NADA NA VIDA SUPERA O AMOR!
Paz e muito bem e que o amor seja presença constante em sua vida.
Claudio Silva Borges Paróquia Santuário Nossa Senhora da Paz e Comunidade de vivência igreja São José do Tabor - São Paulo - SP
Três princípios contra as tribulações - Não há problema que seja maior que Deus
Diante das tribulações e sofrimentos os cristãos precisam ter três princípios espirituais.
Primeira lei espiritual: "Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus". Quando você luta contra a tribulação você não vai desanimar nem se afastar de Deus (cf. Rom 8, 28s). Segundo o propósito de Deus as coisas acontecem em minha vida, não segundo os meus planos e meu querer. É preciso esperar no Senhor, esperar com “esperança”, com confiança. Muitos esperam desconfiando do Senhor e essa não é a maneira certa.
Se nós somos pessoas de fé, mesmo que pareça difícil, acreditamos que Deus cuida de nós. Não há problema que possa ser maior que o Todo-poderoso. Aos olhos do Senhor nós fomos feitos sem defeito, sem manchas, bonitos. "Tudo concorre para o bem de quem ama a Deus" (II Cor, 4 – 16-18). Cristão não desfalece, não perde o ânimo. Quando vivemos muitas pressões o nosso homem exterior não aguenta tanta pressão, mas se estamos bem interiormente, mesmo na dor, aguentamos. O nosso interior não pode ser cheio de coisas velhas, de ressentimentos. Mas, deve ser repleto do Espírito Santo. Não durma guardando ressentimento de alguém, mas ore por quem o feriu e seu coração será livre.
Segunda lei espiritual: "Nossa tribulação é momentânea e ligeira". Os sofrimentos, por mais duros que sejam, vão passar. Se você quer receber a glória de Deus, saiba que Ele o está adestrando para você suportar. Quando você sair de um sofrimento você sairá bem melhor, Deus lhe dará o melhor se aguentar com fé. Se você quer receber a glória de Deus, saiba que Ele o está adestrando para você aguentar.
Terceira lei espiritual: "Nos gloriamos das tribulações", São Paulo dizia que se via cheio de glória até na tribulação. Nós podemos ver de duas formas: "Ver problema onde tem bênção" ou "Ver bênção onde tem problema". Que tipo de pessoa você é? Benditas sejam as provações, cada tribulação nos vale muito a pena, pois através dela o Altíssimo nos mostra o que Ele quer para nós. O poder de Deus nos liberta do homem velho que exige sempre os seus direitos.
É bom ter pessoas que digam que nos amam, mas só nos ajudam a crescer pessoas que pegam em nosso pé, que quebram o nosso orgulho. Ajudamos mais quando fazemos o outro a sair de si e dando o melhor do que apontando seus defeitos. Quem se reveste da glória de Deus na tribulação consegue superar as dificuldades. Até as pessoas ao seu redor vão ficar felizes, verão o seu testemunho. Abraão foi um homem de fé e não vacilou, ele estava convencido de que Deus é fiel. Esteja convencido de que o Senhor é fiel e poderoso para cumprir o que prometeu. Ele nos deu Suas promessas, tem muita coisa boa para mostrar, mas Ele se revela por meio dos sofrimentos, por isso não amaldiçoe seus problemas, pois não há dificuldade e perseguição que Deus não possa reverter em bênção.
Dê oportunidade para o Todo-poderoso abençoá-lo hoje, diante do problema não olhe para a sua fraqueza, mas para a grandeza de Deus. O único que vai permanecer é o Deus fiel e poderoso! Agarre-se nesta palavra que o Senhor lhe deu hoje. Deus é fiel e poderoso e levará até o fim a obra que Ele começou.
Tendemos a um discurso do sofrimento pelo sofrimento, que às vezes, e com razão, é apelidado de masoquismo. Há algumas correntes de espiritualidade que atravessam a história da Igreja e que talvez ainda subsistam, que valorizam o sofrimento em si mesmo.
Mas o sofrimento em si é um mal, que pode ser oportunidade de algumas coisas boas. O sofrimento não é pascal em si mesmo.
Precisamos de reformular a nossa linguagem e perceber que o sofrimento tem um potencial pascal.
No entanto, para que este potencial pascal atue e seja transformador, é preciso evangelizar a vivência cristã do sofrimento e, tendo Jesus Cristo como exemplo, ver o modo como ele viveu o sofrimento. Jesus Cristo lutou contra tudo o que foi sofrimento e aceitou o inevitável, transformando-o em esperança e amor.
Esta é a espiritualidade do sofrimento que devemos saber viver e apresentar.
Na exercitação de uma espiritualidade do acolher o sofrimento como expiação e alma reparadora é isto que nos é proposto como renúncia e penitência, para desenvolver capacidades interiores que nos tornam incapazes de percorrer este caminho.
O sofrimento tem respostas ou é caminho?
Não podemos pensar que a fé oferece uma resposta óbvia. Quem assim o pretender, aumenta apenas o sofrimento. A fé oferece um caminho para atravessar a experiência do sofrimento. Mas oferece enquanto caminho, não como resposta adquirida.
Jesus na cruz pergunta «meu Deus, onde estás? Porque me abandonaste?» Ele percorre o caminho, não o ilude.
É este o caminho que precisamos percorrer. Partir da experiência do sofrimento que nos faz perguntar por Deus, e também por nós próprios, pela nossa verdadeira identidade, de forma a tornarmo-nos mais conscientes sobre quem somos, da nossa insuficiência e da necessidade que temos de Deus, e nos faz chegar ao fim e dizer «entrego o meu espírito, tudo está consumado». Mas isto é um trajeto não é uma resposta óbvia.
E que podem fazer o mundo, o demônio e seus servidores contra quem atingiu o amor sem medida pelo sofrimento?
Nada! Eles apenas nos fornecem a ocasião para provarmos nossa virtude. Realmente, a virtude é posta à prova pelo que lhe é contrário. A pessoa deve até alegrar-se e rejubilar-se, deve procurar sofrer sempre com Cristo crucificado, deve aniquilar-se por Ele, deve humilhar-se. Deve deleitar-se na dor e na Cruz. E ao desejar o sofrimento, encontrará alegria. Mas se procurar a alegria, achará a dor.
O próprio Jesus, no seu sofrimento redentor, se tornou, num certo sentido, partícipe de todos os sofrimentos humanos" (Salv. Dol., 20). Ele "está presente em quem sofre, pois o seu sofrimento salvífico foi aberto de uma vez para sempre a todo sofrimento humano" (Salv. Dol. 30). A vida inteira de Jesus está marcada pela dor e o sofrimento que, a partir dele, podemos chamar, também e com maior propriedade, de cruz. A cruz de Jesus não apareceu só na Via Sacra daquela última Sexta-feira, antes da Páscoa da ressurreição. Ele assumiu a cruz já na hora da encarnação, início de sua Paixão, quando incorporou a condição humana, embora sendo divino (cf. Filp 2, 5-13), com todos os seus valores e limitações. Na verdade, sua vinda não teria nenhum sentido ou razão se na sua vida não aparecesse a cruz e a ressurreição. Os Apóstolos, seus companheiros de caminhada, depois da ressurreição, entenderam o porque da cruz e também da encarnação e de todos os seus fatos e ditos.Tudo, nele e por ele, termina sendo obra de amor, ou melhor, obra do Amor.
Espiritualidade da cruz
A cruz não é apenas símbolo da dor humana. Às vezes, tem sido usada para induzir os humanos à resignação e passividade diante da dor e do sofrimento, e ainda como pretexto para certas formas de repressão.
E, onde fica Jesus, o Crucificado, na hora destas interpretações? Na Quaresma de tantas Vias Sacras, a cruz nem sempre representa o acontecimento histórico da morte de Jesus, mas sim o símbolo da troca: o inocente Jesus paga pela humanidade pecadora e incapaz de saldar sua dívida, apesar da penitência, das esmolas, do jejum e das abstinências, contraídas com o Deus Pai misericordioso e Juiz tenebroso ao mesmo tempo. Se fosse verdade, como entender as opções e ações de Jesus em favor dos pobres e pequenos, das mulheres e das crianças, dos doentes e pecadores, dos desprezados e excluídos?
Não basta caminhar só com o símbolo da cruz. É preciso caminhar com o Crucificado. Pois a cruz foi e é conseqüência dos conflitos provocados pelas opções, pregações e ações desse Jesus de Nazaré, que com a sua vida manifestou o modo de ser de Deus e incomodou os interesses religiosos, econômicos e políticos dos dirigentes do seu povo. Também não adianta querer abraçar o Cristo ressuscitado isolado e abstrato, sem referência ao Jesus verdadeiro, vivo e Crucificado. Na cruz de Jesus, Deus opta pelos pobres, aflitos, órfãos, pecadores e deserdados da terra e denuncia todos os que fundamentam sua prosperidade ou sua superioridade no desprezo, discriminação ou exploração dos outros. A cruz de Jesus se torna, então, meio ou instrumento de consolação e solidariedade libertadora para os sofredores, e caminho obrigatório para todo e qualquer opressor, discriminador ou explorador que queira encontrar sentido libertador à própria dor, ao sofrimento e à morte.
O "Servo Sofredor", o Crucificado, está vivo e ilumina o caminho para enfrentar e vencer a dor e a morte.
Entendida assim, a imagem do Crucificado deixa de ser aprovação do sofrimento e se torna luta rebelde contra ele. A espiritualidade da cruz nos deve levar a uma verdadeira Páscoa, ou passagem de uma atitude negativa, pessimista e sofredora diante da vida e da morte para uma atitude positiva, alegre e esperançosa. Pois só tem real capacidade de enfrentar a dor e a morte quem tem a capacidade de alegrar-se e gozar profundamente.
A cruz nos é apresentada como contrária á alegria e não como um caminho, um meio como foi parra o próprio Jesus Cristo. Quando se fala de cruz, muitas pessoas a reduzem a um mero objeto. Mas quando falamos da cruz, incluímos necessariamente o Crucificado. Por isso, o seguimento de Jesus e o compromisso cristão se identificam com o “tomar a cruz” (Mt 10,38). Esta afirmação de Jesus não é resignada, nem passiva, mas consciente e dinâmica. Tomar a cruz significa caminhar para transformá-la.
Não basta, porém, somente carregar a cruz. A novidade cristã é carregá-la com Cristo. “Carregar a cruz”, contudo, não representa uma aceitação estóica, mas atitude daquele que leva o compromisso até as últimas conseqüências. “Tendo amado os seus, amou-os até o fim” (Jo 13,1). Essa cruz carregada por amor transforma o sofrimento.
É a opção positiva de homens e mulheres de fé, que acreditam e podem realizar, quer dizer: o que chamamos cruz é a conseqüência de uma opção de vida, pela vida do outro, muitas vezes explorado, marginalizado, perseguido e morto.
Todo o cristão é convidado a fazer a descoberta da “verdadeira alegria”, que não pode ser confundida como uma mera satisfação pessoal, de gosto particular. Mas, a verdadeira alegria, por mais estanho que pareça, tem a forma de cruz e a cruz que nasce do amor que se sacrifica para o bem e a felicidade dos outros. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15,13).
São Francisco fez uma forte experiência de encontrar alegria até mesmo no sofrimento causado por outras pessoas, ele aprendeu do apóstolo Paulo: “Quanto a mim, que eu me glorie (alegre), a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Cf. Gal 6,14).
Compreendemos melhor isso quando lendo a perfeita alegria, descrita em Fioretti 8, num diálogo amigo e fraterno Francisco explica ao seu confrade Frei Leão o que é a perfeita alegria. Percebemos a grande espiritualidade brotada da experiência de Cristo que Francisco fez. Essa lição, esse legado ele deixou para todos nós.
“Certa vez, indo Francisco com Frei Leão de Perúgia a Santa Maria dos Anjos, em dia frio e chuvoso de inverno, Francisco perguntou ao seu companheiro e irmão em que consistia para ele, sentir a perfeita alegria. Seria então dar exemplo de santidade e de boa edificação, curar os cegos, endireitar o encurvado, expulsar os demônios, restituir aos surdos o ouvido, aos coxos o andar e aos mudos a fala, ressuscitar os mortos, saber falar todas as línguas e ter o conhecimento de todas as ciências, e de todas as Escrituras? Nisto, com certeza, não consistia a verdadeira alegria. Porém, continuou Francisco: "Mas se ao chegarmos à Santa Maria cheios de frio e de fome e muitos cansados e se batêssemos à porta e fôssemos mandados embora, insultados e nós não nos perturbássemos com a injúria recebida e nos mantivéssemos alegres, pacientes e cheios de amor, nisso sim consiste a verdadeira alegria. E se continuássemos batendo e o porteiro nos maltratasse e nos batesse, se suportarmos tantos males, tantas injúrias e açoites, pensando que devemos carregar as penas do Cristo bendito, aí está a perfeita alegria”.
A perfeita alegria não é masoquismo, mas consiste na serenidade em todos os momentos da vida, inclusive nos sofrimentos e saber tirar dos momentos de dor uma lição de vida para o crescimento pessoal e para a vida de fé. Mas, para se chegar a perfeita alegria é preciso lutar contra o egoísmo, o orgulho. Quem vive somente para realizar seus projetos e sonhos pessoais sem se importar com os dos outros, com a vida do próximo, do irmão, não poderá experimentar a verdadeira alegria, que é servir e amar. “Deus ama quem dá com alegria” (2 Cor 9,7). E mais ainda: “Quem quiser ser o primeiro seja o último e seja aquele que serve a todos” (Mc 9,35). A perfeita alegria é um dom de Deus, proveniente da nossa união com Ele. É esta a única forma de chegarmos á perfeição da caridade e a perfeita alegria.
O Papa João Paulo II afirmava: “O homem de hoje necessita da fé, da esperança e da caridade de Francisco, necessita da alegria que brota da pobreza de espírito, isto é de uma liberdade interior” (11/02/03). Então caríssimos irmãos e irmãs, “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fl 3,1). Que a alegria que é uma virtude e marca distintiva da vida cristã seja constante em nossas vidas. Acolhamos o conselho sábio de São Paulo “Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem alegres! Que a bondade de vocês seja notada por todos” (Fl 4,4-5).
Por:Pe. Emílio Carlos Mancini - Fundador e Moderador geral da Comunidade Alpha e Ô
Libertos de nossas amarras - Às vezes, não compreendemos a maneira como Deus usa para nos curar
Numa montanha muito distante havia uma vila que era liderada por um chefe. Aconteceu que o filho desse líder estava com fraqueza nas pernas. Então, ele conseguiu duas muletas para o filho. Mas as pessoas que moravam na vila não sabiam o que eram muletas e por que o filho dele as estava usando. Eles achavam que era porque o líder era um homem rico – e olharam para o filho dele com inveja. E todos desejaram um dia também ter duas peças dessas.
Num belo dia, uma das pessoas da vila conseguiu para o filho duas muletas. Com esses objetos eles achavam que eram pessoas civilizadas. E, finalmente, todos os habitantes da vila andavam de muletas. Até que um dia um dos filhos mais jovens perguntou por que ele não poderia caminhar com as próprias pernas. E todos achavam que ele estava louco, porque todos achavam que a forma normal de caminhar era sempre com o apoio das duas peças. Mas esse jovem deseja ir contra aquela tradição daquele lugar e diante de todos deixou as duas muletas caírem. Mas ele não conseguia mais andar sem elas, pois suas pernas estavam fracas.
Às vezes, olho para as pessoas e sinto que elas não são livres, "andam de muletas". Muitas vezes, nós estamos curvados como escravos. Não estamos agarrados a muletas, mas aos nossos pecados, medos, raivas, solidão, ansiedade, tristeza, sentimentos de culpa, depressão, estresse. Somos escravos.
O problema é que muitas vezes achamos que o normal é viver assim. Vivemos num estado de escravidão.
Jesus, hoje, pergunta a você: "Você deseja ser curado? Ser liberto?" Cristo não vai tomar uma atitude se não dissermos "sim" para Ele.
Todos nós sabemos que ao usarmos um remédio errado ou uma terapia equivocada podemos causar um dano enorme a nós mesmos. Muitas vezes, estamos diante de Jesus e queremos dizer a Ele o que fazer. Mas não vai funcionar porque Ele nos conhece por dentro e por fora. Então, a questão é confiar no Senhor, dizer a Ele: "Eu confio em Vós. Cura-me da maneira que o Senhor achar que deve me curar".
Às vezes, não compreendemos a maneira como Deus Pai usa para nos curar. A questão é que o Senhor tem um plano diferente para cada um de nós. A minha cura total acontece no momento em que eu me entrego totalmente nas mãos de Deus.
Muitas pessoas realmente rezam, leem a Palavra, mas esta não se torna vida em suas vidas. O que está acontecendo? Falta-lhes o "Ruah" – o Sopro que transforma a vida. Já temos o Espírito Santo por meio do Batismo e do Crisma, mas, muitas vezes, não permitimos que Ele aja. Por isso, Jesus falou a Nicodemos: "Você precisa ser batizado no fogo". Que fogo é esse? É exatamente o fogo que desceu sobre os apóstolos no dia de Pentecostes.
Eu preciso dessa força para não ser enganado pelo mal, para lutar contra o pecado, para continuar fazendo a vontade de Deus em tudo na minha vida. Mas quem é que vai me dar toda essa força de que eu preciso? Só se eu for batizado no Espírito Santo de Deus. Estarei, então, aberto para o Senhor realizar toda a cura em mim.
Os problemas têm o tamanho e a importância que se dá a eles. Infelizmente é muito comum ouvir pessoas que estão sempre reclamando de tudo e de todos. Encontram-se continuamente preocupadas, insatisfeitas, angustiadas, deprimidas.
Nada lhes agrada e são incapazes de perceber a graça e a beleza que as cerca, esquecendo até mesmo que Deus não perde o controle de nossas vidas e que está sempre na expectativa de demonstrar sua paternidade, assim como fez com o filho pródigo (cf. Lc 15,11-32).
Pessoas assim sempre absolutizam os problemas como se estes fossem um ponto final, quando na realidade são apenas um ponto seguido.
A vida continua e somente Deus é absoluto! Tudo isso tem origem em algo ainda mais profundo e perigoso, que é o maior obstáculo na nossa relação com Deus: O EGOCENTRISMO. Essa criança mimada que não tem censura e por isso mesmo sempre quer chamar a atenção de todos, quer ser o centro. E quando isso acontece é um verdadeiro desastre, porque o centro é o lugar de Deus, de onde Ele emana seus raios sobre nós. Além do mais, não precisamos ocupar o centro para sermos felizes, pelo contrário.
O egocentrismo nos faz perder a paternidade e a fraternidade. A pessoa egoísta está sempre sozinha e os problemas ganham dimensões gigantescas, porque não se tem com quem dividi-los. Ele provoca na pessoa a sede do ter, do poder e de glória, reflexo do medo do futuro, da carência de vida e da ausência de auto-estima, respectivamente.
Mas como para tudo tem um jeito, como diz o adágio popular, o egocentrismo também tem cura e a receita quem dá é o próprio Jesus Cristo. Ele é o Médico dos médicos. Para enfrentar a sede do TER, Jesus apresenta o exemplo de Zaqueu: “Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres, e se roubei alguém, devolverei quatro vezes mais do que tirei” (Lc 19,8).
O encontro com o Mestre fez aquele cobrador de impostos mudar completamente suas atitudes e seu modo de viver. A ganância que até então pautava a sua vida agora dá lugar à honestidade.
Para superar o desejo de PODER, Jesus nos apresenta outro exemplo pouco convencional, se olharmos apenas pelo prisma humano, mas seguramente muito eficiente: “Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido [...] Dei-vos o exemplo para que, como eu fiz, assim façais também vós” (Jo 13, 5.15). O serviço mútuo e com humildade, portanto, é o remédio para combater esse sintoma do egocentrismo.
O anseio de GLÓRIA é facilmente eliminado se fixarmos o olhar em Jesus sendo tentado pelo demônio (Mt 4, 1-11). Na última tentação Jesus afirma o princípio fundamental de nossa vida: Deus é o único Senhor e a Ele unicamente devemos obediência e adoração. O mundo, os reinos, sua glória, não merecem uma resposta totalitária de nossa parte.
Como se vê, os problemas só existem porque existem soluções. Convém a nós superá-los, sem subestimá-los, tampouco supervaloriza-los. Não nos deixemos sufocar pelas dificuldades da vida, diminuindo assim o tamanho do problema e tratando de cortar o mal pela raiz.
Presença confirmada no "XXVIII Congresso Nacional da Renovação Carismática Católica (RCC)", Gloria Polo tem um testemunho de conversão bastante incomum. Dificilmente quem o conhece fica indiferente. Algumas pessoas duvidam, outras se espantam, mas muitas sentem um profundo desejo de mudar de vida, se dão conta das próprias falhas e da importância da busca pela santidade.
E é por essa razão que a colombiana foi convidada para partilhar sua história com os participantes do Congresso da RCC - que vai ser realizado na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), de 7 a 11 de julho -, cuja temática está centrada no Senhorio de Jesus.
Em maio de 1995, em Bogotá, Gloria foi atingida por um raio. Seu corpo foi queimado por dentro e por fora. Os médicos não acreditavam que ela pudesse sobreviver.
Ela conta, nos eventos dos quais participa, que, nesse estado, inconsciente, teve um encontro com Jesus, no qual viveu uma espécie de julgamento de todos os seus atos aqui na terra. Quando estava para ser condenada à morte eterna, recebeu de Cristo uma segunda chance, acompanhada de uma ordem: teria de mudar radicalmente de vida e testemunhar aos outros a experiência pela qual passara.
Logo após, Glória saiu do coma e teve uma recuperação milagrosa. O fato foi amplamente noticiado pela mídia de seu país. A colombiana, que se considerava uma ateia, hoje, percorre o mundo alertando as pessoas sobre a importância da conversão.
Trata-se de um testemunho que denuncia a gravidade do pecado, mas que também revela a imensa Misericórdia Divina, o poder da intercessão dos humildes e o Senhorio de Jesus sobre todas as situações.
A graça das graças, o dom dos dons: o Espírito Santo
O Senhor derrama Seu Espírito Santo sem medida justamente por causa das tarefas que precisam ser realizadas.
Por causa das situações concretas que vivemos, tanto em termos religiosos como sociais e políticos, o Senhor derrama o Seu Espírito de maneira nova, extraordinária, sobre nossos bispos, padres, grupos, nossas comunidades, casas religiosas, nossos seminários, sobre todos, enfim, porque é toda a Igreja que está vivendo hoje uma extraordinária ação profética.
Quando tantos querem decretar a falência de Deus e de sua Igreja, diante das seitas, diante da situação de racionalismo e de descrença, o Senhor vem dar Sua resposta. A resposta de Deus é o derramamento do Espírito Santo. E assim que Ele reage diante situação: derramando uma nova e extraordinária efusão do Espírito Santo. Não imaginamos o que o Todo-poderoso pode fazer, porque, como o anjo disse a Maria: “Nada é impossível a Deus” (Lucas 1,37).
O Senhor está renovando a Igreja. Precisamos ser dóceis acolhendo essa renovação. O Senhor está colocando Sua Igreja numa nova marcha, Ele a está levando a ser plenamente carismática, evangelizadora e profética, e por isso derrama sobre ela o Seu Espírito. É preciso acolhê-Lo!
O Senhor derramou o Espírito Santo sobre Cornélio, centurião romano, ainda pagão, e sobre a sua família porque ele O acolheu. Pedro atesta que, de repente, todos ficaram cheios do Espírito Santo. A evidência disso para o apóstolo foi que todos estavam orando em línguas e profetizando. Tanto assim que ele [Pedro] precisa expor a situação àqueles que o acompanhavam: “Poderia alguém impedir de batizar com água estas pessoas que, tanto quanto nós, receberam o Espírito Santo?”(Atos 10,47).
Essa é a graça maravilhosa que Deus tem para a Sua Igreja hoje. O Senhor quer transformar os corações mais endurecidos, as pessoas mais corrompidas, mais estragadas pela sociedade, mais espezinhadas pela vida. Como transformou Saulo, Cornélio, sua família, seus servos, soldados e amigos. Todos ficaram cheios do Espírito Santo!
Para a transformação da sua família, não basta uma providência qualquer. O que vai retirar os seus entes mais queridos do adultério, da infidelidade, dos vícios, da prostituição, não é um paliativo qualquer. O Senhor está colocando hoje ao seu alcance a graça das graças, o dom dos dons: o Espírito Santo. Deus Pai quer derramá-Lo não só sobre você, mas também sobre essas pessoas. A transformação acontecerá pelo derramamento do Espírito Santo Paráclito. Nossa parte é querer, insistir, interceder, dobrar os joelhos, jejuar, pedindo ao Senhor a graça maior: o batismo no Espírito.
Em Medjugorje, em uma das aparições, Nossa Senhora disse: “O povo vem e pede muitas graças, mas não pede o mais importante, o Espírito Santo. Com Ele vocês têm tudo”.
Precisamos pedir o derramamento do Espírito Santo. Essa graça tão extraordinária, repito, que e capaz de fazer o que Deus fez com Saulo e com a família de Cornélio. A Palavra de Deus atesta o que eles fizeram a partir do batismo no Espírito Santo. O próprio São Paulo testemunha:
“Eu mesmo, quando fui ter convosco, irmãos, não foi com o prestígio da palavra ou da sabedoria que vim anunciar-vos o mistério de Deus. Pois resolvi nada saber entre vós a não ser Jesus Cristo e Jesus Crucificado. Por isso estive diante de vós fraco, receoso e todo trêmulo; a minha palavra e a minha pregação nada tinham dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demostração feita pelo poder do Espírito, a fim de que a vossa fé não se fundasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Coríntios 2,1-5).
Tudo o que Paulo fez em Corinto foi uma convincente demonstração do poder do Espírito Santo, que agia por intermédio dele. Não era resultado da sabedoria desse apóstolo, de sua persuasão, de seus projetos, de seu poder. Não! Tudo foi uma eloquente manifestação do poder de Deus posto em ação pelo poder do Espírito Santo, que agia nele [Paulo].
Só é possível evangelizar ou realizar com eficiência qualquer trabalho na Igreja pela demonstração do Espírito Santo e pelo poder de Deus. Essa é também a nossa vocação.
Trecho retirado do livro “O Espírito Santo sopra onde quer” de monsenhor Jonas Abib
Muitas vezes adotamos uma aparência cristã externa, agimos, aparentamos e até em muitas questões agimos com um caráter cristão. É claro que devemos dar exemplo de postura cristã, mas Jesus está mais interessado em nosso interior do que no exterior, isso fica claro quando ele afirmou para os fariseus: Lucas 11,37-40 “37 Quando Jesus acabou de falar um fariseu o convidou para jantar na casa dele. Jesus foi e sentou-se à mesa. 38 O fariseu ficou admirado quando viu que Jesus não tinha se lavado antes de comer. 39 Então Jesus disse a ele: - Vocês, fariseus,lavam o copo e o prato por fora mas por dentro vocês estão cheios de violência e maldade. 40 Seus tolos! Quem fez o lado de foram não é o mesmo que fez o lado de dentro?” Se observarmos os versículos anteriores veremos que Jesus estava falando a algum tempo, possivelmente este fariseu estava ouvindo-o atentamente. E após Jesus finalizar, ele o convidou, juntamente com outros mestres da Lei[1] para jantar em sua casa. Interessante os conceitos que temos aqui. Primeiro Jesus foi jantar na casa de um fariseu, sabemos que os fariseus não morriam de simpatia por Jesus, e Jesus sabia disso. Jesus conhecia os conceitos teológicos dos fariseus, principalmente seus rituais, então o que vemos é que Jesus aceita jantar na casa de um fariseu, não se importa com que seus seguidores estarão pensando, Jesus aceitou o convite com naturalidade, e animadamente assim que chegou sentou-se a mesa, a espera do jantar. Ai está o primeiro choque, o texto diz que o fariseu ficou admirado quando viu que Jesus não tinha se lavado. A questão de se lavar antes de refeição não tinha um caráter higiênico, para os fariseus era muito mais como observação religiosa, era um ritual[2] para tirar a impureza da pessoa[3] Essa questão já havia sido levantada com relação aos seus discípulos inclusive, Jesus possivelmente sabia que iria ser questionado novamente. Nesse momento Jesus identificou a postura do fariseu, e claro expôs novamente o conceito do que mais importante que aparência é a essência. Nada adianta ter a aparência de puro, se o interior não condiz com essa aparência. Para muitos daqueles fariseus, senão para todos, o que mais incomodava era justamente que Jesus não seguia os seus “manuais”, mas assim mesmo o povo o via como alguém especial, alguém quem deveriam ouvir. Aquele fariseu estava sob o peso das convenções religiosas, para ele o ritual, o simbolismo externo assumiu um fim em si mesmo, ou seja, o que fazia sentido era a sua representação externa e não a interna, este é o grande perigo de vivermos um cristianismo institucional. Deus vê a intenção do nosso coração, além da demonstração externa de religiosidade. De nada adianta falarmos de caráter cristão se antes não falarmos de experiência interior cristã, e isso parece-me claro uma vez que entendo estarem os dois unidos. Aquele fariseu convidou Jesus para jantar com ele, esperando que Jesus se adaptasse ao seu modo de viver, mas Jesus não se adapta ao nosso meio de viver, se queremos “Jantar” com Jesus devemos estar preparados para aceitar o que Jesus nos ensina. Se quero ter um caráter cristão tenho que estar preparado para ouvir coisas que não gostaria, por parte de Deus. Aquele fariseu não necessitava de limpeza externa, de rituais, ele necessitava de transformação interna.
O Moderno cristão aparente. Hoje vivemos muito preocupados com nossa aparência, diz um ditado que o hábito faz o monge, infelizmente isso é quase um padrão nos nossos dias. Não necessitamos ser honestos, basta termos a aparência de honestos, (vide nossos políticos) mas o mais grave é que trazemos muito destes conceitos para dentro das igrejas, e para dentro de nossas vidas. Não estou dizendo que devemos descuidar da aparência, somos regidos por uma certa estética, que não deve extrapolar seus limites, nem pra mais, nem pra menos, tampouco devemos apenas julgar pelas aparências (afinal as aparências enganam). O que fica claro para nós é que o caráter cristão se forma de dentro para fora e não de fora para dentro, então para ter um caráter cristão devo olhar para o caráter e vida de Jesus. E talvez ai é que comecem nossos problemas, muito do que Jesus fez nos choca, apesar de admirarmos seus atos nossa religiosidade acaba não permitindo que façamos o mesmo. Mais do que formulas quero que façamos uma reflexão, que olhemos para dentro de nós mesmos, e perguntemos: Tenho um verdadeiro caráter cristão? Para respondermos isso tenho que fazer outra pergunta : Estou mais preocupado com o que Deus quer, ou com o que as outras pessoas esperam de mim? Enfim estou mais comprometido com os valores do Reino de Deus ou com os conceitos da nossa sociedade? Jesus se apresentou e se apresenta como um paradoxo, i.e. a aparente falta de nexo ou de lógica, algo que contém uma contradição, senão o que dizer do homem que comia com estelionatários, bebia com agiotas e falava para prostitutas, tolerava aparentemente tudo em todos. “Eu não condeno você”, ele ousou falar aos ouvidos da mulher adúltera. O rabi puxava conversa com divorciadas promiscuas, pousava sua mão sobre leprosos de que todos desviavam o olhar e dormia nas camas rendadas de inimigos do povo.[4] Como diz Paulo Brabo em seu texto Em seis passos que faria Jesus[5] : “O sujeito conseguiu o feito inédito de sustentar a fama de homem de Deus ao mesmo tempo em que abraçava os puxadores de fumo, traficantes, travestis e aidéticos do seu tempo”. Se estas palavras nos chocam, imaginem então o agir de Jesus em seu tempo. Se estivermos mais preocupados com nossa reputação do que com os valores do Reino, pode ter certeza que ainda não temos um caráter cristão bem formado. E podem ter certeza que estar comprometido com os valores do Reino exige sim um grande esforço. O teólogo Karl Bart em seu livro “Esboço de uma Dogmática”[6], no capítulo 13 intitulado “Nosso Senhor”, afirma sobre a relação entre Jesus e a forma de aceitação do seu discurso pelo homem: “A existência do homem Jesus Cristo é, em virtude da sua divindade, a decisão soberana sobre a existência de todo o homem. Ela está baseada no fato de que, pela dispensação de Deus este alguém representa tudo e, portanto, tudo está ligado e subjugado a este Alguém. Sua comunidade sabe disso. E é isso que deve ser proclamado ao mundo”.
A Caminhada Adquirir um caráter cristão, seguindo o modelo de Jesus, não nasce da noite para o dia, muitos acham que podem ser transformados da noite para o dia, creio sim que quando aceitamos a Cristo opera em nós uma grande mudança interna, passamos a enxergar o mundo e a vida com outros olhos, sobre o prisma da eternidade e de Jesus, mas isso não dispensa a nossa caminhada e o cuidado com o nosso ser. Tanto não dispensa que os primeiros cristãos não eram conhecidos como cristãos, mas eram chamados de os seguidores do caminho, somente isso já demonstra que devemos seguir uma senda, uma trilha uma direção, que é apontada por Jesus. Somos bombardeados constantemente com ações da nossa sociedade, em nossos lares poderosos meios de comunicação em massa entram sem pedir licença, via internet, via rádio, via TV, a internet hoje é o mais avassalador meio de influencia já criado pelo homem, hoje nos somos muito influenciados por esse meio de comunicação, e através dele recebemos os mais diversos conceitos, somos pressionados em nosso trabalho, somos confrontados por nossas necessidades e passamos por um processo de comparação competitiva com outros, cada vez mais somos exigidos como maridos, profissionais, pais, amigos, temos que nos desdobrar para acompanhar o ritmo da vida moderna. E muitas vezes são justamente estes fatores interiores e sociais que nos tiram o foco e a noção da profundidade do que é ter um caráter cristão. Não é difícil em certas circunstâncias abrir mão de conceitos cristão em prol de alguma necessidade, ou ganho próprio, não podemos esquecer que estaremos sendo provados em nossa firmeza cristã quase que diariamente, e se não tivermos um profundo comprometimento interno com os conceitos cristão, essa troca, de abrir mão destes conceitos para um ganho próprio fica fácil, basta ninguém estar vendo. Não estou dizendo que não podemos cair, ou perder o alvo de vista, todo este contexto da vida contemporânea nos leva a uma ultima questão:
Até que ponto conseguimos seguir o exemplo de Jesus? Quais são os principais entraves para que cheguemos a estatura de varão perfeito, ao exemplo de Cristo? Hoje, a mais de dois mil anos do nascimento de Jesus, é mais difícil, mais fácil ou igual à sua época para espelhar-nos em sua vida e seguirmos seus exemplos? Até que ponto conseguimos despir-nos dos nossos medos, conceitos e pré-conceitos, até que ponto conseguimos viver sem a opinião de terceiros, sem estarmos constantemente preocupados com o que vão achar de nós, dos nossos atos, das nossas atitudes, até que ponto estamos preparados para amarmos uns aos outros, amarmos nossos inimigos, de não acumularmos riquezas, de dividirmos o que temos? O que Jesus pede de nós, não é simplesmente deixarmos de sermos "humanos demasiadamente humanos", afinal nosso instinto, nosso inconsciente rugem, clamam pela nossa integridade física e moral. Como posso despir-me de todas as garantias de vida, não amealhar fortuna para os tempos em que se faça necessário, dividir ou dar o que tenho para quem tem menos que eu, servir, ao invés de ser servido, humilhar-me ao invés de ser exaltado. E como dói ao perceber quanto estou longe do meu Mestre como é duro saber que ainda somos humanos demasiadamente humanos. Como seguí-lo, em uma sociedade que lhe mede pela quantidade de bens que se possui em que ser um fracassado é não possuir riquezas? Jesus enquanto homem vivia humildemente, não tinha sequer um travesseiro para repousar a cabeça não tinha uma montaria para se locomover, a não ser quando lhe emprestavam um burrico, não tinha uma casa, muitas vezes dormia ao relento, Jesus pelos nossos padrões poderia ser considerado um fracassado? Imagine o redentor da humanidade, o Filho de Deus, era um fracasso??? Poucas vezes paramos para pensar o quanto é difícil para nós abrirmos mão do que temos, o quanto nos dói abrir mão de nossas mágoas, de nossas âncoras de tudo aquilo que nos mantém presos a um materialismo mesquinho, o que Jesus nos mostra é o verdadeiro caminho, mas como dói em meu peito constatar que para mim é tão difícil abrir mão de todas as coisas que muitas vezes me afastam deste caminho. Você já experimentou só imaginar dividindo tudo que você tem inclusive suas roupas seus sapatos, os brinquedos dos seus filhos, as jóias de sua esposa, e ir ao encontro de seus inimigos, seus desafetos, e pedir perdão por tudo que você fez? Você consegue se imaginar repartindo tudo que tem e dividindo com pessoas que moram na favela perto de sua casa? Você pensaria em morar lá para levar os ensinamentos de Jesus para este povo tão carente e sofrido? Você consegue se imaginar amando essas pessoas que em muitos casos não tem água para tomar banho? Que sofrem das piores doenças? Que não tem esperanças? Ah, Jesus! muitos vão dizer que isto é besteira que o Senhor nunca pediu isto, mas Jesus, é vendo tudo o que o Senhor fez, falou e viveu, que eu posso entender o quanto ainda sou humano, demasiadamente humano e quanto tenho que caminhar para poder chegar aos seus pés.
[1] Podemos perceber que haviam outros representantes da Lei na casa pelo vers. 45 [2] Marcos 7,3-7 [3] É claro que sabemos teologicamente que Jesus não necessitava de nenhum ritual para purificação, mas também sabemos que Jesus participou de alguns rituais que não teria teologicamente necessidade sendo ele Deus, como por exemplo, o batismo. [4] Paulo, Brabo – Em seis passos que faria Jesus em http://www.baciadasalmas.com.br [5] idem [6] Barth, Karl – Esboço de uma Dogmática, Ed. Fonte Editorial, pg. 123 Pe. Emílio Carlos Mancini Fundador e Moderador geral da Comunidade Alpha e Ô
A sociedade, chamada pós-moderna, vive sob a cultura da aparência na qual tudo se copia, tudo se forja e se disfarça muito. Nessa sociedade não há preocupação com a essência, todo olhar está voltado para a forma, como se a forma das coisas pudesse significar a coisa em si. Muitos textos bíblicos apresentam o contraste entre o falso e o verdadeiro demonstrando que é possível existir entre os verdadeiros cristãos aqueles que se disfarçam de cristãos e vivem no meio da igreja. A diferença entre eles nem sempre pode ser percebida porque está pra além da aparência. O apóstolo João, por meio de sua carta, faz uma advertência à igreja no sentido de despertar um olhar que vença os disfarces e identifique o verdadeiro e o falso cristão. A necessidade dessa advertência foi que, em virtude do ensino da verdade os hereges foram desmascarados e não resistindo a confrontação saíram da igreja o que mereceu a seguinte menção do apóstolo: “Eles saíram do nosso meio entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos”. ( I Jo 2,19) A aparência pode enganar, confundir e desviar a atenção daquilo que é essencial. No texto de I João 2, 18-29 podemos aprender que os filhos de Deus devem ir além da aparência porque:
1 - Ir além da aparência nos ajuda a identificar os falsos cristãos. Quando João chama os seus dias de última “hora” provavelmente não está se referindo a questão cronológica, mas ao princípio teológico da eternidade de Deus. Sendo assim, o período da encarnação até a segunda vinda de Cristo pode ser chamado: “Últimos dias” ou “última hora”. Para o apóstolo, a “última hora” é marcada pelo aparecimento dos anticristos. Essa expressão não se identifica apenas aqueles que se opõe a Cristo, mas aqueles que disfarçados ou imitando a Cristo se opõe a ele. O maior perigo está no fato de que estes têm a aparência de Cristo, mas são seus mais terríveis opositores.
João apresenta algumas características dos falsos cristãos: a) Não pertencem à comunhão dos salvos. (v.19) b) Fogem por não suportarem a verdade. (v.19) c) Negam a encarnação de Cristo. (v.22) d) Promovem a mentira. (v.22) e) Não tem o Pai. (v.23) f) Procuram enganar. (v.26)
2 - Ir além da aparência nos ajuda a reconhecer o verdadeiro cristão. A expressão “Filhinhos” utilizada por João é uma demonstração de afeto e cuidado do apóstolo com aqueles a quem ele, considera cristãos de fato, pelos seguintes traços: a) Perseveram na comunhão dos salvos. (v.19) b) Possuem a unção que vem do Santo. Isto é, o mesmo Espírito que estava em Jesus. (v20) c) Conhecem a verdade. (21) d) Confessam o Filho e igualmente o Pai. (v.23) e) Permanecem na doutrina de Deus. (v.24) f) Tem a vida eterna prometida por Jesus. (v.25) g) Vivem na prática da justiça. (v.29)
João exorta os verdadeiros cristãos a permanecerem em Cristo sabendo que Cristo é a verdade de Deus que é capaz de libertar o homem. Mas de que maneira os cristãos podem permanecer em Cristo e conseqüentemente na verdade? Lendo e obedecendo a sua Palavra. A igreja visível, de qualquer período da história, como um campo onde brotam juntos o joio e o trigo, abriga o falso e o verdadeiro cristão. O ensino da verdade é o meio de Deus para purificá-la. Num mundo que vive de aparências, a igreja deve ter coragem de viver e ensinar a verdade seja ela aceita ou não. Foi assim que Jesus viveu e por meio dele foi possível: “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve”. (Ml 3,18).
Por:Padre Emílio Carlos Mancini - Fundador e Moderador geral da Comunidade Alpha e Ô
Campanha contra o Aborto:O que você vai fazer para impedir a descriminalização do aborto no Brasil?
EXISTEM PESSOAS TENTANDO LIBERAR O ASSASSINATO DE CRIANÇAS AINDA NO VENTRE DE SUA MÃE. O QUE VOCÊ VAI FAZER PARA IMPEDIR ESSE CRIME? NO TEXTO A SEGUIR, A COORDENADORA NACIONAL DO MINISTÉRIO DE PROMOÇÃO HUMANA, MARIZETE NASCIMENTO, VOLTA A PEDIR QUE A RCC SE MOBILIZE. JÁ COLHEMOS OITOCENTAS MIL ASSINATURAS, MAS FALTAM AINDA DUZENTAS MIL. TODAS AS PESSOAS BATIZADAS NO ESPÍRITO SANTO ESTÃO CONVOCADAS A LUTAR ATIVAMENTE CONTRA A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL. NÃO PODEMOS PECAR POR OMISSÃO! VEJA O QUE VOCÊ PODE FAZER DE FORMA CONCRETA AO FIM DO TEXTO.
RETOMEMOS NOSSA LUTA PELA VIDA Por Marizete Nascimento - Coordenadora Nacional do Ministério de Promoção Humana Estamos paralisados em nossa ação em prol da vida, enquanto a cultura de morte está invadindo o Brasil de maneira avassaladora, convencendo até pessoas bem intencionadas, que se dizem católicas praticantes, com artimanhas enganadoras, levando-as a condenar autoridades eclesiásticas e laicais, ao reportarem ao Direito Canônico para informar a sociedade brasileira das conseqüências espirituais do ABORTO, pois todos que concorrem à sua prática ofendem a Palavra de Deus e a Doutrina da Santa Madre Igreja, não podendo o cidadão-cristão servir à morte e à vida ao mesmo tempo. Tenhamos cuidado e não nos deixemos ser abocanhados pelos artífices da morte, que têm como galardão o convencimento da sociedade brasileira de que a morte de inocentes não é questão de fé e sim de direito, quando sabemos que precisamos ter coerência entre a fé professada e o testemunho no cotidiano da vida social. Sendo a vida um direito natural garantido pela Constituição Brasileira, ao destruí-la ou permitir legalmente sua consumação seremos todos nós, cidadãos brasileiros, coniventes com a morte de indefesos inocentes em nosso País. Por isso, retomemos a nossa coleta de assinaturas para que não tramite mais no Congresso Nacional o Projeto de Lei que libera a prática do aborto, pelo Sistema Único de Saúde – SUS, até o nono mês de gestação e não fiquemos à mercê daqueles que querem implantar, a qualquer custo, a cultura de morte no Brasil por meio de leis iníquas. Além da coleta de assinaturas nos Grupos de Oração da Renovação Carismática Católica, convocamos todos os carismáticos a retomarem a luta pela vida coletando assinaturas nas missas de suas Paróquias e nos Santuários Diocesanos com maior trânsito de pessoas, para que possamos alcançar 1.000.000 (um milhão) de assinaturas e apresentar ao Congresso Nacional a vontade popular, donde, com certeza, prevalece o direito à vida desde a concepção até a morte natural. Mostremos a força popular e sua repercussão nas políticas públicas desta Terra de Santa Cruz, nossa Pátria Mãe Gentil, concluindo nossa proposta inicial de apresentar ao Congresso Nacional UM MILHÃO de assinaturas pela VIDA ainda neste ano de 2009.
CLIQUE AQUI E IMPRIMA UMA FOLHA DE ABAIXO-ASSINADO, COLETE ASSINATURAS E LEVE AO CONGRESSO NACIONAL DA RCC, EM JULHO NA CANÇÃO NOVA. IREMOS OFERTAR SUA COLETA AO SENHOR, NAS MISSAS DE NOSSO CONGRESSO, DECLARANDO QUE JESUS É O SENHOR DE TODAS AS CRIANÇAS DO BRASIL. SE VOCÊ NÃO PUDER IR, ENTREGUE A ALGUÉM DE SUA CONFIANÇA QUE VÁ OU ENVIE PARA O ESCRITÓRIO NACIONAL DA RCC: END.: RUA DOUTOR CASSIANO, 711, CENTRO – PELOTAS (CEP 96015-700). SE VOCÊ TIVER DÚVIDAS LIGUE PARA (53) 3227- 0710 Quem não tiver como ir ou enviar entrar em contato comigo pelo e-mail:evangelhododia@gmail.com ou pelo telefone (16) 91983304
Evangelho - Jo 17,11b-19 - Jesus reza pelos seus seguidores Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Pai santo, pelo poder do teu nome, o nome que me deste, guarda-os para que sejam um, assim como tu e eu somos um. Quando estava com eles no mundo, eu os guardava pelo poder do teu nome, o mesmo nome que me deste. Tomei conta deles; e nenhum se perdeu, a não ser aquele que já ia se perder para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem. E agora estou indo para perto de ti. Mas digo isso enquanto estou no mundo para que o coração deles fique cheio da minha alegria. Eu lhes dei a tua mensagem, mas o mundo ficou com ódio deles porque eles não são do mundo, como eu também não sou. Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Assim como eu não sou do mundo, eles também não são. Que eles sejam teus por meio da verdade; a tua mensagem é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei. Em favor deles eu me entrego completamente a ti. Faço isso para que, de fato, eles também sejam completamente teus.
LEITURA ORANTE Preparo-me para a Leitura Orante, invocando o Espírito Santo nesta preparação de Pentecostes: Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me. Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.
1. Leitura (Verdade) O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Jo 17,11b-19, e observo as palavras de Jesus na sua oração ao Pai.
2. Meditação (Caminho) O que o texto diz para mim, hoje? Aprendo de Jesus Mestre a orar ao Pai e peço pelos discípulos e missionários um "coração cheio da alegria de Deus".
3.Oração (Vida) O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo, espontaneamente, e concluo com a Oração da Unidade: Senhor, Faze-nos perceber as discriminações e exclusões que marcam a sociedade. Conduze nosso olhar e ajuda-nos a reconhecer os nossos preconceitos. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de nosso coração, para que apreciemos a alegria de viver na unidade. Amém.
4.Contemplação (Vida e Missão): Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Com os bispos reconheço: "Faz mais de quarenta anos que o Concílio vaticano II reconheceu a ação do Espírito Santo no movimento pela unidade dos cristãos. Desde então, temos colhido muitos frutos. Neste campo, necessitamos de mais agentes de diálogo e melhor qualificados."( DA, 231). Meu novo olhar é em direção da unidade dos cristãos. Vou propor a um grupo que reze comigo a Celebração que segue.
Se você pegar os Evangelhos, eles narram inúmeros encontros de Jesus com as pessoas. Mas, por que Jesus atraía tantas pessoas? Por que Jesus atraiu você?
Eu não tenho dúvida de que é porque Ele era portador de uma palavra capaz de deter o medo. Você sente medo de ser só, de ser traído, de ser injustiçado, medo de doença, medo de morrer. O medo é universal.
A presença de Deus na história ofereceu à humanidade um braço que pudesse nos sustentar no momento do medo e nos dar um alento.
E isso você experimenta na sua carne, na sua alma. E precisa gritar por alguém, porque não dá conta sozinho. Jesus quando passava pelo povo, despertava isso. Aqueles que passavam por Jesus eram aliviados. “Vinde a mim todos vos que estais cansados e eu vos aliviarei”. Jesus tinha o poder de fazer a pessoa se encorajar para a vida.
O medo começa a diminuir quando somos olhados nos olhos. A psicologia nos ensina quando somos olhados do jeito certo cresce em nós a crença em nós mesmos.
O olhar é o lugar da nossa segurança. Se no medo não temos ao nosso lado quem nos ama, ou a quem olharmos, tudo se torna difícil.
Isso que fascinava em Jesus. Não era apenas a força de um argumento, de uma pregação. Mas pela força de um olhar Ele penetrava na pessoa e vivia o mesmo tempo que ela. Amar é viver o tempo do outro.
Minha mãe está idosa, velhinha, lenta. Está num tempo diferente. Eu ando depressa. Minha mãe não. Às vezes eu preciso olhar para trás para ver onde ela está.
A gente diminui o medo quando entramos no tempo do outro.
Você está devagar e com medo. Alguém segura na sua mão e diz: “Não se preocupe, estarei ao seu lado.” E você fala: “Mas você não tem que ir?” E ouve: “Tenho que ir, mas decidi ficar com você”. Essa pessoa aceitou sua lentidão e não dispensou você.
Na correria ninguém vai encontrar o outro. Ninguém vai livrar-se dos medos. Jesus quando passava transformava o tempo das pessoas.
Fico pensando no medo de Madalena. Passou a vida inteira sendo usada, um objeto. Como ela se enxergava? Pare para entrar no tempo da prostituta. Entre no tempo dela e pensa nos muitos medos que ela devia ter. Quantas doenças físicas ela devia trazer no corpo. Quantas doenças trazia na alma e no coração?
E Jesus olha pra ela, e a coloca em outro tempo, desacelerando o processo dos medos. Olhando pra ela um jeito novo.
Quando me deparo com meus limites e às vezes não consigo mudá-los, posso olhar pra eles de forma diferente.
Quantos de nós tem medo de mudança? Muitas vezes porque não sabemos encarar as mudanças. Mas se nesses momentos tem alguém junto com você, o medo diminui.
'Na correria ninguém vai encontrar o outro. Ninguém vai livrar-se dos medos'
Uma cena marcou meu coração: Quando meu amigo Robinho começou a fazer a quimioterapia. Ele era vaidoso e bonito. E nesse processo da quimio, a primeira coisa que fazem é raspar a cabeça do paciente. Talvez para diminuir o medo, quem sabe pra tentar aliviar a dor. Antes dele ficar careca, seu irmão Denilson raspou a cabeça. O que ele queria? O que pode uma cabeça raspada fazer no coração do outro? Ele entrou no mesmo tempo. Demonstrando que estava com ele. Que o amava.
Foi alguém que abriu mão do que é seu e pela força do amor que os unia se decidiu viver o tempo do outro.
Como quando você tem uma festa pra ir e sua mãe está doente em casa e você decide ficar. Talvez estejamos perdendo isso, pois o tempo moderno está nos deixando mais egoístas, mais centrados em nós mesmos. Quanto seus pais entraram no seu tempo? E agora, quanto você entra no tempo deles?
Uma vez tive como superior, o padre Herculano. Ele me apresentou Jesus assim. Como aquele que entra no meu tempo e olha minhas misérias, mesmo sendo santo.
Chorar na frente de quem nos ama, é choro de ressurreição.
Agradeço a Deus porque um dia me colocou num corredor escuro com um padre moderno demais, eu achava. Eu o olhava com desconfiança. O achava esquisito. O dia que eu descobri o coração daquele homem, percebi que ele tinha o coração como o de Jesus. Descobri que ele tinha pecados como eu, mas não desistia de sua salvação. Olhava para os drogados e não se sentia melhor, superior, mas vivia o tempo deles.
O tempo do padre Léo era litúrgico. Quantas vezes pôs a mão na minha cabeça e me deitou em seu colo e diminuiu o meu medo? Da mesma forma que Jesus diminuiu o medo de quem O encontrava.
A Palavra de Jesus nos liberta, abre nossos cativeiros. Por isso precismos correr atrás d'Ele, nos revestir de mística, ter contato com a oração, com a música que fala d'Ele, com a celebração Eucarística.
Quantas vezes na minha vida tive a oportunidade de experimentar Jesus concretamente nas palavras do Padre Léo. Quantas vezes nosso medo vai embora quando alguém nos faz olhar de outra forma e nos mostra uma saída possível na 'casa' de nossos medos?
'Coloque os seus olhos nos olhos de Jesus'
Foto: Wesley Almeida
Deus para mim não é fuga. Estou tocado pela força de um Deus que me renova e me tira do medo cada vez que me recordo do que Ele falou e fez. Se Ele fez naquele tempo, Ele faz hoje também. Ele age mesmo que não mereçamos.
Se você não se sente merecedor, é um bom passo. Jesus tem predileção pelos miseráveis e faz deles sinal de contradição para as nações. Não tenha medo! Deus quer agir em todos nós, quer nos transformar. A gente não alcança a graça se não vence a cadeia do medo. Para quê cultivar os fracassos? Para legitimar a presença do diabo? Não! Foi para cima que você foi projetado. Para o alto, para o céu!
Quando a gente vai fazer uma construção, o arquiteto faz um projeto maravilhoso. E aí nós olhamos e queremos tirar uma pilastra, ter um telhado mais pobrezinho, simplificar o piso. Tem gente que leva a santidade do mesmo jeito. Querendo fazer “meia-água”. Deus quer 'mansão' na sua santidade! Não economize no seu processo humano! Não é qualquer coisa o que Deus projetou pra você. Seus limites não podem ser impedimento para você chegar ao final dessa construção.
A humildade precisa nos fazer pequenos, mas o que Deus nos propõe é grande!
A Canção Nova não foi construída para trazer santos. Mas pra trazer gente que aceitou o desafio de viver o processo de crescimento espiritual e de santidade. E é lá na sua vida, no seu dia a dia que isso precisa ser praticado.
Nós não nascemos para o fracasso. Ser feliz é urgente.
Olha para o projeto inicial. O momento que Deus colocou nas suas mãos o projeto que Ele quer que você seja. Na preguiça você não chega lá. É preciso empenho! Não simplifique o projeto, peça para Deus força para chegar até lá.
Não tenha medo do processo e do projeto inicial. Corra atrás daquilo que é santo e honesto e você vai purificar sua vida e seu coração aos poucos. A gente vence dando passos.
Quantas vezes precisamos do tombo para voltar ao nosso lugar? Quantas vezes usamos das futilidades da vida? Isso não agrega nada em nós! Não nos faz avançar em nada no processo.
Religião não é um conjunto de regras, mas é o olhar de Deus fixo em nós, nos oferecendo a vitória. Pra gente chegar a ela basta ter coragem de se erguer, olhar nos olhos daquele que nos ama, desse Jesus que amou a tantos, e passa pela sua vida mais uma vez ou pela primeira, para te convencer que muita coisa precisa ser buscada e que você não precisa ser refém dos medos. E que hoje você pode se transformar numa pessoa nova pela força do olhar de Cristo que nos diz que tudo podemos n'Ele que nos fortalece. Que nós tudo podemos se nossos olhos estiverem fitos n'Ele.
A fraqueza se transforma em força assim. Coloque os seus olhos nos olhos de Jesus. Quando a fé que eu tenho em Deus se revela em mim, eu tudo posso. Mesmo quando tudo parece nublado e o coração só chora.
Esse processo é lento, mas ele chega! Não vamos desistir!
Peça para que Deus lhe dê coragem! Peça o Espírito Santo!
Mensagem do missionário Márcio Mendes no programa "Sorrindo pra Vida" da TV Canção Nova, nesta segunda-feira, dia 25 de maio. Eu quero convidar você para abrir a Palavra de Deus em:Isaías 55,6-12. Deus é poderoso para nos conduzir, neste dia, em clima de alegria, dando ao nosso coração uma alegria nova e por intermédio do Seu Espírito Santo plantar no nosso coração a paz. Por isso a Palavra nos diz: “Procurai o Senhor, porque Ele se deixa encontrar”.(Isaías 55,6) O Senhor está perto de você, Ele não está distante, está no seu coração pela fé que tem dentro de você e está nos seus lábios através desta Palavra que você pronuncia e nela crê.
Que toda atitude malvada seja deixada para trás – e se houver no nosso coração algum plano perverso – este é o momento de fazer isso. “Que o malvado abandone o caminho”. Nosso coração é fraco e pecador e o Catecismo da Igreja Católica nos pergunta: “Neste combate que nós travamos todos os dias contra a inclinação do mal, que está no nosso coração, quem seria suficientemente forte e vigilante para evitar toda a ferida de pecado?” A malvadeza entra, muitas vezes, no nosso coração, mas o Espírito Santo não nos abandona e ilumina o nosso coração para que percebamos que aquela maldade não pode estar em nós, que este plano malvado não pode fazer parte da nossa vida. Que o perverso mude seus planos, que toda perversidade caia aos pés da cruz e aquele que era perverso reconheça no seu coração que Jesus Cristo é o Senhor. No momento em que reconhecemos isso o mal perde o poder sobre nós, o maligno se retira do nosso caminho, porque é Jesus quem vai à nossa frente. O Senhor é misericórdia e perdão. Não somos fortes e vigilantes para impedir que essas feridas do pecado latejam no nosso coração, mas Cristo está conosco e perdoa-nos. O Senhor não nos impõe nenhuma condição para nos perdoar, a única coisa necessária para isso é que nos arrependamos dos nossos pecados. E ao nos arrependermos, o Senhor faz entrar o Seu perdão e não só nos perdoa como também esquece os nossos pecados. Ele lança os nossos pecados no fundo do mar! Este é o grande motivo de júbilo que temos dentro de nós no dia de hoje, porque sendo fracos nós temos um Deus forte; sendo pecadores temos um Deus misericordioso, que nos levanta e também nos torna misericordiosos. E quando nós caminhamos na misericórdia de Deus – aceitando Seu perdão e perdoando –, o Senhor nos conduz com alegria, Ele põe a paz dentro da nossa alma. E por onde nós caminhamos, amparados pela misericórdia de Deus, até as árvores nos aplaudem, porque caminha conosco o Senhor do universo, caminha conosco Aquele que é a nossa força. O Senhor não se recorda dos nossos pecados já confessados, e a nossa alegria é que em Jesus Cristo nós estamos salvos, porque o Senhor nos tirou das garras daquilo que poderia nos perder. Nós fomos purificados pelo Sangue de Jesus na cruz, por isso nós vamos caminhando com alegria, mesmo em meio às dificuldades. Passamos por esses momentos difíceis com alegria e saímos deles com alegria, porque em todas essas adversidades o Senhor está conosco. O Cordeiro de Deus nos livra de todo mal e de toda perversidade, e muito mais: Ele nos dá o poder de resistirmos aos nossos pecados e de não sermos escravos de nossas más inclinações. Acredite, nós não somos mais escravos dos nossos sentimentos! Eles não têm mais o poder de nos dominar, não somos mais escravos das paixões, dos vícios, porque o Senhor nos libertou e nos deu a capacidade de não pecar mais. Você pode se perguntar: “Mas, meu Deus, será que isso é possível?” O Senhor nos dá essa graça e tudo é possível para quem conta com Ele. Aquele que conta com a graça divina sabe que sem Deus não é nada, mas com o Senhor pode tudo e vence o impossível.
Vencendo aflições, alcançando milagres - O desespero torna pior o estado da pessoa
Em algumas situações específicas, em que duas pessoas eram condenadas à morte, os romanos costumavam aplicar uma pena extremamente cruel. Amarravam as duas pessoas uma à outra, rosto com rosto, braço com braço, mão com mão, perna com perna e assim por diante; depois matavam apenas um deles e colocavam a ambos no sepulcro, amarrados. À medida que o cadáver ia se decompondo, liberava substâncias que consumiam em vida o corpo daquele que com ele estava amarrado. Dessa maneira, podemos entender melhor a que São Paulo aludia ao dizer: "Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?" (Romanos 7,24). Ele não falava de seu corpo físico, mas do corpo do pecado ao qual estava amarrado. Qual aquele condenado, não temos forças para nos livrar deste corpo de pecado que nos consome; estamos de tal maneira amarrados a ele que parecemos formar um só corpo; e não estamos amarrados por fora, mas por dentro, em nosso coração. Precisamos de alguém que nos desamarre e nos livre desse corpo que nos mata e que nos faz apodrecer em vida. Os cristãos são o suave odor de Cristo, mas, quando se tem um corpo de pecado trancado no coração, o próprio coração se corrompe e começa a empestear, com o mau cheiro, o ar à sua volta. Em vez de ser causa de alegria e felicidade para si e para os outros, torna-se causa de sofrimento e infelicidade porque se afasta de Deus entrando em discórdia com as pessoas para defender interesses egoístas. A verdade é que somos as primeiras vítimas desse mal; sentimo-nos tristes, abatidos e abandonados porque somos pecadores, porque, em nosso coração, vive uma lepra chamada pecado, que o insensibilizou à presença amorosa de Deus. E o pior é que não podemos fugir dele, como se foge de uma pessoa desagradável; não podemos fugir, porque o pecado nos fala de dentro do nosso coração (cf. Sl 36,2), nós o levamos conosco para onde vamos. Tenha certeza: o pecado é o motivo de sua tristeza, e só Jesus pode lhe devolver a alegria verdadeira. É necessário que Ele o liberte desse mal, mate essa lepra e mude seu coração corrompido em um novo coração. Toda pessoa que pensa ser impossível que seus pecados lhe sejam perdoados, entra em desespero e com o seu desespero torna o seu estado pior do que era antes. Então, tenha confiança em Deus! Se você alguma vez já se sentiu perdido e, por causa de alguma coisa que fez, teve medo de cair no inferno, sentiu-se desolado e sem forças, se depois de repetidas lutas contra um mesmo pecado mais uma vez você foi vencido e sentiu vontade de desistir, tenho uma ótima notícia para você: Só quem assim se sentiu pode experimentar o que é ser salvo pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, e este mesmo Jesus pode eliminar a sua tristeza na raiz.
Do livro: "Vencendo Aflições Alcançando Milagres" - Marcio Mendes
Que lugar estamos ocupando? - Jesus não quer que ocupemos qualquer lugar
Qual é o lugar que nós estamos ocupando na vida? O que Deus reservou para mim desde a minha concepção? Deus já sonhou conosco, já pensou em nós. Jesus não quer que ocupemos qualquer lugar de qualquer jeito, mas cada um deve estar no seu devido espaço. Contudo, percebemos que muitas vezes nós nos perdemos ao longo da estrada da vida. Começamos a acumular, no nosso coração, valores que não são nossos, um jeito que não é nosso. E começamos a querer viver de outra maneira que não é aquela que Deus sonhou para mim e para você. E quantas pessoas estão perdidas no lugar errado: na droga, na prostituição, nas mágoas, esquecendo-se de quem elas, de fato, são. O nosso lugar é assumir o espaço que o Senhor reservou para nós. Quando nós nos perguntamos qual é o lugar que devemos ocupar na vida, isso é um ato de profunda humildade, segundo o coração de Deus. Eu só posso ser pessoa em Deus, eu só posso existir em Deus, quando reconheço que vim d'Ele, as minhas origens e que é preciso voltar para Ele. Muitas pessoas ficam se iludindo, dando desculpas para o Senhor, querendo ficar na superficialidade. Não posso mais ter medo de dizer que meu coração é de Deus. Quando assumo essa realidade, então eu consigo romper com tudo aquilo que o mundo oferece como padrão de vida, padrão de beleza. Muitas pessoas já não se veem como imagem e semelhança de Deus, mas querem ser como as personagens que são mostradas em apelos na TV. Apelos de como viver bem com os outros, de que se não tivermos a amizade de tais pessoas, então estaremos fora do grupo. Muitas vezes, nós esquecemos quem somos, querendo ocupar os espaços de outras pessoas, e deixando que outros ocupem o nosso espaço. Quantas e quantas vezes carregamos coisas que deveríamos deixar lá atrás... E quantas vezes estamos carregando a cruz que não é de Nosso Senhor, presos a fatos, a mágoas e a grandes fardos que carregamos em nossas costas. Quantos casais que encontramos que não têm humildade de romper com as diferenças. Quantos religiosos machucados, feridos por não terem coragem de dizer ao Senhor: "Senhor, eu preciso recomeçar! Eu não posso mais levar o peso da minha existência". É preciso romper com aquilo que nos impede de sermos a imagem e semelhança de Deus! Muitas vezes caímos na tentação de olhar o mundo com as nossas limitações, com os nossos erros, fixando os nossos olhos naquilo que fizeram conosco no passado. Viver uma felicidade plena é romper com tudo aquilo que nos sufoca e nos prende. É querer sermos nós mesmos e nada mais: assim seremos felizes. E para reassumirmos essa realidade é preciso pedir o Espírito Santo de Deus. "Senhor Jesus, eu quero assumir o meu espaço na minha vida". Ouça a pregação que originou esse artigo
Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força’
Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força’ (Atos dos Apóstolos 1,8a). Ao iniciarmos um novo dia precisamos da força do Espírito Santo para enfrentarmos a vida com lucidez, força e coragem e empreendermos os passos necessários, de modo que sejamos cada vez mais autênticos anunciadores do Reino de Deus, com o nosso testemunho concreto diante das mais variadas situações que viveremos ao longo de todo este dia. Estamos dentro da semana de Pentecostes e precisamos clamar incessantemente o Espírito Santo para que Ele renove todas as coisas dentro e fora de nós e nos faça compreender e experimentar o verdadeiro sentido da nossa existência. Clamemos: Vinde, Espírito Santo! Jesus, derrama hoje sobre nós a plenitude do Espírito Santo. Jesus, eu confio em Vós! Luzia Santiago
Deus disse: \x{201C}Façamos o homem a nossa imagem e semelhança\x{201D} (Gênesis 1,26). Esse \x{201C}façamos\x{201D} continua sendo feito. Eu e você ainda não somos totalmente imagem e semelhança de Deus, porque todos nós ainda estamos sendo feitos, plasmados e transformados. Estamos saindo do caos para nos tornar imagem e semelhança de Deus. Nossa vida é um tempo de transformação, e isso comporta sofrimento. Para transformar um pedaço de ferro em uma peça de máquina ou um metal em uma jóia preciosa há muito trabalho e muito sofrimento. O metal precisa ser derretido em um fogo muito intenso, depois retorcido para tomar forma e, finalmente, esmerilhado e limado para ficar totalmente liso. Nós passamos por tudo isso e achamos que o Senhor está sendo cruel conosco. Nem imaginamos a "peça" que Ele está querendo fazer de nós. Todos somos uma "peça" única, pois nenhum de nós é igual ao outro. Você é único! E o Altíssimo está agindo justamente para fazer o único que você é. Somos tão tolos que queremos ser aquilo que pretendemos e pensamos ser. Ou pior, queremos ser iguais a todo o mundo. O Senhor quer fazer de nós a "peça" de que Ele precisa, por isso não adianta querermos ser como os outros. Toda a nossa vida de cristãos precisa estar voltada para esta realidade. Caminhar para chegar à santidade original, à estatura do homem perfeito: Jesus Cristo. É uma tarefa longa e árdua. É uma cooperação, uma obra conjunta de Deus e de cada um de nós, assumindo responsavelmente as rédeas da nossa própria formação. Essa tarefa dura a vida toda, é permanente. À medida que caminhamos com serenidade, buscando o nosso crescimento pessoal, provocamos uma reação em cadeia que irá atingir outros mais e assim vamos realizando a grande vontade de Deus de sermos homens novos para um mundo novo. Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib
Evangelho - Jo 16,29-33 Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - 24 a 31 de maio
Então os seus discípulos disseram: - Agora, sim, o senhor está falando claramente e não por meio de comparações. Sabemos agora que o senhor conhece tudo e não precisa que ninguém lhe faça perguntas. Por isso nós cremos que o senhor veio de Deus. E Jesus respondeu: - Então agora vocês crêem? Pois chegou a hora de vocês todos serem espalhados, cada um para a sua casa; e assim vão me deixar sozinho. Mas eu não estou só, pois o Pai está comigo. Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo.
LEITURA ORANTE Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos ( veja depois da Leitura Orante, a sugestão de celebração)
1. Leitura (Verdade) O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Jo 16,29-33, e observo os discípulos dialogando com Jesus. A assimilação prática dos ensinamentos de Jesus estão sendo assimiladas aos poucos pelos discípulos. O Mestre sabe que, apesar disso, os seus mais próximos seguidores, se dispersarão, o abandonarão na hora mais decisiva de sua vida, a sua Paixão. Os discípulos entendem intelectualmente, mas na hora de demonstrar isto na prática, abandonam Jesus. Mas, Ele, prevendo esta fraqueza, os anima, dizendo-lhes que mesmo na deserção dos amigos, Deus não o abandonará: "O Pai está comigo". E adianta-lhes: "vocês vão sofrer, mas tenham coragem. Eu venci o mundo".
2. Meditação (Caminho) O que o texto diz para mim, hoje? Às vezes, também eu entendo a proposta de Jesus, sei quais são os caminhos de Deus, mas não os consigo viver no dia a dia. Quero renovar minha fé de que "o Pai está comigo" e, ciente de que Jesus venceu, eu também terei a vitória sobre qualquer mal.
3.Oração (Vida): O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo, espontaneamente, e concluo com a Oração da Unidade: Senhor, Faze-nos perceber as discriminações e exclusões que marcam a sociedade. Conduze nosso olhar e ajuda-nos a reconhecer os nossos preconceitos. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de nosso coração, para que apreciemos a alegria de viver na unidade. Amém.
4.Contemplação (Vida e Missão) Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Meu novo olhar, como o da minha Igreja, é ecumênico: "A compreensão e a prática da eclesiologia de comunhão nos conduz ao diálogo ecumênico. A relação com os irmãos e irmãs batizados de outras Igrejas e comunidades eclesiais é um caminho irrenunciável para o discípulo e missionário122, pois a falta de unidade representa um escândalo, um pecado e um atraso do cumprimento do desejo de Cristo: "para que todos sejam um, como tu, Pai,estás em mim e eu em ti. E para que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo acredite que tu me enviaste" (Jo 17,21) (CA, 227).
Neste processo de purificação pelo qual todos passamos, Deus criou o homem e a mulher para viverem juntos em sadia convivência. É um erro pensar que para podermos ser puros é necessário “separar as águas”. Para que os homens sejam puros e consigam chegar aonde o Senhor quer, precisam conviver com as mulheres de forma sadia, como Ele sempre quis, e não da maneira que o mundo apresenta. O mesmo vale para as mulheres. Contudo, a realidade mostra que todos nós fomos muito machucados quanto ao relacionamento homem e mulher. Fatos dolorosos aconteceram conosco. Principalmente a mulher tem sido muito machucada. Talvez você mulher nem queira saber de homens, pois acha que são todos iguais àqueles que a decepcionaram. E muitos homens também tiveram experiências negativas com mulheres fáceis, que se insinuaram e se entregaram facilmente. Para eles a mulher se tornou apenas objeto de prazer. Nada disso, porém, corresponde à realidade linda que Deus criou. Na Canção Nova, o Senhor nos deu a graça da experiência de homens e mulheres vivendo em sadia convivência, mostrando que é possível criar um oásis em meio a esse deserto de depravação e malícia. Não é fácil; é uma luta. Mas é possível! É nessa convivência sadia de homens e mulheres que vai acontecer a purificação de que todos nós precisamos. Esse é o projeto de Deus! Isso é possível! E é isso que vai nos levar a ser homens e mulheres puros, como o álcool que começou como cana, depois garapa suja, e mais tarde, álcool puro. Você é convidado também a viver dessa forma. Isso não é para os fortes. Isso é para os fracos que conhecem seu passado, mas querem vencer. A castidade é a única alternativa!
Você tem o hábito de decidir ou vive na indecisão?
indecisao1Em cada ato da nossa vida precisamos tomar sempre decisões, pois a nossa felicidade depende delas. Desde a hora que acordamos até o momento em que nos deitamos, precisamos decidir. Muitas pessoas protelam as decisões porque têm medo de enfrentar a vida, mas, constantemente, estamos diante de algo que precisamos solucionar. Precisamos tomar consciência de que, na vida, cada ato nosso pode ser um passo de crescimento ou de retrocesso; depende da resolução que tomamos. Hoje, a Igreja celebra uma grande santa: Santa Rita de Cássia. Nela encontramos o exemplo típico de quem soube tomar decisões acertadas segundo a vontade de Deus, mesmo em meio às grandes adversidades que ela vivia com o esposo e os filhos. A maior de todas as decisões de Santa Rita foi assumir Jesus como Senhor absoluto da sua vida e deixar-se conduzir por Ele sempre, chegando à santidade. “Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração Ele atenderá” (Sl 36, 4). O lindo é que ela decidiu, de todo o coração, ter Jesus como o Seu Senhor e deixou-se conduzir por Ele. Jesus, eu confio em vós!
Luzia Santiago - Co- Fundadora da Comunidade Canção Nova
A Maturidade - A maturidade nos faz perceber que não podemos mudar os fatos
A maturidade faz parte de um processo. Em um processo não podemos queimar etapas. Ele é lento, chato e demorado. Uma criança passa por um momento de amadurecimento a partir do momento que começa a brincar. A maturidade acontece, quando tomamos posse do que nós somos, para aí então poder nos dividir com os outros. Isso faz parte do processo de maturidade. Não nascemos amando, pelo contrário, queremos ter a posse dos outros. Essa é a forma de amar da criança, pois ela não consegue pensar de maneira diferente. Ela não consegue entender que o outro não é ela. Quantas pessoas já adultas pensam assim, trata-se da incapacidade de amar, falta de maturidade. Todos os encontros de Jesus levam a implantação do Reino de Deus. Mas só pode implantar esse reino quem é adulto, que já entende que só se começa a amar a partir do momento, que eu não quero mudar quem eu amo. Geralmente quando tememos alguém ruim ao nosso lado, é porque nos reconhecemos naquela pessoa. Jesus não tinha o que temer porque era puramente bom, por isso contagiava os que estavam ao seu lado. Na maturidade de Jesus você encontra a capacidade imensa de amar o outro como ele é. Amar significa: amar o outro como ele é. Por isso quando falamos em amar os outros, podemos perceber o quanto deixamos de ser crianças. Devemos nos questionar a todo o momento quanto a nossa maturidade. A santidade começa na autenticidade. Por isso Jesus nos pede para ser como as crianças, que são verdadeiras e simples. É nisso que devemos manter da nossa infância e não a forma de possuir as coisas para si. Você tem condições para perceber a sua maturidade. É só observar se você é obediente mesmo quando não há pessoas ao seu redor. Você não precisa que ninguém te observe, pois você já viu aquilo como um valor. Pessoas imaturas sofrem dobrado. Pessoas imaturas querem modificar os fatos, pessoas maduras deixam que os fatos os modifiquem. A maturidade nos faz perceber que não podemos mudar os fatos. Um imaturo ganha um limão e o chupa fazendo careta. O maduro faz uma limonada com o limão que ganhou. Muitas vezes os nossos relacionamentos de amizade são uns fracassos porque somos imaturos. Amigos não são o que imaginamos, mas o que eles são e com todos os defeitos. Amizade é processo de maturidade que nos leva ao verdadeiro encontro com as pessoas que estão ao nosso lado. Elas têm todos os defeitos, mas fazem parte da nossa vida e não a trocamos por nada deste mundo. Isso porque temos alma de cristão e aquele que tem alma de cristão não tem medo dos defeitos dos outros, porque sabe que aqueles defeitos não serão espelhos para nós, mas seremos um instrumento de Deus para ele superar esse defeito.Padre só pode ser padre a partir do momento que é apaixonado pelos calvários da humanidade. Se você não consegue lidar com os limites dos outros, é porque você não consegue lidar com os seus limites. A rejeição é um processo de ver-se. Toda vez que eu quero buscar no outro o que me falta, eu o torno um objeto. Eu posso até admirar no outro o que eu não tenho em mim, mas eu não tenho o direito de fazer do outro uma representação daquilo que me falta. Isso não é amor, isso é coisa de criança. O anonimato é um perigo para nós. É sempre bom que estejamos com pessoas que saibam quem somos nós e que decisões nós tomamos na vida. É sempre bom estarmos em um lugar que nos proteja. Amar alguém é viver o exercício constante, de não querer fazer do outro o que a gente gostaria que ele fosse. A experiência de amar e ser amado é acima de tudo a experiência do respeito. Como está a nossa capacidade de amar? Uma coisa é amar por necessidade e outra é amar por valor. Amar por necessidade é querer sempre que o outro seja o que você quer. Amar por valor é amar o outro como ele é, quando ele não tem mais nada a oferecer, quando ele é um inútil e por isso você o ama tanto. Na hora que forem embora as suas utilidade, você vai saber o quanto é amado. Tudo vai ser perdido, só espero que você não se perca. Enquanto você não se perder de si mesmo você será amado, pois o que você é significa muito mais do que você faz.O convite da vida cristã é esse: que você possa ser mais do que você faz! ”
POR:Padre Fábio de Melo - Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.
Evangelho - Jo 16,20-23a Pois eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês vão chorar e ficar tristes, mas as pessoas do mundo ficarão alegres. Vocês ficarão tristes, mas essa tristeza virará alegria. Quando uma mulher está para dar à luz, ela fica triste porque chegou a sua hora de sofrer. Mas, depois que a criança nasce, a mulher fica tão alegre, que nem lembra mais do seu sofrimento. Assim acontece também com vocês: agora estão tristes, mas eu os verei novamente. Aí vocês ficarão cheios de alegria, e ninguém poderá tirar essa alegria de vocês. - Quando chegar aquele dia, vocês não me pedirão nada.
LEITURA ORANTE Preparo-me para a Leitura Orante, renovando minha fé: Creio, meu Deus, que estou diante de Ti. Que me vês e escutas as minhas orações. Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro. Tu me deste tudo: eu te agradeço. Foste tão ofendido por mim: eu te peço perdão de todo o coração. Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças que sabes serem necessárias para mim.
1. Leitura (Verdade): O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Jo 16,20-23a, e observo as palavras carregadas de amor de Jesus. Ele usa uma imagem cheia de ternura, de sofrimento e alegria que é a de um parto. Diz que assim vai acontecer conosco. A partida de Jesus com sua morte vai entristecer aos apóstolos, mas a certeza da Ressurreição vai provocar uma imensa alegria.
2. Meditação (Caminho): O que o texto diz para mim, hoje? Nem sempre compreendo o sofrimento, a dor, os momentos difíceis. Mas, a minha fé me garante que depois de uma tempestade sempre vem o sol, a calmaria.
3.Oração (Vida): O que o texto me leva a dizer a Deus? Renovo a minha fé, com uma bonita canção do Padre Zezinho: Um Deus apaixonado, mandou o seu recado, por meio do seu filho, e o filho foi Jesus. Mandou dizer que é pai e ama tanto e tanto a cada um, que até o fio de cabelo que nos cai, porque ele é Pai, seu coração percebe. Um filho apaixonado morreu crucificado. Paixão mais dolorida, o mundo nunca viu! Mas antes de morrer, amando seus amigos um por um, se ajoelhou, lavou os pés de cada qual, fez muito mais: se fez nosso alimento! Ao longo do caminho, existe um pão e um vinho, que enchem de sentido, a vida de quem vai. Por isso ao receber Jesus o filho santo de Javé. A minha fé me diz que posso ser feliz, e ele diz que vai ficar comigo.
4.Contemplação (Vida e Missão): Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Como discípulos e missionários, somos chamados a intensificar nossa resposta de fé e a anunciar que Cristo redimiu todos os pecados e males da humanidade" (CA, 134). Assim passarei o dia de hoje.
Namoro, um envolvimento sem pular etapas - Um relacionamento transfigurado
Nós só enxergaremos o que Deus traz para nós se estivermos puros; da mesma forma, nós só viveremos um bom relacionamento se formos puros, pois a impureza desfigura nossos relacionamentos. Quando, no meu namoro ou no meu casamento, eu dou espaço para a impureza, eu me afasto de Deus. Uma vez ouvi alguém dizer que o sexo é como uma coceirinha que a gente tem de coçar. E logo me lembrei de um rapaz que conheci, ele tinha uma mancha branca na perna, que coçava sempre, a qual se transformou numa ferida e, pouco tempo depois, virou um caroço do tamanho de um limão. E por mais que ele escondesse, aquilo foi percebido por sua família. Esta o levou ao médico e este disse que teriam que amputar a perna dele, pois aquilo tinha virado um tumor. E tempos depois, ele veio a falecer por conta daquela enfermidade que foi tomando conta de várias partes de seu corpo. Aquela coceirinha primeiro desfigurou aquele rapaz, pois ele perdeu a perna e depois lhe tirou a vida. E isso, muitas vezes, acontece conosco por conta daquilo que vivemos em nossos relacionamentos. Muitas vezes, pensamos que não há nada de mais em viver um relacionamento de forma errada, mas se vivemos na impureza, aos poucos o vamos matando... Podemos até não morrer, mas se aquela pessoa era para ser seu marido ou sua esposa, acaba não o sendo mais por conta de um relacionamento vivido de forma errada. Existem dois medos das pessoas que querem ter alguém em sua vida: o primeiro medo é morrer sem ninguém, é o medo de não achar a pessoa certa para sua vida. Mas quem já tem alguém também tem um medo. Você as vezes ainda é assombrado pelo medo de estar ao lado da pessoa que não era para estar, ou seja, da pessoa errada. Você quer saber o que deve fazer para descobrir a pessoa certa para sua vida? Você quer ter a certeza de que a pessoa que está ao seu lado é a certa para você? Quando Deus criou o homem, Ele mesmo disse que não era bom que o homem ficasse só e que iria dar-lhe uma ajuda que lhe fosse adequada. Se você não tem a sua esposa ou o seu marido como melhor amigo ou amiga, alguma coisa errada tem. A pessoa que entrar na sua vida para ser seu marido ou esposa tem que ser trazida por Deus. É necessário que conheçamos bem a pessoa, pois muitos hoje pulam as etapas do namoro e vão para a cama sem mesmo conhecer a pessoa, dão o seu corpo ao outro, muitas vezes, sem nem saber o nome da pessoa. Pessoas com 20 anos de casamento não se conhecem totalmente, imagine as que se conheceram há alguns meses. Espere essa pessoa lhe provar que você é a única para ele; que você é o único para ela. Não se case com um traidor, pois ninguém se torna traidor, geralmente já o é antes mesmo de se casar. Conheça a pessoa, pois se você não a conhece corre o risco de ser traído. Você não pode enganar ninguém! Se você não tem coragem de terminar um relacionamento, hoje, porque pensa em se separar se o casamento não der certo, provavelmente seu matrimônio não dará certo. Você precisa temer ao Senhor, dar a Deus o lugar que é d'Ele. Eu converso tudo com minha mulher. Você tem coragem de dizer tudo à pessoa que está ao seu lado? Você tem coragem de dizer à pessoa sobre seus fracassos, pecados, tentações? Partilhando tudo com minha mulher, antes mesmo de nos casarmos, eu pude conhecê-la sem ter de ir para a cama com ela. E nós fomos nos conhecendo melhor sem queimar etapas. Aprenda a conversar com seu namorado, com sua namorada, pois nós só amamos aquilo que conhecemos. Você vai reconhecer em Deus a pessoa que é para você. É impossível aos olhos do mundo um amor puro entre homem e mulher puro, mas para nós cristãos o amor é lei. Os cristãos eram reconhecidos pelo amor que tinham um pelo outro e nós precisamos ser reconhecidos assim também, tanto no namoro como no casamento. Esse desejo louco que você sente de encontrar alguém é apenas a confirmação de que Deus tem alguém reservado para você!
Por:Márcio Mendes - marciomendes@cancaonova.com Missionário da Comunidade Canção Nova, estudante teologia, autor dos livros "Quando só Deus é a resposta" e "Vencendo aflições, alcançando milagres".
Da amizade à castidade - Não podemos pensar num mundo novo sem a castidade
Uma verdadeira amizade em Cristo não é governada pelos instintos nem motivada por interesses, mas é uma escolha mútua, que tem valor por si mesma. Toda a amizade precisa ser purificada. E a injúria, a calúnia, a arrogância (que impede a correção) e a traição podem destruí-la. Quem é amigo sempre ama. Hoje, eu gostaria de falar sobre um assunto diferente, ainda dentro do plano da amizade, fundamental para todas as idades. Queria falar de um tema que é muito importante no mundo de hoje: a amizade à castidade. Não podemos pensar num mundo novo sem essa virtude. De uma maneira muito particular, a castidade é a coroa do amor. É um escudo para os nossos relacionamentos. Mais que um escudo, é uma expressão do verdadeiro amor. Ela nutre e potencializa o amor. Quando falta a castidade, o amor perde a força em nós e nos tornamos presas fáceis do desamor, da violência e da degradação. A castidade é um segredo que os jovens cristãos têm para a sua vida. No entanto, vocês veem como o mundo de hoje despreza essa virtude, pois perdeu o sentido de beleza dela. A castidade é vista como um tabu, moralismo, preceito, obrigação. Quem é casto ama por inteiro, não se dá por partes. O homem não é separado. Contudo, é isso que o mundo faz hoje. Começa a usar o corpo com um princípio utilitarista, como se meu corpo não fosse eu. Pensa-se: “Aí eu posso usar meu corpo para me autosatisfazer egoisticamente”, que é o pecado da masturbação, como se aquilo não ferisse o que a pessoa é por inteiro. Com o seguinte pensamento: “Aí eu posso também usar o corpo dos outros para o meu bel-prazer... Posso ficar com quantas meninas eu quiser numa noite”. E vice-versa, o mesmo vale para as meninas. Cada união íntima de corpos é como um pedaço de você dado ao outro, porque seu corpo está intimamente ligado à sua alma. Em cada relação sexual que é feita fora do matrimônio, não pense que você está dando e recebendo prazer. Engano! Em cada relação sexual você está dando um pedaço de você para sempre àquela pessoa. A castidade é um grande dom, que faz com que compreendamos a unicidade do nosso ser. Esse abraço, essa boca e esse beijo sou eu. Se eu vivo no pecado, eu me destruo e destruo os outros. Quando a castidade é ferida gera prazer no ato [sexual], mas gera dor na vida. E como descem lágrimas nos olhos dos jovens feridos na castidade! Por outro lado, a presença dessa virtude [castidade] gera felicidade, dignidade, uma capacidade para amar, para se doar não por pedaços, mas para se doar por inteiro, como Jesus se deu na cruz. Hoje, vemos um mundo que despreza a beleza da castidade. Por isso, as consequências são tão graves. O "ficar" não deixa de ser um tipo, um certo nível de prostituição. Nos namoros avançados os casais valorizam mais a relação física. Sem uma relação profunda de amizade no namoro não existirá matrimônio verdadeiro e feliz. E como nós não priorizamos a amizade no namoro, temos matrimônios imaturos, inseguros, muitas vezes, gerados por relações sexuais pré-matrimoniais.
Artigo extraído a partir da pregação do Acampamento PHN de julho de 2007 por Moysés Azevedo - Fundador da Comunidade Católica Shalom
Estamos no mês de maio, tradicionalmente conhecido como o mês das noivas, das mães, de Maria. Três motivos que envolvem a família e o matrimônio, assuntos que têm preocupado a Igreja nos últimos anos. Basta olhar criticamente para a sociedade contemporânea para ver que, paradoxalmente, o modernismo trouxe o homem ao centro da história e o esvaziou de sentido. Grandes questões que sempre acompanham o ser humano, como o sentido da vida, o porquê do sofrimento, a inevitabilidade da morte, entre outros, são tratadas com superficialidade. Por esse motivo, o homem e a mulher contemporâneos experimentam uma sensação generalizada de insegurança, de tensões, de agressividade, de desconfiança, de solidão, de sofrimento, de revolta com a vida, de ceticismo. Neste contexto, é inegável que as sociedades moderna e a pós-moderna (ou ultra-moderna, como tem sido classificada atualmente), com o seu secularismo e o seu individualismo, levaram o matrimônio à crise. Os sinais dessa crise são a proliferação dos divórcios e das uniões irregulares, o desrespeito às leis da vida, a perda do sentido cristão do amor conjugal, da procriação e da educação dos filhos. Como é a célula básica da sociedade, a crise da família leva à crise da própria sociedade. Afinal, como afirmou João Paulo II, na Exortação Apostólica “Familiaris Consortio”, no número 42: (a família) “possui vínculos vitais e orgânicos com a sociedade e constitui o seu fundamento: da família saem, de fato, os cidadãos e na família encontram a primeira escola daquelas virtudes sociais, que são a alma da vida e do desenvolvimento da mesma sociedade”. Para esclarecer algumas questões acerca da doutrina da Igreja com relação à família, entrevistamos o Bispo de Nova Friburgo e presidente do Instituto Pró-Família, Dom Rafael Llano Cifuentes, que durante muitos anos foi o bispo animador da Pastoral da Família na Arquidiocese do Rio e presidente da C